sexta-feira, 26 de maio de 2017

Como era a vida na última vez que LeBron James não participou de uma Final da NBA?


Com a vitória sobre o Boston Celtics por 4 a 1, o Cleveland Cavaliers venceu o Leste, e LeBron James garantiu sua ida às Finais pela SÉTIMA vez consecutiva.

Mas isso, convenhamos, todo mundo sabe. Até mesmo aquele seu amigo que só vê NBA quando passa na TV - e quando vê só assiste os dois primeiros quartos. Até esse seu amigo sabe que o LBJ está indo pra sua sétima Final de NBA seguida.

Mas, esse texto não foi feito pra ele. Quer dizer, foi feito pra esse público também. Porém, meu alvo principal é você. É, você mesmo, você que tá lendo esse texto com uma mão no rosto, você que tá lendo esse texto deitado dentro do quarto... Esse texto foi feito pra você que acompanha bastante NBA.

Esse texto foi feito pra você realmente entender o quão ridículo é isso. E, pra entender, vocês precisam de contexto. Como era a vida na última vez que o LeBron não participou de uma Final da NBA? 

Eu mostro pra vocês...

1. Kyrie Irving ainda tava terminando o Ensino Médio


2. O Justin Bieber era assim...


Des pa cito 🎶

3. O iPhone mais novo era o 3GS


4. The Walking Dead ainda não tinha estreado


5. Kim Kardashian tinha acabado de terminar o namoro com o Reggie Bush


Esse tópico é bem específico para as minhas leitoras. Momento TV Fama... "OKAY, OKAY!"

6. Esses eram os onze titulares da Seleção Brasileira 


7. As músicas mais tocadas nas rádios eram:


"California Gurls" da Katy Perry; "Hey Soul Sister", do Train; Break your heart, do Taio Cruz; "I gotta feeling", do Black eyed peas; "Nothin' on You", do Bruno Mars...

8. O Golden State Warriors tinha acabado de sair de uma temporada de 26 vitórias e 56 derrotas


Agora, Warriors está em sua 3ª Final de NBA consecutiva, com dois dos cinco melhores jogadores do mundo.

9. Os filmes mais assistidos da época eram:


Karate Kid, Relíquias da Morte (parte 1), Homem de Ferro 2, Toy Story 3...


10. Brasil elegia sua primeira presidente mulher. Dilma Rousseff venceu a eleição para a presidência da república em 2010. 


E ao lado dela, Michel Temer, o vice-presidente.

11. Naquela temporada de 2010, Allen Iverson saiu da aposentadoria e assinou com o Sixers


Iverson voltou pro time que tinha o draftado 13 anos depois.


12. Bryce Harper, escolhido pelo Washington Nationals, foi a 1st pick do Draft da MLB


13. A franquia "Velozes e Furiosos" só tinha quatro filmes


Hoje já deve ter uns trinta...

14. O campeão do Super Bowl XLIV foi o New Orleans Saints


15. LeBron se tornou naquele ano o jogador mais jovem a anotar 15 mil pontos na carreira.


Hoje ele já tem mais de 28 mil...



Muitas coisas aconteceram de lá pra cá, você ficou mais velho, você se mudou pelo menos uma vez; se você tiver minha faixa etária, terminou o colégio e começou faculdade. Se você é um pouco mais velho, talvez tenha se casado e/ou tido filhos. Você se apaixonou, você se decepcionou, você conquistou muitas coisas... Enfim. Sua vida mudou bastante, muitas coisas no mundo mudaram, mas durante todo esse tempo, uma coisa se repetia: LeBron James nas Finais da NBA.

Não precisa amar o LeBron, não precisa virar fã dele... só respeite. Aproveite, você está vendo a história ser escrita. Comece a admirar o LBJ de agora, e não só quando ele anunciar a sua aposentadoria (como muita gente fez quando o Kobe anunciou que estava deixando o basquete).

Como os americanos dizem, "Stop hating. Just appreciate greatness."

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Zion Williamson é o próximo LeBron James?


Hoje, uma das coisas que mais se fala no mundo do basquete americano, são as enterradas de Zion Williamson.

Zion é comparado DIRETO com o LBJ. Mas por que essa comparação entre os dois? Foi só por causa das enterradas do Zion? Não. E eu te explico porquê.

Atualmente, Zion se destaca pelas enterradas e pela forma que finaliza as jogadas com grande intensidade (veja aqui). Então, acaba sendo normal que surja comparação com algum atleta já consagrado. Mas quando envolve o maior atleta americano da atualidade, tudo muda de figura, né?


O que chama mais a atenção dos scouts hoje é a sua força física, e como ele, Zion, lidera a sua equipe em quadra. Por sinal, esses dois pontos podem ser comparados de forma justa com o LBJ. E vale ressaltar que a importância do Zion para Spartanburg Day é um pouco maior do que era o LeBron para St. Vincent-St. Mary.

Mas a comparação com o James para por aí? Na minha visão, sim, porque por mais impactante que seja o basquete apresentado pelo garoto de South Carolina, ele apresenta limitações básicas em alguns fundamentos e seria impossível fazer uma comparação justa.


O garoto de Spartanburg tem passe, arremesso e visão de quadra limitadas em comparação ao LBJ. Além do quesito defensivo, em que LeBron é amplamente superior. Don't get me wrong, caro leitor, LeBron também as vezes tem dificuldade com arremesso, mas é justamente no quesito visão de jogo que a diferença entre os dois aumenta.

*****

Em seu belo terno azul, Michael Jordan chega na Arena em que o melhor jogador do High School está jogando. MJ pergunta, "cadê a mamãe?". LeBron James sorri, e responde a pergunta do Jordan, "ela está em New Orleans". Glória James, mãe de LeBron, está em New Orleans ouvindo propostas de alguns possíveis patrocinadores do King.

São 22h, da última noite de Janeiro. Algo histórico está acontecendo... O mestre Michael Jordan, de 38 anos, encontrando LeBron James, o prodígio de 17. His Airness encontrando o King James. O garoto, na época, era visto por MUITOS como o próximo Jordan. Mas aquele encontro era muito mais do que só basquete, era muito mais do que só o melhor jogador do mundo conhecendo o melhor jogador do ensino médio.


Aquele encontro era algo sobre pés. Na verdade, não sobre pés, e sim sobre o que vestimos neles. Aquele encontro de LeBron com o Jordan era pra que o King viesse para a Nike.

MJ tinha acabado de fazer mais um grande jogo, com direito a buzzer-beater e tudo. Mas um jogo mais importante estava acontecendo naquele momento. Um ala-armador de 17 anos, com 2,01 de altura, 100kg, e com médias de 29.6 pontos, 8.3 rebotes e 5.9 assists pela sua escola St. Vincent-St. Mary ainda está sem patrocínio. LeBron é o que toda companhia de artigos esportivos quer. Um jogador atlético, que é MUITO bom, e que quando necessário, pode usar seu 'charme' pra atrair o público. LBJ é um jogador completo... E não só dentro de quadra.

LeBron está muito próximo de assinar o maior contrato da história da NBA pra um Rookie.

Mas, naquela noite, LeBron estava com um casaco verde escuro, com o símbolo da Adidas em dourado. A grande concorrente da Nike era patrocinadora da escola que o King estudava.

Durante a conversa com o King, Jordan nota que ele está todo vestido de Adidas, mas prefere ignorar. Eles conversam por alguns minutos sobre o jogo que vai começar em pouco tempo. No fim da conversa, Jordan dá um conselho pro LBJ, "um drible, para e arremessa. É isso que quero ver hoje".

LBJ balança a cabeça, sorri e responde, "deixa comigo".

É difícil dizer o que mais impressiona sobre LeBron. O fato de ele ser considerado o melhor jogador do ensino médio, mesmo sendo um Júnior (LBJ estava no 3º dos quatro anos necessários pra concluir o High School nos EUA), ou alguns GMs da NBA dizerem que se LBJ fosse pro draft daquele ano, 2002, eles escolheriam ele na primeira escolha. Deixando Jason Williams e Yao Ming pra trás.

James até quis se inscrever no Draft como um Junior em 2002, mas a NBA tinha uma regra que proibia que um jogador que nao terminou o HS se inscrevesse.

LBJ também impressionava com algumas das coisas que ele já tinha conquistado. Além de conseguir uma reunião com o Jordan na hora que quisesse, LeBron já tinha conhecido seu rapper favorito, Jay-Z.

LeBron mantinha contato com o Antoine Walker, na época jogador do Celtics, que era o seu melhor amigo entre jogadores da NBA. LeBron já tinha ido a um jogo do Cavs no início daquele ano... Simplesmente dizendo pro técnico John Lucas que queria ir ao jogo, e o Cavs atendeu prontamente. LBJ já tinha saído e conhecido Jerry Stackhouse e Tracy McGrady. Sobre Jay-Z, LBJ disse que ele era um cara legal. LBJ foi ao hotel dele, passou um tempo lá, e depois ficou no backstage de um show.

Eu já comentei com vocês que ele só tinha 17 anos?

Sonny Vaccaro, empresário que representou Nike e Adidas, e conseguiu assinar com jogadores como Kobe, Garnett e McGrady, disse sobre LBJ: "Nessa idade, ele é o melhor jogador que eu já vi em 37 anos de profissão".

Muito hype em cima do King, não é? Sim, mas isso só ia aumentar. LBJ carregou o time de St. Vincent-St. Mary nas costas contra a famosa Oak Hill Academy (escola conhecida por ter recebido vários jogadores que hoje estão na NBA). 39 pontos, 9 rebotes e 4 assists, essa foi a stat line do King naquele jogo. Talvez tivessem sido os tênis especiais que ele ganhou do Kobe.

Sim, LeBron recebeu o presente do Kobe, que estava na pausa pro All-Star Break, e teve tempo pra dar esse presentinho pro LBJ. O tênis era da Adidas, e se você não percebeu, isso também foi uma forma de tentar atrair LeBron. Já que Nike usava o Jordan, a Adidas colocou o Kobe em ação.


Onde LeBron jogava era, praticamente, uma atmosfera de show de rock. Meninas gritando, todo mundo querendo um autógrafo, jornalistas e mais jornalistas querendo uma palavrinha com o King... Sem falar nos preços que os ingressos estavam para assistir um de seus jogos da Gund Arena, em Cleveland. Algo em torno de 100 dólares. Surreal.

LeBron estava naquele mundo paralelo de ser um adolescente que vai pra escola e joga basquete, e estar prestes a ser um milionário antes dos 18 anos.

*****

Como disse anteriormente, o Zion tem uma importância para a sua equipe maior do que o LeBron James tinha para SV-SM.

Porém, LeBron era muito mais dominante e midiático do que o Zion é hoje. Entrando no quesito de desempenho em quadra, o LBJ desde a sua época de freshman mostrava que o seu futuro seria brilhante.

Ele já apresentava um bom jogo físico para a idade e a sua leitura de jogo parecia de um júnior ou senior. (Vale ressaltar que o Zion evoluiu bastante a partir da sua temporada como júnior. Onde ele melhorou bastante a finalização das jogadas dentro do garrafão, sua porcentagem de acertos dos arremessos e o seu footwork)

Voltando para o LeBron...

Mesmo tendo uma equipe mais equilibrada do que o Zion, LBJ mostrou uma evolução absurda nos dois primeiros anos. Ele foi ganhando mais massa muscular para o seu jogo físico, começava a se impor como um líder dentro de quadra, mostrava uma boa evolução no seu jogo de pés, e na sua mecânica de arremesso.

Os scouts da época, relatavam a sua busca em melhorar o seu arremesso, trabalho no garrafão e na criação de jogadas.

Ao passar do tempo, era inevitável especialistas não começarem a olhar para ele. E com isso, ele também começava a chamar atenção das emissoras.

Nos seus dois últimos anos, vimos um LeBron extremamente maduro para a idade e um atleta muito completo. Ele em SV-SM já atuava em 3 posições quando necessário (SF, PG e PF), isso nos mostra como ele já tinha domínio dos fundamentos. Lembrando que na época tinha um certo “Carmelo Anthony” voando em Oak Hill Academy.

Como disse mais acima, o jogo que convenceu a todos americanos que LBJ era uma realidade, foi na partida transmitida nacionalmente entre SV-SM vs Oak Hill Academy. A partir daí, viram como ele era dominante em quadra e que já mostrava as credenciais para ir direto para NBA.

Sobre a atenção da imprensa para os dois atletas que estamos tratando aqui: a qualidade do basquete apresentado pelo LBJ e a sua maturidade em quadra fez ele ser muito mais midiático do que o Zion.

Para os leitores mais jovens, na época não tinha tantas mídias sociais para você saber sobre um determinado atleta. Você não conseguia ver uma enterrada de um atleta em um campeonato estadual como nós conseguimos hoje em dia. O Zion tem isso ao seu favor, mas essa vantagem não diminui a qualidade dele. Porém, pensem comigo, imaginem se há 15 anos existisse Twitter/Facebook/WhatsApp? Pode ter certeza que LeBron teria o TRIPLO de hype que o Zion tem hoje.


O legal, é que o Zion lembra muito o LBJ com o tratamento a imprensa. Ele trata bem, mas fala abertamente que o foco são os seus torcedores. Vemos isso quando acaba a partida do time dele no High School, ele atende primeiro os fãs (principalmente as crianças) e depois a imprensa. Teve jogo que ele ficou mais de 30 minutos após a partida tirando fotos e gravando vídeos com os fãs.

O que eu e o Felipe, dono do @HSBasketballBR, quisemos dizer pra vcs aqui nesse texto foi: Sim, Zion é sensacional. Sim, é absurdo o quanto ele é atlético. Mas não, ele não pode ser "o próximo LeBron James". Zion não tem outros aspectos de seu jogo que possam elevar seu nível que nem LeBron tem a visão de jogo.

E, como vocês puderam perceber, falamos apenas das habilidades, não chegamos perto de falar o que Zion tem que fazer pra chegar perto de ter uma carreira bem sucedida como a do LBJ.

Entendo a imprensa "forçar" isso pra atrair cliques e chamar atenção, mas não, meus caros, Zion Williamson não é o próximo LeBron James.


Fonte: Ballislife, Sports Illustrated, ESPN.

sábado, 13 de maio de 2017

O que LeBron está fazendo para jogar tantos minutos por jogo?


Tem gente falando do tempo de jogo do LBJ nesses playoffs, que esse tempo dentro de quadra não pode ser tão alto. Mas, vamos olhar de outra forma:

Desde o início de abril, LeBron James jogou 10 jogos em 50 dias. Dez jogos, em 50 dias! Tempo mais do que suficiente pro King conseguir se recuperar.

Então, caro leitor, ao meu ver, vale muito a pena o Ty Lue deixar LeBron em quadra um pouco mais e garantir a varrida, do que tirá-lo de quadra e o time perder. Aí, por causa dessa derrota, a série vai pra 6 ou 7 jogos e LBJ acaba jogando MAIS do que jogaria se tivesse jogado 4 partidas (42 mins por jogo).

Se você acompanha o King James Brasil nas redes sociais, você já deve ter visto o post em que falo sobre LeBron gastar mais de 1 milhão de dólares por ano em seu corpo.

LBJ é muito cuidadoso com seus tratamentos/reabilitações. Ele investe o necessário para se manter preparado pro próximo jogo.

LeBron dorme em uma câmara hiperbárica pra ajudar na sua recuperação. Para os que não sabem o que é isso, eu explico:

É um método terapêutico no qual o paciente entra na câmara, e é submetido a uma pressão duas ou três vezes maior que a pressão atmosférica ao nível do mar, respirando oxigênio puro a 100%. O tratamento hiperbárico é eficiente para tratar lesões que não cicatrizam.


Richard Jefferson já documentou algumas vezes em seu Snapchat (Rjeff24) a imagem do LeBron dormindo em uma câmara dessas ou se levantando dela. Quando não está dormindo, LBJ está lendo. Livros como 'O poderoso Chefão' e 'Jogos Vorazes' estão na lista de leitura do King.

Mas como funciona a recuperação do corpo do LeBron durante uma série de playoffs?

É isso que vocês vão saber ao decorrer desse texto. A situação descrita é a de uma série que Cavs jogou uma partida fora e está voltando pra Cleveland pra jogar mais uma. Usarei de exemplo as Finais do ano passado, com Cavs voltando de Oakland.

Então, vamos lá?! Lets go...

Depois do jogo


O primeiro passo é repor os fluidos perdidos durante o jogo. Isso começa com LeBron bebendo um drink "cuidadosamente preparado", numa combinação de água e fluidos ricos em carboidratos, para que seu nível de glicogênio volte ao normal.

Depois disso, ele entra em uma banheira com gelo até a cintura, e passa um tempinho. LeBron definiu esse ice bath como "uma tortura".


O vôo de volta pra casa


Por causa do vôo, inchaço e desidratação ocorrem. Então, LeBron continua tomando mais água e mais bebidas ricas em carboidratos no avião. Além disso, LBJ come uma refeição bem balanceada, com proteína e carboidrato. Isso que o LeBron faz nesse momento da recuperação é muito importante, é a parte que ele tá forçando a saída das toxinas e ácido lático dos seus músculos para que o processo natural de recuperação do corpo seja acelerado.

No avião, LeBron também recebe eletroestimulação para manter os seus músculos contraindo. Ele também usa roupa de compressão (short e braçadeiras), e botas grandes que ficam cheias de ar.


Ele também recebe uma massagem, possivelmente no chão. Tudo isso é feito pra puxar o sangue das extremidades em direção ao cotação para se livrar das toxinas e ácido lático e sobrar espaço pros nutrientes.

De volta em Cleveland


O vôo de volta de Oakland chega em Cleveland por volta das 5h30 da manhã. Após chegar, LeBron vai pra casa dormir e depois volta para Cleveland Clinic Courts por volta do meio dia.

Com mais ou menos 30 horas pro jogo começar, LeBron treina em uma bicicleta ergométrica e faz mais tratamento com banhos frios/quentes.


Duas horas depois, LeBron está de volta em casa, onde encontra seu personal trainer, Mike Mancias, que está com LeBron desde 2005. LBJ já o elogiou muito, disse que ele é o melhor treinador do mundo.

Os dois fazem em torno de 4 horas de intenso tratamento, muita massagem e reabilitação.

Dia do jogo


Nesse dia, a manhã é dedicada para, digamos assim, afinar. Deixar tudo pronto pro jogo que acontecerá logo mais. Mancias trabalha nos lugares que ainda estão doloridos.

Ao meio dia, a recuperação e preparação do corpo do King está completa. Então, ele vai pro Morning Shootaround na Cleveland Clinic Courts, e depois fala com a imprensa.

LeBron está jogando 42 minutos por jogo nesses playoffs, e a gente pode esperar que esses minutos se mantenham assim e talvez aumente.


Mas toda a preparação pro jogo, e o desgaste para estar pronto pro jogo seguinte, começa logo após o jogo anterior ter terminado.


Fonte: CBS Sports, ESPN.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Eu não queria ser LeBron James


LeBron está almejando algo muito maior do que um recorde de vitórias e derrotas.

Acreditem ou não, LBJ quer ser MVP, mas ele não quer arriscar. É óbvio que se LeBron quisesse, ele conseguiria um triple-double de média também. Mas, três questões precisam ser feitas:

- Vale a pena se desgastar TANTO pra conseguir isso?
- Será que ele não teria chance de ser MVP sem esse desgaste?
- É melhor ser MVP da temporada regular ou MVP das Finais?

Depois de tudo que LeBron fez em junho, ele poderia descansar 56 anos seguidos, e ninguém deveria reclamar nada. O King trouxe seu time de volta após estar perdendo por 3-1 pra um dos melhores times da história da temporada regular.

LBJ gasta mais de 1 milhão de dólares pra cuidar do seu corpo. Bron descansa porque ele precisa.

Esse jovem rapaz chamado LeBron James tem 32 anos. Juntando temporada regular e playoffs, ele já jogou mais de 49 mil minutos na carreira. E eu nem tô contando os minutos que ele jogou pela seleção americana...


Quarenta e nove mil minutos. Oito mil e cem horas.

LeBron tem como objetivo se tornar o melhor jogador da história da NBA, ou pelo menos tentar. E, acredite, meu caro hater, isso é possível sim.

Se eu, Arthur, dono deste blog, acho que vai acontecer? Não, não acho. Porque o melhor da história é falado pela graaande maioria dos fãs da Liga, e como todos nós sabemos, o LeBron precisa fazer todos os pontos do time no jogo pra que as pessoas gostem um pouco mais dele.

Pra que a massa aceite que LeBron é o melhor da história, ele teria que ganhar 17 títulos, 12 Finals MVPs, 8 MVPs de temporada regular e fazer 45 mil pontos na carreira.

Nesse aspecto, eu não queria ser LeBron James. Deve ser extremamente difícil corresponder a todas as ALTÍSSIMAS expectativas de todo mundo e mesmo assim ser criticado quando não alcança algo três vezes mais difícil.

Eu não queria ser LeBron James. Fazer números espetaculares e jogadas ABSURDAS por 13 anos seguidos deve ser difícil. Mais difícil ainda é saber que isso não é o suficiente.

Eu não queria ser LeBron James pra ter que justificar meu descanso depois de 49 mil minutos jogados na carreira.

Eu não queria LeBron James pra ter que ouvir, "o Leste é fraco, só por isso chegou várias vezes seguidas nas Finais".

Eu queria ser LeBron James pra que minhas maiores polêmicas da carreira fossem causadas porque tuitei umas indiretas pros meus companheiros de equipe.

Eu queria ser LeBron James pra continuar provando que eu sou, no mínimo, o segundo melhor jogador da história.


quinta-feira, 16 de março de 2017

Eu cansei...


Cá estou eu, em casa, descansando depois de chegar da faculdade. Olho o grupo da minha sala no WhatsApp e vejo que tem matéria pra revisar. E eu já fico cansado só de imaginar o que eu vou ter que estudar.

Mas é com o sacrifício e a dedicação que a gente vai atingir nossos objetivos. Sim, essa foi uma frase clichê mas que tem todo sentido. E não, esse não é um texto motivacional.

Estou escrevendo isso aqui porque eu cansei.

Eu cansei de ouvir e ler que "alguns jogadores deveriam ajoelhar no logo da NBA e agradecer". Cansei disso.

Esse texto aqui é um pedido pra que você, é, você mesmo, pare de falar isso. É horrível ver que algumas pessoas pensam assim.

A NBA é essa Liga tão diferenciada, justamente por causa dos atletas. É absurdo o quão atléticos e inteligentes eles são. Mas eles não chegaram lá por sorte. Pelo contrário, eles se dedicaram, abriram mão de sair com os amigos. Abriram mão de sair com aquela mina gata da escola deles e etc.

Existe uma teoria que eu acho muito interessante. É a teoria das dez mil horas. Ela, basicamente, diz que pra você atingir seu sonho, pra que você alcance seus maiores desejos, você tem que ter pelo menos dez mil horas de foco total naquilo.

Ou seja, se você quer ser um médico? Você vai estudar por dez mil horas durante sua vida - desde a hora em que entrou na escola, até a hora que se tornou médico oficialmente.

E é o mesmo pra outras profissões... Inclusive, jogador profissional.

Você já parou pra pensar o tanto de horas o Kyrie Irving investiu pra ter o controle de bola que ele tem? Quanto tempo o Curry passou arremessando pra ter essa facilidade que ele tem?

Já, né? E o que faz você pensar que jogadores medianos da NBA não investiram a mesma quantidade de horas pra atingir seus objetivos?

Não é culpa deles que caras como LeBron, Durant, Curry, Harden, Kyrie, Westbrook, Kawhi, Paul George e etc. existem.

Caso você queira ver um vídeo no YouTube falando sobre isso, recomendo esse aqui, do Antonio Blakeney, jogador de LSU. https://youtu.be/DmtsuRhOxbY

No vídeo ele fala que ninguém trabalha mais forte que ele. E se tiver alguém fazendo isso, ele vai treinar mais forte por mais tempo, pra se dedicar mais que essa pessoa.

E ele só tá na faculdade. Talvez você nunca o veja na NBA, mas ele está lá se dedicando ao máximo pra que, se a hora chegar, ele esteja pronto pra jogar na melhor Liga do mundo.

Jogadores como Kay Felder, Zipser, James Jones, Corey Brewer e tantos outros que são taxados como ruins, e que não deviam estar na NBA, com toda certeza do mundo, venceria eu, você, e qualquer outro torcedor em um confronto de um contra um.


Outro exemplo é o Scalabrine. Ele é taxado como jogador ruim, mas na universidade ele jogou bem, durante o Lockout da NBA? Ele foi pra Itália e meteu médias muito boas. Bruno Caboclo, que até hoje, infelizmente, não conseguiu seu espaço na NBA, foi pra lá por mérito dele. Aqui no Brasil, quando jogou no LDB, ele tava com boas médias. Nível da NBA é mais alto e por isso ele ainda está na D-League, tentando se adaptar e poder jogar melhor na Liga.

Acontece o mesmo com Kay Felder. O armador de 1,75 dominou por onde passou, foi líder de vários quesitos na universidade de Oakland, e tem médias de 30 pontos, 6 rebotes e 6 assistências na D-League. Ele tem um grande potencial, mas até ele se adaptar a NBA, ele vai ter que jogar na Liga de Desenvolvimento.


Ah, e lembrando, ele é só um novato. Vai ter tempo pra evoluir.

Qualquer jogador da NBA venceria um de nós em um confronto mano a mano.

E não, não é exagero. Isso é só pra você ter noção do quão diferenciados esses caras são. E parem pra pensar, se esses jogadores fortes e atléticos que só são "pra compor elenco" na NBA vencem a gente fácil, imaginem o LBJ, Harden e Westbrook...

Nenhum jogador precisa se ajoelhar pra agradecer por estar lá. Eles trabalham duro, desde sempre, pra estarem ali. Se ele faz parte do elenco, com certeza ele é útil pro grupo, e é um jogador que faz bem pelo menos UMA coisa. Como por exemplo, James Jones. Leiam o meu texto e vejam o que ele fez pra ajudar a equipe naquele Jogo 7 das Finais. Jogadores assim, além de bons atletas, são bons jogadores de vestiário. Eles conquistam a confiança dos seus companheiros.

Então, por favor, parem de falar isso. Não reproduzam isso, principalmente na frente de crianças (10, 11 ou 12 anos). É uma péssima influência.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

LeBron não quer mais perder


Na última semana, com as declarações de Charles Barkley sobre o LeBron, e o Shaq defendendo o King. E depois LBJ falando do Barkley, algo ficou na cabeça de muitos fãs de NBA. Inclusive na sua.

Sim, na sua. É, eu tô falando de você mesmo.

E eu tenho algumas coisas pra falar sobre isso. Mas antes, quero que fique claro aqui, estou tentando falar pra vocês isso com o mínimo de clubismo possível. Tô tentando mostrar pra vocês o que eu, um cara que acompanha LeBron há anos, e sabe MUITA coisa dele, percebeu sobre o assunto.

Como Shaq disse, o que fez LBJ ficar com raiva do Barkley foi a frase, "LeBron não quer competir". E eu concordo com você, Shaq.

Dizer para um cara que esteve em seis finais seguidas, e está em busca da sétima, que ele não quer competir, é, no mínimo, algo burro a se dizer.

Enquanto defendia LeBron, Shaq falou que daria um soco na cara do Barkley caso ouvisse Chuck dizer isso dele. 


O'neal também completou dizendo que, como um superstar, ele sempre quis os melhores jogadores ao seu redor. Porque, segundo o Shaq, os campeonatos não são ganhos pelas superestrelas, e sim pelos "outros".

"Quando Jordan infiltrou em Utah, ele tocou a bola pra quem? Isso mesmo, pro Steve Kerr", disse Shaq. "Quando eu começava meus moves no post, eu queria ter um cara que nem Dennis Scott ou Glen Rice pra receber a bola e arremessar".


Caso você não tenha entendido onde eu quero chegar, eu te explico. LeBron não quer mais perder. LBJ não quer sentir o que ele já sentiu entre 2007-2010. Aquele sentimento de não ter ajuda... Aquele sentimento de que ele botou o time inteiro nas costas, e ninguém veio ajudá-lo.

LeBron foi eliminado por Spurs, Celtics e Magic, nesse período. E em todas as derrotas, se você assistir os vídeos, você percebe que LeBron fica com aquela cara de "I NEED HELP".

Ah, e se você é um hater que tá pensando "claro que LBJ teve ajuda, nossa que LeBronzete chorão", você está errado.

Sabe quem era o segundo melhor jogador do time do Cavs em 2009? Mo Williams. LeBron em 2007 tinha um time PATÉTICO nas Finais. Patético.


Ah, e lembrando, LeBron tinha 22 anos.
Agora imaginem o quão desanimador deve ser ter a chance de disputar as Finais da NBA pela primeira vez, levando o time nas costas, e perceber que não tem chance.

É isso que LeBron quer evitar. LBJ quer os melhores disponíveis SIM, que nem o Shaq queria. James não quer ter que correr por 10 jogadores, anotar triple-double todo jogo - que nem Westbrook tá fazendo. E não é porque ele não tem saúde pra isso, acredite...

He can do it.

Mas, ele sabe que vai precisar dessa energia que foi gasta na temporada regular, pra enfrentar o Warriors/Spurs/Rockets/Clippers etc. nas Finais. Que ele vai precisar estar bem fisicamente pra enfrentar Celtics/Raptors/Hawks e etc. pra estar nas Finais mais uma vez.

LeBron quer ter certeza de que ele tem a ajuda que precisa. Pra que quando a hora chegar, ele infiltre, e toca a bola no perímetro pro Channing Frye ou JR Smith ou pro Kyle Korver. E não para o Sasha Pavlovic ou pro Larry Hughes.

"Ah, mas o elenco do Cavs é o mais caro da história. E a Forbes disse que o Cavs perdeu 40 milhões de dólares"

Como o Shaq mesmo disse, "você tem que gastar dinheiro pra ganhar dinheiro". Ah, e sobre a Forbes, pode ter certeza que o valor da franquia aumentou MUITO. E, outra coisa, quando LeBron voltou, foi estimado que a economia cresceria em torno de 1 milhão de dólares em Cleveland. Imagine o quanto a economia melhorou depois do primeiro título...

Bottom line aqui é, LeBron está querendo o melhor pro time. Ele quer vencer. Ele quer trazer mais um título pra Cleveland.


LeBron não quer, mas caso ele perca, ele quer ter certeza que ele tentou com as melhores peças disponíveis. O início de carreira ainda está na memória dele, e ele tenta mudar isso todo dia.

LBJ quer competir sim, Charles Barkley. E por ele querer isso, ele pede reforços.

Essa é a minha percepção sobre o assunto. Espero que vocês tenham gostado.

Valeu, abraço!