quinta-feira, 26 de abril de 2018

LeBron James fez a história se repetir


Aos 13 anos, um garoto descobriu quem era LeBron James e se apaixonou pelo basquete.

Esse garoto viu na ESPN Brasil, com narração do Everaldo Marques, o King James fazer uma cesta espetacular, de três, faltando apenas um segundo pro fim.

Naquela oportunidade, Cavs tinha perdido o Jogo 1 da série contra o Magic, e no segundo jogo a história tava se repetindo.


Magic reagiu no último período e conseguiu virar o jogo em uma linda bola de Hedo Turkoglu.


Orlando 95-93 Cleveland.

Esse garoto ficou muito impressionado com a cesta que aquele camisa #15 tinha feito. Como ele não assistia basquete, ele pensou que jogo já estava definido. Um segundo só? Pra fazer três pontos? Ele achava que não tinha como.

Até que os jogadores voltam à quadra pra jogar o último segundo de partida.

O garoto tava lá, na frente da TV, desacreditado que o time daquele camisa #23 que ele via sempre fazer enterradas e cestas bonitas, nos 30 segundos de highlights que passavam no GloboEsporte, ia perder.

Mas aí, nesse dia, esse garoto aprendeu três lições:

A primeira, é de que basquete é o melhor esporte do mundo. A segunda, é que, no basquete, o jogo não acaba quando termina. E a terceira é: SEMPRE acredite em LeBron James.

O Rei se livrou da marcação do Turkoglu, pegou a bola e arremessou...



A Quicken Loans Arena tava em um silêncio absurdo, ainda da bola do Turkoglu que abriu 95-93.

Quando a bola entra, TODAS as pessoas gritam, comemoram, choram, etc etc etc.

Nesse dia, o garoto se apaixonou pelo basquete.

E ontem, esse garoto tava refletindo antes de dormir, o quão essa cesta QUE É MUITO PARECIDA com a de 2009 pode ter feito algum garoto/garota se apaixonar pelo basquete.

O Cavs tava VENCENDO por 95-93, até que o Pacers empatou o jogo.

Cavs teve um ataque, que acabou com um turnover (que deveria ser bola do Cavs) do LeBron. O melhor jogador do outro time colocou a bola debaixo do braço.

Faltavam 26 segundos, o Pacers tinha a bola e os dois melhores jogadores dos dois times estavam mano-a-mano, prontos pra decidir a partida.

Victor Oladipo finta LeBron, passa por ele e vai pra bandeja... O King dá um toco (que sim, poderia ter sido marcado goaltending).

Imediatamente os jogadores ao segurarem o rebote, pedem timeout.

E tudo volta a ser igual a 2009. Cavs indo pro timeout, precisando de uma cesta. Dessa vez, com 3 segundos no relógio.

Os jogadores voltam do timeout, cada um vai pro seu lugar e esperam os árbitros autorizarem os últimos três segundos de jogo.

LeBron recebe a bola, bate duas vezes, e sobe pra o arremesso de três... Do mesmo lugar em que ele tinha feito em 2009.


A bola cai, é cesta, e a Quicken Loans Arena vai à loucura.

LeBron repete a comemoração, corre em direção ao banco pra abraçar seus companheiros.

Em 2009, LeBron abraçou um gringo conhecido por sua raça, energia, e que era xodó da torcida: Anderson Varejão. Em 2018, LeBron abraça um gringo conhecido por sua raça, energia, e que é xodó da torcida: Cedi Osman.


O garoto que acompanhou tudo em 2009, se arrepia totalmente ao ver tudo aquilo se repetindo 9 anos depois.

A voz de ontem não era do Everaldo Marques, e sim do Rômulo Mendonça.

Então, Rômulo, assim como eu vou agradecer agora o Evê pela narração, alguém um dia, daqui alguns anos, vai te agradecer e lembrar por você ter sido a voz do começo da paixão dela pelo basquete.

Obrigado, Evê. E obrigado, Rômulo, antecipadamente, pode ter certeza que você fez uma narração histórica.

O garoto que acompanhou tudo em 2009 e em 2018 foi dormir às 2h da manhã, ainda animado com o jogo que tinha acabado por volta das 23h.

O basquete é um esporte maravilhoso, que eu, Arthur, tive o prazer de conhecer, e me apaixonar, em 2009, no Jogo 2 da série entre Cavs e Magic.

E, assim como LeBron conseguiu fazer com que eu me apaixonasse pelo basquete, espero que ontem ele tenha conseguido repetir a história.


#LeHistory #CavsBrasil 

sábado, 31 de março de 2018

Um recorde que nunca mais vai ser quebrado


Em 5 de Janeiro de 2007, LeBron James anotou apenas 8 pontos contra o Milwaukee Bucks. No dia seguinte, em um jogo de back-to-back, LeBron se recuperou anotando 19 pts, 13 rebs e 4 assists contra o New Jersey Nets do Richard Jefferson.

Nesse ano, eu era um moleque de 11 anos, que passava o dia inteiro jogando bola, andando de bicicleta ou jogando Tibia na Lan House que tinha na minha rua. Eu gostava muito de jogar bola, era (e ainda sou) fã do CR7, e claro, também muito fã do Ronaldinho Gaúcho.

Lembro de ficar assistindo com meus amigos uns vídeos do Joga Bonito, ou uns vídeos da Total90, que se não me engano era o Ronaldo Fenômeno que fazia os comerciais.

Nessa época, eu já sabia quem era LeBron James, mas não era ligado a basquete. Eu só via uns caras grandes metendo enterradas naqueles 30 segundos de esportes americanos que o GloboEsporte mostrava.


Naquele mesmo ano, LBJ chegou nas Finais pela primeira vez, contra o Spurs, com um time HORRÍVEL. Popovich e o Big 3 de San Antonio neutralizou LeBron e foram campeões.

No ano seguinte, em 2008, LeBron conquistou seu primeiro título de MVP de temporada regular. E eu não fiz nada demais naquele ano, continuei jogando bola, andando de bicicleta, jogando videogame e etc.

Em 2009, minha família se mudou, foi pra um bairro totalmente diferente, ou seja, escola nova, bairro novo, tudo novo pra se acostumar. Naquele ano, LBJ conquistou seu segundo título de MVP. Mas perdeu na Eastern Conference Finals (ECF), pro Orlando Magic, de Dwight Howard.

Nessa ECF, foi quando meu amor pelo basquete nasceu. Me lembro de assistir meu primeiro jogo de NBA, DE VERDADE, não só ver highlights ou ver uma parte do jogo, nessa série entre Cavs e Magic. Era Jogo 2. Cavs e Magic estavam empatados, 93 a 93, com uns 20 segundos no relógio.

No jogo 1, já tinha acontecido a mesma coisa, Magic virou o jogo NA CASA DO CAVS e tava com vantagem. E quando Hedo Turkoglu acertou aquela bola, a partida ficou 95-93. Com apenas um segundo no relógio.

E eu fiquei já com aquele sentimento de QUE ESPORTE FODA!!!!!!! Desculpem-me a expressão, mas não há forma melhor de definir.


Até que Cavs pediu tempo, organizou uma jogada pro LBJ, e... Uau. Eu vi uma coisa que nunca imaginei ver, ou ouvir e sentir. Everaldo Marques narrava o jogo. E eu me arrepio até hoje quando escuto o barulho da torcida. Os torcedores estavam TOTALMENTE EM SILÊNCIO, a buzina tocou - avisando que o tempo de jogo acabou - e depois dá pra ouvir a bola entrando na cesta e a torcida EXPLODINDO.

Sério, só de relembrar pra escrever eu me arrepio. Lembro de ficar sem reação. E foi aí que duas coisas que são importantes pra esse blog começaram. Minha paixão por basquete, e meu fanatismo pelo LeBron.

Em 2010, já tentando acompanhar mais, vi Cavs perder, e minha torcida por Cavs e LeBron aumentar. Infelizmente, LeBron saiu do Cavs. Fiquei confuso, mas obviamente segui ele, acompanhei de perto todos os passos dele. Na escola, já tava bem adaptado, com amigos e jogando no time da escola.

Em 2011, LeBron chegou a sua segunda final, mas perdeu de forma... Uhm, atípica. LeBron teve alguns jogos ruins, Heat parecia estar em dúvida em quem era O cara do time. Mavs campeão, Dirk coroado pela bela carreira. A NBA inteira que odiava o King, adorou aquela série Final.


Naquele ano eu comecei no ensino médio, achei as matérias difíceis demais. Fiquei de recuperação em tanta matéria que se eu fosse listar... Enfim... Já como um grande fã de basquete, eu passava o dia inteiro vendo vídeos de basquete no YouTube. Sério, eu fiz uma playlist, tenho até hoje.

Em 2012, finalmente, LeBron venceu seu primeiro título, foi coroado MVP das Finais (e ele também ganhou o MVP da temporada regular). LeBron foi campeão Olímpico também, alcançando uma marca que Jordan já tinha conseguido.


MVP, título, MVP das Finais e campeão Olímpico. Uau.

Tanto em 2012, quanto em 2013, eu vi um LeBron QUERENDO MUITO ser campeão. Parecia tudo encaixar. Físico, visão de jogo, liderança, vontade... LeBron dominou a NBA. Não deu chance pra ninguém.

Ele foi novamente o MVP da regular, campeão e MVP das Finais. Foi o 4º prêmio de Most Valuable Player.

Na metade de 2012, me mudei pra um apartamento próximo do que eu já morava.
Terminei o ensino médio em 2013, fiz ENEM, e não passei. Ah... that was frustrating.

Em 2014, fui convidado a escrever pro Twitter.com/LeBron_Brasil. Fiquei bem feliz, o administrador viu que tuitava sobre o jogo sempre, dava opiniões e ele gostou. Ele me deu muitas dicas, e me senti bastante à vontade. Ele tava nos semestres finais da faculdade, então eu praticamente administrava sozinho, e eu gostava muito. Ele sempre que podia tava transmitindo também, tentando trazer algo novo, tendo idéias. Éramos entrosados nesse ponto, e eu gostava demais de ter essa oportunidade de falar de algo que eu gostava.



Naquele ano, LeBron chegou aos 500 jogos consecutivos, de temporada regular, anotando pelo menos 10 pontos.

A dinastia Heat tava numa caída, jogadores ficando velhos e não rendendo tão bem. LeBron então resolveu voltar pra Cleveland.

"Im coming home", foi o que ele disse na entrevista à Sports Illustrated pra divulgar sua decisão.

Fiquei MUITO feliz, meu jogador preferido de volta no meu time preferido. (Gostava do Heat, mas não era o Cavs...)

O outro adm era torcedor do Heat, ele achou legal mas não curtiu tanto. Ele passou 1 mês off, longe das postagens, até porque era offseason.

Enquanto isso, eu tuitava pro Cavs, e eles citavam meu tweet. Lembro de ficar maluco pelo Twitter oficial retuitar algo meu. Outubro de 2014 chegou e eu fiz uma proposta de assumir o blog de vez já que ele tinha faculdade e estava prestes a viajar em um intercâmbio.

Ele não concordou em me dar o blog, e pra comprar ele cobrou caro (com toda razão, faria o mesmo). Fiquei triste, porque gostava de fazer aquilo. Mas nossa, começar tudo novamente? Quando entrei no LeBron Brasil, o blog tinha 750 seguidores, quando saí, o blog foi pra 2200. Ter dois mil seguidores e depois ir pra zero novamente...

Mas uma amiga me incentivou, e resolvi criar o KingJamesBrasil. No dia 20 de outubro. Assim como o LeBron tava recomeçando, eu tava recomeçando também.

2015 chegou, o Big 3 do Cavs tava se adaptando, e mais uma vez LBJ caminhava pra uma Final de NBA. Seria a 5ª vez seguida... E foi o que aconteceu. Porém, sem Love e sem Kyrie. Cavs jogava contra o melhor time da NBA, e o time titular era Dellavedova, Shumpert, JR Smith, LeBron e Tristan (as vezes Mozgov).


Antes de continuarmos...

VOCÊS TÊM NOÇÃO O QUÃO RUIM É ESSE TIME? James Jones jogou minutos significativos, LeBron praticamente tinha que fazer tudo.

Cavs até conseguiu abrir 2 a 1 na série, mas o time cansou, Dellavedova foi parar no hospital por desidratação, LBJ parecia muito cansado, Shump e JR estavam jogando machucados. Warriors virou pra 4 a 2 e foi campeão.

Cleveland passava pelo mesmo sentimento de 2007.

E então 2016 chegou. E a maturidade também. Completei 20 anos e tudo começou a fazer sentido.

Comecei a estudar pra alguns concursos, mas a grande descoberta do ano foi não esperar pela federal, e sim começar uma faculdade particular mesmo. E depois continuar tentando a federal.

E em Cleveland, 2016 foi um ano de mudanças. Com Lue de Head Coach, e mais alguns recordes quebrados pelo LeBron (o que vocês já sabem que é normal), Cavs chegou nos playoffs bem após alguns ajustes.

Playoffs chegaram e Cavs conseguiu passar pelos adversários com certa tranquilidade. Até que as Finais chegaram, Warriors como adversário novamente.

Dessa vez, com o Big 3 completo. Parecia que as coisas seriam diferentes. Porém, depois do GSW abrir 3 a 1, muita gente começou piadinhas de "Com Love e Kyrie não seria diferente?? Kkkkkkkkkkkk" ou "LeBron vai perder mais uma hahahaha normal, né"

Uma boa parte dos torcedores do Cavs ficaram contra o time. E quando eu digo contra, digo que não acreditavam, cornetavam, e etc. Enfim, eu fui um dos que acreditei porém triste porque não achava que daria pra virar... Mas vencemos o Jogo 5, e me animei.

O Jogo 6 veio e LeBron repetiu a performance absurda do Jogo 5. 41 pts de novo. Fora as 11 assistências, 8 rebotes, 3 blocks e 3 steals.

(Talvez essas stats estejam errado, mas não quero fazer esse texto pesquisando, quero testar um pouco do conhecimento que tenho)

Kyrie tava sendo um monstro, e Love fazendo o que o time precisava. Tudo empatado na Final, 3 a 3. Seria 2016 o ano que a "seca" de títulos da cidade de Cleveland acabaria?!

Bem, Jogo 7 chegou e eu nunca estive tão nervoso pra assistir um jogo como naquele 19 de junho de 2016. Me lembro de ficar em pé durante várias partes do jogo.


Quando o toco do LeBron em cima do Iguodala aconteceu, vibrei alto, torci pra minha mãe não acordar lá no quarto dela. Minha cachorra levantou e ficou olhando pra mim tipo (???). Eu simplesmente não sabia o que fazer quando Kyrie acertou aquela bola de três.

A defesa do Kevin Love no Curry foi perfeita, e o menino Steph errou o arremesso.

No lance seguinte, após um timeout, LBJ cobra o lateral pro Kyrie - que tá sendo marcado pelo Klay Thompson -, ele pega a bola, invade o garrafão e quando sofre a dobra, toca pro LeBron que vem invadindo o garrafão daquele jeito de quem quer dar a enterrada da vida dele em cima do Draymond Green.

Green fez a falta, LeBron errou por pouco, e foi ao chão machucado. O pulso tava doendo, mas ele acertou UM dos dois lances livres. Nossa vantagem era de quatro pontos. Pouco tempo pro Warriors virar...

"Its over, its over, Cleveland is a city of Champions once again".

Confesso que assisto os últimos 3 minutos de vez em quando. Gosto demais de ver a narração, a forma que o time comemora... Emociona qualquer um.

"The drought is over"

Depois de 52 anos, LeBron cumpriu o prometido, trouxe o título Larry O'Brien pra NorthEast Ohio.

Ele se tornou o primeiro jogador da HISTÓRIA a liderar OS DOIS TIMES durante uma série final em PTS, REBS, ASTS, STLS e BLKS.

LeBron simplesmente foi LeBron. Creio que não tem outra definição melhor que essa.

Tricampeão, e três vezes MVP das Finais. Campeão olímpico, quatro vezes campeão do prêmio de MVP.


Em 2016, LeBron chegou aos 700 jogos consecutivos anotando pelo menos 10 pontos. Absurdo, né!?

Enfim, 2017 chega, LeBron se torna o primeiro jogador da história a estar no Top 20 de pontos e assistências. Ele também se torna o primeiro a ter 27 mil pontos, 7 mil rebotes e 7 mil assistências na carreira.

Ah, e LeBron passa Michael Jordan e se torna o maior pontuador da história dos playoffs.

E eu, começo minha faculdade de educação física e ME APAIXONO. NUNCA imaginei que eu fosse gostar de estudar. (Sim, como diz minha mãe, eu era malandro na escola, não gostava de estudar)

Mas eu me vi querendo estudar os assuntos que os professores passavam. Eu também comecei a trabalhar no mês seguinte ao coemco da faculdade.


Apesar das derrotas nas Finais, LeBron alcançou mais algumas marcas/recordes bem absurdos. Ele passou Kareem Abdul-Jabbar, e se tornou o 2º jogador com mais jogos consecutivos de pelo menos 10 pontos.

No fim do ano, tive minha primeira aula prática, me apaixonei mais ainda pelo curso que faço. Já pro LeBron, o segundo semestre de 2017 não foi tão empolgante.


Kyrie pediu pra sair, e Cavs agora se via sem seu xodó, sem o futuro da franquia. E LeBron teve que se preparar de forma diferente pra temporada.

Mas, como sempre, LeBron tinha algumas marcas e recordes pra bater na nova temporada que começava...

Logo no início da temporada, LeBron alcança os 800 jogos consecutivos anotando pelo menos 10 pontos.

2018 é o ano que estamos (caso você esteja lendo isso em 2019 depois de compartilhar esse post e o Facebook colocar como uma lembrança pra você), e é um ano legal demais por algumas marcas que LBJ deve alcançar.

Eu estou em um período legal da faculdade, com um pouquinho mais de aulas práticas, e curtido o conteúdo. O trabalho tá tranquilo, consegui me adaptar por lá.

(Esqueci de falar, e não queria subir o texto só pra escrever isso: me mudei novamente no segundo semestre de 2016 pra um bairro do outro lado da cidade, mais um período de adaptação nessa época.)

Lá pro dia 20 de Janeiro, LeBron alcançou os 30 mil pontos na carreira. O mais jovem a alcançar essa quantidade de pontos. Ele também detém todos os outros recordes, de 1000 pontos até os 30000.


E no final de fevereiro, começo de março, LeBron se tornou o primeiro jogador da história da NBA a alcançar 30 mil pontos, 8 mil rebotes e 8 mil assistências.

Completei 22 anos logo depois disso. Im feeling old, guys.

E hoje, 30 de março, ele tem a oportunidade de quebrar o feito de Michael Jordan, e se tornar o jogador com a maior sequência de partidas anotando pelo menos 10 pontos. Uau.

Jordan e LeBron tem 866 partidas. O King tem chance de hoje, contra o Pelicans, chegar aos 867 jogos de temporada regular.

Consistência ABSURDA. Sensacional. Inacreditável.

Quem me segue no Twitter, sabe que tuito essa stat desde 2014, quando ele só tinha 500 jogos. ("Só" hahaha)

É minha estatística preferida dele, porque mostra o quão regular, o quão único ele é.

Nós somos extremamente exigentes com o LeBron. Vejam:

LeBron, pra muitos, deveria ter a força física que tem, ter a visão de jogo que tem, saber arremessar que nem o Curry, ter o crossover do Kyrie, a habilidade de tocos que tem, marcar individualmente que nem o Kawhi Leonard... Wow.

Vocês têm noção disso? Não importa o que ele faça, sempre vai ter gente exigindo algo mais.

Estamos na 15ª temporada do LeBron. E ele só fica melhor. Como ele faz isso?

Eu estudo nesse semestre 'Crescimento e Desenvolvimento Motor'. E estudando, eu consigo claramente ver que o período de desenvolvimento dele não acabou, nem parece próximo de acabar. Domínio cognitivo, físico e psicossocial parecem só melhorar. Ele é igual vinho, quanto mais velho, melhor.


LeBron continua sendo monstro dentro e fora de quadra. As 1.100 crianças que já tem faculdade garantida no seu programa LeBron James Family Foundation são provas disso. E que tal o fato de ele estar construindo uma ESCOLA, chamada de I PROMISE SCHOOL, feita para ajudar crianças carentes, que estão na mesma situação que els já esteve quando era criança.

Só pra que vocês tenham noção, estou escrevendo esse texto às 12h56 da sexta-feira, e só vou postar esse texto no sábado. Não sei se vai dar tudo certo e LeBron realmente vai passar Jordan, mas a confiança que ele passa me faz crer que isso deve acontecer.

LeBron vem sendo grande, vem sendo O cara do seus times, A cara da NBA há muito tempo. São PELO MENOS onze anos jogando em alto nível.

Aos 33 anos de idade, em sua 15ª temporada da NBA, ele tem lenha pra queimar. Ele continua sendo o MELHOR jogador do mundo. E não tem discussão sobre isso. Pelo menos não agora.

E tudo que eu quero nesse texto mostrar pra vocês é o quanto as coisas mudaram na MINHA vida. Morei em alguns lugares, mudei de escola, iniciei meu blog, comecei faculdade e trabalho, e etc. Minha vida mudou demais, a sua provavelmente mudou também.

Começou faculdade, começou trabalhar, talvez tenha se casado? Ou só começar a trabalhar, não sei. Com certeza algo importante na sua vida, não é da mesma forma que era no dia 6 de Janeiro de 2007.

Uma coisa não mudou em todos esses anos: LeBron e sua regularidade. Pelo menos 10 pontos por 867 jogos.

E esse recorde provavelmente nunca vai ser quebrado. Essa é a lista de sequências ativas, e vejam a diferença. Pro James Harden alcançar LeBron, ele tem que fazer isso por mais 7 anos. Muito tempo. Fora que LeBron deve continuar essa sequência...


Pra referência, a maior sequência do Kobe foi de 211 jogos, do Shaq foi de 245.

São 11 anos e alguns meses de diferença. A última vez que LBJ fez menos de 10 pontos em um jogo de temporada regular, ele tinha 22 anos. Uau.

Muitos não aceitam quando algum fã do LeBron fala que o King é melhor que o MJ, principalmente os torcedores que viram o Jordan jogar.

E eu entendo todos eles, de verdade. Assim como entendo o rapaz dono do LeBron_Brasil não ter me dado ou vendido o blog dele.

O que esses torcedores sentiram assistindo Jordan, deve ser o mesmo que a gente sente assistindo o LeBron. Daqui alguns anos, um moleque de 15 anos vai estar dizendo que X jogador é melhor que o LeBron. E nós, seremos os tios chatos que ficam comentando em posts do Facebook "Esse aí nunca que é melhor que LeBron".

Eu entendo ele não ter me dado ou vendido o blog porque era algo dele, a ideia foi dele, o carinho de começar, a dedicação de continuar e etc, no início, foi tudo dele. Pra eu chegar e pedir pra que ele me dê... Nah. Eu também colocaria um preço alto pra vender o KingJamesBrasil.

Hoje eu entendo muita coisa que há alguns anos não entendia. Passei a apreciar cada segundo do LeBron em quadra. Passei a tentar não perder nenhum jogo do Cavs.

E eu espero que hoje, quando você estiver lendo isso, você entenda o quão único LeBron James é. Aprecie, meu caro (ou minha querida). Aprecie. E tente fazer os outros entenderem isso também.

Obrigado a todos pela atenção. Im out. #KingJamesBrasil




domingo, 21 de janeiro de 2018

Você demitiria Tyronn Lue? Análise do Cavs nessa metade de temporada


Fala, galera, beleza?

Tô de volta por aqui pra trazer uma análise da temporada até aqui. Chamei alguns torcedores, incluindo os dois ADMs que me ajudam com o KingJamesBrasil.

Além de mim, o @bron_br, o @renatolafuente, a Ana (@cavaliergirl_), o @gabrielkalkent, o @10TonSouza e a @anaa_carollinna.

Sigam o pessoal lá no Twitter.

Sem mais delongas, vamos as respostas que eles me deram durante o bate papo que tive com cada um deles.

1. Qual sua avaliação de rendimento do Cavs até agora?



Arthur: Cavs não tá bem, principalmente agora. Esses últimos jogos foram MUITO difíceis de assistir. Isaiah Thomas voltou, TT também, e isso deveria ser um reforço, porém Ty Lue não conseguiu acertar o time. Apesar das 18 vitórias em 19 jogos, o time mudou, e infelizmente pra pior. A falta de entrosamento, a falta de vontade estão acabando com o Cavs.

Ana CavsGirl: Com todas essas mudanças no elenco e a chegada de jogadores novos, o cavs teve dificuldades para acostumar com essa nova essência do time. Sinto que agora estão se encaixando melhor, o entrosamento tem melhorado muito e vejo que o banco do cavs finalmente passa confiança aos torcedores. O dia que o banco combina muitos pontos o Cavs dificilmente perde tendo como principais destaques Wade, Korver e Green.

Ton: Mesmo com um elenco recheado de novas peças, acho que o rendimento do Cavs ainda está abaixo do esperado. Um time com LeBron, Love (na melhor temporada com noiz) sempre têm uma expectativa gigantesca. Espero que o time melhore muito nessa segunda parte da temporada.

Renato: dentro do esperado devido as lesões de diversos jogadores, a equipe possui muitos jogadores que chegaram nesse ano, então acredito que está dentro da normalidade. Quer dizer, até antes de IT e TT voltar, o time estava dentro da normalidade, nos últimos jogos foi um show de horrores...

Neto (@bron_br): Não vivemos um grande momento e isso está sendo claramente demonstrado nos números. Não sinto que exista coletividade em vários momentos, afinal, as ISOs tem sido a opção mais escolhida pela equipe. Defesa? Está péssima. Parece que falta vontade, incentivo. E, sinceramente, não consigo entender o porquê. Jogam em uma equipe que esteve nas últimas três finais e tem, na pior das hipóteses, o segundo melhor jogador de TODOS OS TEMPOS. Se isso, juntamente com os salários, não motivar, não sei o que motivaria.

Gabriel: De modo geral o time está bem, com todas as transações da off-season é bem compreensível o fato do time não ter se encaixado 100% ainda. Tendo em vista a volta de Isaiah Thomas, TT e agora D. Rose, é normal o time levar um tempo ainda maior para estabelecer uma química de um time disposto a chegar às finais. Mas em playoffs e tendo LeBron James em seu possível auge, tudo muda.

Ana Carolina: O time não está em uma “má fase” e sim com baixo rendimento. Mas isso são falhas desde temporadas passadas e que agora estão em mais evidencias devido todas as transições da off – season. A questão não é apenas as últimas derrotas que foram surras, mas sim como o time anda se comportando em quadra.


2. O que o Cavs pode fazer para melhorar esta temporada?

                      
Arthur: Infelizmente, não tá dando certo. Primeiro, precisamos trocar alguns jogadores, trazer algumas caras novas, dar um ânimo novo. Após isso, melhorar a defesa, tentar trazer a vontade de jogar pra esse time. Precisamos mudar.

Ana CavsGirl: Não vejo a necessidade de trocas no momento, apesar de uma queda no rendimento do JR. É indiscutível que o Cavs necessita de uma melhora defensiva. Penso que, quando Shumpert voltar, essa melhora defensiva pode acontecer. Shumpert marca bem o perímetro apesar de ser muito precipitado no ataque, ele é necessário na marcação por não deixar espaços.

Ton: O grande X da questão do Cavs talvez seja comprometimento. Que o time tem talento isso é indiscutível, mas em alguns jogos parece que o time joga na marcha lenta com o pensamento de “ganhamos a qualquer momento”, isso costuma funcionar, mas exige muito mais esforço/minutos dos jogadores.

Renato: melhorar a concentração em diversos momentos durante as partidas e o principal é trabalhar a defesa, pois, a equipe vendo levando muitos pontos, segunda pior defesa da Liga por 100 posses de bola.

Neto (@bron_br): Trocas? Não sei, prejudicaria o entrosamento da equipe. O que eu acho, é que o time tem que começar a se preocupar tanto com a defesa quanto tem se preocupado em fazer pontos. Não adianta nada fazer 120 por jogo e tomar 121. Temos que fazer fazer boas partidas, mesmo que a vitória não venha, temos que manter o hábito de jogar bem, independente do resultado.

Gabriel: Melhorar o esquema tático defensivo e dar mais tempo de jogo a reservas prestativos como Frye, Calderón e Osman.

Ana Carolina: O Cavs precisa mudar seu sistema de rotação, para algo que funcione com o elenco que temos. Não adianta querer usar um sistema de rotação não adequado para os nossos jogadores (que na sua maioria), não são bons marcadores. O time precisa aprender a jogar atrás do placar sem ficar desesperado, pois o time começa a perder e todo mundo se individualiza invés de se unir.

3. Acha possível LeBron ganhar o prêmio de MVP e Wade como sexto homem?

            
Arthur: Sim, caso o time volte ao caminho das vitórias, LeBron e Wade (como aconteceu em dezembro) eram um dos melhores da Liga, comandavam o Cavs muito bem. Por causa das más atuações do time como um todo, os dois estão "correndo por fora", digamos assim. Se tudo voltar ao normal, não vejo porquê não os considerar fortes candidatos.

Ana CavsGirl: LeBron se reinventa a cada temporada. Melhor jogador da liga até o momento e o mais incrível é que as stats dele até o momento se comparam as stats da temporada em que ele foi MVP. Por ser um jogador completo e manter um padrão de qualidade de rendimento, seria ignorância dizer que ele não merece. Já o Wade, tenho minhas dúvidas. Ele tem algumas stats boas mas é o menos cotado. Sua vantagem é: apesar de oscilações no desempenho em pontos(comparado a outros "concorrentes", Wade mantém uma média significativa de assistências, rebotes, roubos de bola etc.

Ton: LeBron é o MVP da minha vida. A razão do meu amor pelo esporte. Ver que um cara 4x MVP, 3x FINALS MVP colocando os melhores números de sua carreira é algo simplesmente surreal. Acredito que se o Cavs conseguir boas vitórias na segunda metade da temporada o MVP tem dono.
Em relação ao Wade, acho que o Flash está na disputa, porém um pouco atrás do Smart, Lou Williams e Ginobili

Renato: sim, ambos têm ido muito bem, no entanto, tudo isso depende da campanha do Cleveland Cavaliers, teria que ser o melhor do Leste.

Neto (bron_br): Eu acho que ambos podem ganhar o prêmio sim. Porém, fica extremamente complicado opinar com essa fase. LeBron, por exemplo, que estava chutando 40% de 3 até o Natal, passou a chutar (de lá pra cá) 16% (salvo engano). Wade permanece sendo um grande jogador na segunda unidade, mas caiu também.

Gabriel:  Sim! Se continuar com o que tava fazendo em dezembro, aquela fantástica temporada, é completamente possível e merecedor LeBron ganhar o prêmio de MVP. E sim, liderando a equipe reserva do Cavs ele tem boas chances de conseguir o prêmio de 6° homem. Claro, o time tá numa fase ruim, mas quando sair dela, as vitórias voltando, pode ter certeza que os dois são fortes candidatos.

Ana Carolina: LeBron está fazendo uma temporada fantástica. Incrível como ele se renova para cada temporada. Esse é o diferencial do LBJ, pois além do dom para o basquete, o cara não fica parado, cada temporada ele só evolui. Se o Cavs melhorar dessa “fase ruim”, acredito que sim, ele será MVP. O D-Wade mesmo arrastando a perninha, joga mais que muito novinho aí, e está sendo o grande acerto do Cavs vindo do banco, quem sabe isso não dê a ele o prêmio de 6º homem.


4. Baseado no que Lue vem fazendo, você demitiria ele ou não?



Arthur: Sim, mas não agora. Esperaria a temporada acabar. Apesar das raivas, Lue pode conseguir melhorar o time caso algumas trocas aconteçam. Os jogadores gostam dele, e isso pode causar algo ruim no elenco, principalmente pro LBJ, que gosta dele, e tem seu contrato terminando nessa offseason. Eu esperaria pra demitir na offseason, se o título não viesse, e daria a chance pra um treinador começar do começo, do início, da forma correta

Ana CavsGirl: Sinto que o Lue não tem autoridade e muito menos personalidade para comandar o time, na maioria dos jogos eu vejo ele perdido, não sabe pedir tempo, não organiza o time quando necessário... Complicado dizer que ele necessita de um novo técnico porque pode desencadear um conflito com Lebron etc, mas sim, acho que o Cavs seria mais feliz com outro coach.

Ton: Por mais instável que o time esteja uma mudança de técnico não creio que seja o ideal. Mudar uma ideologia, um método de trabalho no meio de uma temporada tão importante, pode piorar as coisas. Acredito no trabalho do Lue (já bloqueei amigos que não param de criticá-lo, salve Gatti) e é uma questão de tempo pro nosso Cavs voltar ao topo do mundo!!!

Renato: não, neste momento seria um passo atrás, vir outro técnico e tentar implantar a sua metodologia, não sei se há tempo hábil para que a equipe fique pronta até os playoffs.

Neto (@bron_br): Não acredito que uma troca de treinador resolvesse, apesar de entender que o Lue é fraco. O time merece alguém melhor, mas não é o momento de fazermos isso.

Gabriel: Sim! Já o defendi bastante, mas hoje, depois de consecutivas derrotas e seu discurso de que "o time é o mesmo, basta mais vontade", vejo que o melhor para a equipe é que ele saia. Fez muito para o time, mas chegou num ponto em que não consegue mais administrar a equipe, os minutos em quadra dos jogadores, e a defesa que vai de mal a pior.
Por fim, está perdido, aparentemente não tendo uma boa relação com os jogadores, então, por mais arriscado que pareça, o melhor é demiti-lo o quanto antes.

Ana Carolina: Sim! Sou grata por tudo que ele fez nas outras temporadas. Mas desde a metade do ano passado (2017) o Lue, vem demonstrando que não consegue mais administrar a equipe. E claramente a relação dele com o time está desgastada, o melhor para o time é ele fora.



Então foi isso, convidei alguns torcedores pra falar um pouco sobre o Cavs. Espero que vcs tenham gostado, valeu galera, abraço!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

LeBron reserva? Foi o que aonteceu uma década atrás



O King já conquistou de tudo na carreira. Já quebrou recordes, chegou a marcas que nenhum jogador da NBA atualmente está próximo de alcançar, conquistou títulos, MVPs, e etc. Acho que não falta nada mais pra o LBJ conquistar.

Pra falar a verdade, acredito que LeBron já fez tudo isso mais de uma vez...

Exceto por uma coisa.

Desde a primeira vez que ele segurou e bateu uma bola de basquete, até os seus dias de High School in St. Vincent-St. Mary, até os dias de hoje, LBJ sempre foi um membro da equipe titular.


Com a exceção de um jogo, há exatamente uma década atrás. Em 11 de dezembro de 2007, LeBron veio do banco em uma vitória do Cavs sobre o Pacers, por 118-105, acabando com uma sequência de derrotas de 6 jogos do time.

Esse jogo marcou a primeira vez na carreira, de até então, 333 jogos que LBJ começou do banco.

Marcou a primeira vez que Bron começou como reserva desde...

"Uhmm.. nunca", disse LBJ após o jogo.

Nos 102 jogos no ensino médio, nas 24 partidas de Jogos Olímpicos, nos 1,088 jogos de temporada regular, e 217 jogos de playoffs, o King nunca foi reserva. Sem contar os inúmeros jogos de AAU, youth league.

Mas claro, pra ele ter sido reserva, algo aconteceu. E eu te explico agora.

Naquela noite, o jovem LeBron James, de apenas 22 anos, tinha perdido os últimos 5 jogos por causa de uma torção no dedo indicador esquedo.

Usando uma proteção, uma espécie de luva, LeBron fez seu retorno.

Coach Mike Brown, que comandava o Cavs na época, pretendia colocar LBJ como títular. Porém, o King pediu pra que as coisas fossem diferentes.

Bron teve a idéia, e pediu pra vir do banco junto com Anderson Varejoão. Motivo? Varejão estava tentando renovar o seu contrato, mas teve dificuldades, porque Cavs não queria pagar o que o brasileiro queria.

Algo muito parecido com o que houve entre Cavs e Tristan Thompson, e a longa negociação que tivemos há duas temporadas.

LeBron disse que queria começar do banco pra evitar qualquer ação negativa da torcida contra Varejão. Muito provavelmente, o pivô brasileiro receberia muitas vaias, já que ele até chegou a dizer que não queria mais jogar pelo Cavs.

Após a negociação terminar, e Varejão voltar a ser um Cavalier, o brasileiro voltaria naquele jogo contra o Pacers... junto com LeBron e Larry Hughes (que já tinha perdido os 11 jogos anteriores àquela partida.


Bron, Varejão e Hughes entraram na partida no mesmo momento. Com 5:59 pro fim do 1ºQ, os três entraram em quadra. Naquele momento, o Cavs vencia por 15-11.

"Imaginei que isso aumentaria a energia, tanto dos torcedores, como a nossa, sentindo a vibração dos fãs", disse LBJ. "Entrando junto com ele, pensei que isso poderia evitar/diminuir as vaias ao Andy".

"Eu só tava protegendo os meus companheiros de equipe".

As substituições foram boas, Cavs conseguiu uma 13-0 run, abrindo uma vantagem de 21 pontos, que nunca foi ameaçada durante o resto do jogo.

Hughes anotou 36 pontos vindo do banco, foi o cestinha da partida. Enquanto LBJ, que só jogou 22 minutos, anotou 17 pts/3 rebs/5 assists/1 steal/1 block.

"Foi um ótimo sentimento. Quando você está em uma sequencia negativa, as pessoas falavam da gente como se não fossemos um bom time", disse LBJ.

Cavs, assim como estava há dez anos, está jogando sem algumas peças importantes.

Isaiah Thomas, Tristan Thompson, Derrick Rose e Iman Shumpert.

Mas uma das declarações do LeBron naquela noite, nos faz parar pra refletir o que está acontecendo atualmente com o time  .

"A gente sabia que a partir do momento que o time tivesse completo, a história seria diferente", disse LBJ.

Mesmo com a situação do Cavs ser igual, e esperar pela volta de jogadores importantes, não espere ver o LBJ começando como reserva novamente.

"Não, isso só aconteceu uma vez, eu não vou mais começar o jogo no banco", completou LeBron.

(Via Amico Hoops)

sábado, 25 de novembro de 2017

LeBron nos deixou mal acostumados - PARTE II


Poucas pessoas, infelizmente, entendem de verdade o quão absurdo LeBron James é.

Ontem, LeBron anotou o 57º triple-double da carreira, o segundo dessa atual temporada. Provavelmente você viu muito pouco sobre isso, né?

Deve ter visto a página oficial da NBA aqui no país falando, algumas páginas de basquete grandes falando... Mas elas te disseram COMO aconteceu esse TD? A liderança e a versatilidade que foi exigida do LBJ no jogo de ontem?

Não, né?

Normal, porque infelizmente a gente, inclusive eu, se acostumou com a grandiosidade do LBJ.

E quando eu me incluo nisso, eu falo sério. Ao assistir alguns jogos, me pego ficando com raiva e criticando o LeBron por não ter conseguido um lance de "And One".

"aaaah, mano, dava pra ele ter segurado mais um tempinho no ar e jogado tabelado"

Não, não dava não. Tinham dois marcadores empurrando e tentando dar toco nele, a forma que ele jogou a bola era a única possível.

ESTAMOS MAL ACOSTUMADOS COM A GRANDIOSIDADE DO LEBRON

Ontem, (não sei se você que está lendo isso agora viu o jogo) LeBron deu 8 asssits no 1ºQ. Por que? Simples, o Hornets tava dobrando a marcação nele o tempo todo. O que ele inteligentemente fazia?

Depois do pick and roll, ou de um pindown na cabeça do garrafão, ele fazia a leitura correta e tocava pro homem livre arremessar.

QI de basquete elevado pra fazer a leitura correta.

No 2º e 3º períodos, ele percebeu que precisava ser mais agressivo, e que os Big Men do Hornets tinham que ser contidos...

Então ele foi lá e pegou todos os rebotes possíveis, "limpou a tábua", como já diria Zé Boquinha.

E no último quarto, LBJ foi escolhido pra marcar Kemba Walker, armador rápido/atlético/inteligente de Charlotte que estava bem na partida.

LBJ foi lá, marcou Kemba, e o que aconteceu? Isso mesmo, Walker ficou Z E R A D O.

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"mas é o Kemba Walker..."

Isso também aconteceu com Porzingis e Blake Griffin, quando os dois estavam pontuando bastante nos 3 primeiros períodos e LeBron foi lá marca-los no último quarto.
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Inclusive, LeBron fez uma ótima defesa no fim do jogo, pra garantir a vitória. (Após o rebote, Kemba tenta arremessar de longe, LBJ simplesmente vem correndo e pula... Quase 1 metro do chão? Mais ou menos isso, e tenta dar o toco. Kemba tem que jogar COM FORÇA, com o arco certo pra bola entrar, e com pouquíssimo tempo no relógio)

QI de basquete do LeBron mais uma vez à prova na última bola do jogo. Leitura de defesa correta, jogo de pés perfeito, e salto que fez Kemba precisar mudar o arremesso e acabar errando. LBJ dificultou um chute que já era extremamente difícil.

São essas pequenas coisas, essas coisinhas pequenas que o pessoal já se acostumou. Que não vira mais notícia.

Ou você acha que a manchete "LeBron faz tudo e Cavs garante sétima vitória seguida do Cavs" é mais interessante do que "Kyrie coloca Celtics na coluna de vitórias novamente", ou "Sem Durant, Curry dá show na vitória do GSW sobre o Bulls"?

Não, não é.

Infelizmente, é bem difícil LeBron ser MVP por isso. O que ele faz/continua fazendo não é mais novidade.

ELE JÁ FAZ ISSO HÁ 15 ANOS...

Então, você que tá lendo esse texto, por favor, APROVEITE a carreira do King. Aproveite!!!

Não deixe de apreciar cada passe, cada toco, cada fadeaway... Aproveite agora!

Então, deixo com vocês o vídeo dos 27 pontos, 16 rebotes, 13 assistências e 3 tocos de LeBron James, vs Charlotte Hornets. 👑

Espero que tenham gostado do texto. Abraço!

#KingJamesBrasil

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O Cavs é um grupo ou uma equipe?


Após cinco derrotas em seis jogos do Cavs e uma ótima aula na faculdade, decidi escrever um texto falando um pouco sobre esse momento atual do nosso tão adorado time.

Somos um grupo ou uma equipe?

Sou estudante de educação física, pra quem não sabe, e pago uma matéria chamada Psicologia do Esporte. E durante as aulas, sempre que o professor falava, eu conseguia encaixar algum tópico ou assunto com o momento do Cavs atual, ou das Finais de 2016.

E isso aconteceu novamente hoje. Sem mais delongas, vamos ao texto...

Muita gente estão trabalhando em grupo, e não em equipe. Um exemplo fácil é uma linha de produção de carros, onde o trabalho é individual e cada um se preocupa em realizar apenas suas tarefas, sem se preocupar com o todo. É um objetivo próprio.

Diferente de equipe, onde cada membro sabe o que os outros estão fazendo e reconhecem sua importância para o sucesso da tarefa. Os objetivos são comuns e as metas são coletivas. Na equipe, há troca de conhecimentos e agilidade no cumprimento de determinadas metas.

"Hã? Quê? Do que você tá falando, cara?"

Calma, eu vou explicar, juro que isso tudo vai fazer sentido.


Nessa imagem é possível perceber o que acontece. Dentro de um grupo, outros pequenos grupos são formados, nem todo mundo está feliz com o papel que está desempenhando nele, e não há boa comunicação entre as partes. Mas vejam como está a equipe... ótima comunicação, a grande maioria feliz (e alguns apenas OK) com sua função. Todos buscam um objetivo em comum.

Algumas características de uma boa equipe são: capacidade de aprendizado, habilidades sociais e técnicas, diversidade, união, auto crítica e respeito.

Capacidade de aprendizado é importante, porque você pode ser o cara mais inteligente do mundo, mas não gostar de dizer que não sabe, não querer aprender algo novo, algo que poderia enriquecer ainda mais o conhecimento. As habilidades sociais e técnicas são requeridas em boas equipes, não basta você ser O cara jogando, se socialmente você é um otário, babaca que ninguém suporta.

E essa característica explica porque James Jones era tão respeitado e querido dentro do vestiário do Cleveland Cavaliers. Um cara sempre disposto a aprender, que sempre que ia à quadra, ajudava o time, e era um cara de vestiário sensacional.



Ele, inclusive, venceu o prêmio de Companheiro de Equipe do Ano.

Kendrick Perkins, outro cara que continua na NBA justamente por causa disso aqui. Não é bom, não tem tanta técnica, mas o social dele é importantíssimo pro time, e os treinadores sabem disso, por isso adoram ter esse tipo de jogador por perto.

Diversidade é trabalhar com qualquer tipo de pessoa, aprender a lidar com outras pessoas. União... algo que não precisa ser explicado. Auto crítica... após as derrotas dos últimos jogos, o time mostrou isso. Reconheceu, viu que não estava bem, que tinham que melhorar. Os próprios jogadores conversaram entre si e colocaram suas opiniões e reconheceram que deviam/podiam mudar. E o mais importante, que está presente em todos essas outras características... respeito.

O momento que o Cavs vive, infelizmente, não é novo. Já vimos acontecer em anos anteriores. Mas o que mais assusta agora é que um time novo, renovado, deveria estar se empenhando pra pegar entrosamento e se preparar pra volta do armador titular - que também é novo na equipe.

Isso me deixa um pouco preocupado. Claro, temos LeBron James, e sabemos que na hora que ele virar a chave, sai de baixo. Mas e se nem isso for o suficiente?!


Não podemos ficar esperando atuações absurdas do LBJ toda noite pra ganhar. Ele já tem 32 anos, prestes a fazer 33, e já carregou vários times em seus 15 anos de carreira. Acreditem ou não, o LeBron tá envelhecendo. Infelizmente.

Ver os jogos desse início de temporada é triste. E claro, temos que ter calma, é só o começo de uma temporada longa... verdade, concordo. Mas ao mesmo tempo, o body language da equipe não me parece nem perto de estar em nível aceitável para uma temporada.

Nos jogos, a gente não vê defesa. Parece que toda noite tá acontecendo jogos de um-contra-um durante a partida. Se o jogador de ataque passa pelo primeiro defensor, NINGUÉM se move pra ajudar. Ninguém.

Como vocês podem ver aqui nesse tweet que postei...

Lembram o que eu falei lá em cima sobre a diferença entre grupo e equipe? Pois é...

Existem três tipos de equipe; a que realiza trabalho independente e em série, cada qual em sua posição. A que trabalha junto, mas não são interdependentes. E a que trabalha junto, e é interdependente.

O Cavs deveria se encaixar na segunda categoria, de equipe que trabalha junto e não é interdependente. Mas na verdade, somos a equipe que realiza o trabalho independente, cada qual em sua posição... Ou seja, uma equipe em que cada um joga por si, e não como um todo.

Mas espera, isso não é a definição de grupo? Hummm... interessante.

Definir o Cavs em grupo ou equipe eu deixo pra vocês. Porém, creio que tenha ficado fácil de entender o que está acontecendo com a nossa equipe. Falta um líder pra "organizar a bagunça", entender todos os lados, conversar, agir da forma correta, e buscar o resultado/sucesso.


Precisamos mudar. O mais rápido possível. Porque senão, assim como fizemos nos últimos jogos, reagir faltando pouco tempo pra acabar pode não dar certo.

Espero que tenham gostado do texto. Valeu, galera. Abraço! #KingJamesBrasil #CavsBrasil