sábado, 25 de novembro de 2017

LeBron nos deixou mal acostumados - PARTE II


Poucas pessoas, infelizmente, entendem de verdade o quão absurdo LeBron James é.

Ontem, LeBron anotou o 57º triple-double da carreira, o segundo dessa atual temporada. Provavelmente você viu muito pouco sobre isso, né?

Deve ter visto a página oficial da NBA aqui no país falando, algumas páginas de basquete grandes falando... Mas elas te disseram COMO aconteceu esse TD? A liderança e a versatilidade que foi exigida do LBJ no jogo de ontem?

Não, né?

Normal, porque infelizmente a gente, inclusive eu, se acostumou com a grandiosidade do LBJ.

E quando eu me incluo nisso, eu falo sério. Ao assistir alguns jogos, me pego ficando com raiva e criticando o LeBron por não ter conseguido um lance de "And One".

"aaaah, mano, dava pra ele ter segurado mais um tempinho no ar e jogado tabelado"

Não, não dava não. Tinham dois marcadores empurrando e tentando dar toco nele, a forma que ele jogou a bola era a única possível.

ESTAMOS MAL ACOSTUMADOS COM A GRANDIOSIDADE DO LEBRON

Ontem, (não sei se você que está lendo isso agora viu o jogo) LeBron deu 8 asssits no 1ºQ. Por que? Simples, o Hornets tava dobrando a marcação nele o tempo todo. O que ele inteligentemente fazia?

Depois do pick and roll, ou de um pindown na cabeça do garrafão, ele fazia a leitura correta e tocava pro homem livre arremessar.

QI de basquete elevado pra fazer a leitura correta.

No 2º e 3º períodos, ele percebeu que precisava ser mais agressivo, e que os Big Men do Hornets tinham que ser contidos...

Então ele foi lá e pegou todos os rebotes possíveis, "limpou a tábua", como já diria Zé Boquinha.

E no último quarto, LBJ foi escolhido pra marcar Kemba Walker, armador rápido/atlético/inteligente de Charlotte que estava bem na partida.

LBJ foi lá, marcou Kemba, e o que aconteceu? Isso mesmo, Walker ficou Z E R A D O.

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"mas é o Kemba Walker..."

Isso também aconteceu com Porzingis e Blake Griffin, quando os dois estavam pontuando bastante nos 3 primeiros períodos e LeBron foi lá marca-los no último quarto.
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Inclusive, LeBron fez uma ótima defesa no fim do jogo, pra garantir a vitória. (Após o rebote, Kemba tenta arremessar de longe, LBJ simplesmente vem correndo e pula... Quase 1 metro do chão? Mais ou menos isso, e tenta dar o toco. Kemba tem que jogar COM FORÇA, com o arco certo pra bola entrar, e com pouquíssimo tempo no relógio)

QI de basquete do LeBron mais uma vez à prova na última bola do jogo. Leitura de defesa correta, jogo de pés perfeito, e salto que fez Kemba precisar mudar o arremesso e acabar errando. LBJ dificultou um chute que já era extremamente difícil.

São essas pequenas coisas, essas coisinhas pequenas que o pessoal já se acostumou. Que não vira mais notícia.

Ou você acha que a manchete "LeBron faz tudo e Cavs garante sétima vitória seguida do Cavs" é mais interessante do que "Kyrie coloca Celtics na coluna de vitórias novamente", ou "Sem Durant, Curry dá show na vitória do GSW sobre o Bulls"?

Não, não é.

Infelizmente, é bem difícil LeBron ser MVP por isso. O que ele faz/continua fazendo não é mais novidade.

ELE JÁ FAZ ISSO HÁ 15 ANOS...

Então, você que tá lendo esse texto, por favor, APROVEITE a carreira do King. Aproveite!!!

Não deixe de apreciar cada passe, cada toco, cada fadeaway... Aproveite agora!

Então, deixo com vocês o vídeo dos 27 pontos, 16 rebotes, 13 assistências e 3 tocos de LeBron James, vs Charlotte Hornets. 👑

Espero que tenham gostado do texto. Abraço!

#KingJamesBrasil

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O Cavs é um grupo ou uma equipe?


Após cinco derrotas em seis jogos do Cavs e uma ótima aula na faculdade, decidi escrever um texto falando um pouco sobre esse momento atual do nosso tão adorado time.

Somos um grupo ou uma equipe?

Sou estudante de educação física, pra quem não sabe, e pago uma matéria chamada Psicologia do Esporte. E durante as aulas, sempre que o professor falava, eu conseguia encaixar algum tópico ou assunto com o momento do Cavs atual, ou das Finais de 2016.

E isso aconteceu novamente hoje. Sem mais delongas, vamos ao texto...

Muita gente estão trabalhando em grupo, e não em equipe. Um exemplo fácil é uma linha de produção de carros, onde o trabalho é individual e cada um se preocupa em realizar apenas suas tarefas, sem se preocupar com o todo. É um objetivo próprio.

Diferente de equipe, onde cada membro sabe o que os outros estão fazendo e reconhecem sua importância para o sucesso da tarefa. Os objetivos são comuns e as metas são coletivas. Na equipe, há troca de conhecimentos e agilidade no cumprimento de determinadas metas.

"Hã? Quê? Do que você tá falando, cara?"

Calma, eu vou explicar, juro que isso tudo vai fazer sentido.


Nessa imagem é possível perceber o que acontece. Dentro de um grupo, outros pequenos grupos são formados, nem todo mundo está feliz com o papel que está desempenhando nele, e não há boa comunicação entre as partes. Mas vejam como está a equipe... ótima comunicação, a grande maioria feliz (e alguns apenas OK) com sua função. Todos buscam um objetivo em comum.

Algumas características de uma boa equipe são: capacidade de aprendizado, habilidades sociais e técnicas, diversidade, união, auto crítica e respeito.

Capacidade de aprendizado é importante, porque você pode ser o cara mais inteligente do mundo, mas não gostar de dizer que não sabe, não querer aprender algo novo, algo que poderia enriquecer ainda mais o conhecimento. As habilidades sociais e técnicas são requeridas em boas equipes, não basta você ser O cara jogando, se socialmente você é um otário, babaca que ninguém suporta.

E essa característica explica porque James Jones era tão respeitado e querido dentro do vestiário do Cleveland Cavaliers. Um cara sempre disposto a aprender, que sempre que ia à quadra, ajudava o time, e era um cara de vestiário sensacional.



Ele, inclusive, venceu o prêmio de Companheiro de Equipe do Ano.

Kendrick Perkins, outro cara que continua na NBA justamente por causa disso aqui. Não é bom, não tem tanta técnica, mas o social dele é importantíssimo pro time, e os treinadores sabem disso, por isso adoram ter esse tipo de jogador por perto.

Diversidade é trabalhar com qualquer tipo de pessoa, aprender a lidar com outras pessoas. União... algo que não precisa ser explicado. Auto crítica... após as derrotas dos últimos jogos, o time mostrou isso. Reconheceu, viu que não estava bem, que tinham que melhorar. Os próprios jogadores conversaram entre si e colocaram suas opiniões e reconheceram que deviam/podiam mudar. E o mais importante, que está presente em todos essas outras características... respeito.

O momento que o Cavs vive, infelizmente, não é novo. Já vimos acontecer em anos anteriores. Mas o que mais assusta agora é que um time novo, renovado, deveria estar se empenhando pra pegar entrosamento e se preparar pra volta do armador titular - que também é novo na equipe.

Isso me deixa um pouco preocupado. Claro, temos LeBron James, e sabemos que na hora que ele virar a chave, sai de baixo. Mas e se nem isso for o suficiente?!


Não podemos ficar esperando atuações absurdas do LBJ toda noite pra ganhar. Ele já tem 32 anos, prestes a fazer 33, e já carregou vários times em seus 15 anos de carreira. Acreditem ou não, o LeBron tá envelhecendo. Infelizmente.

Ver os jogos desse início de temporada é triste. E claro, temos que ter calma, é só o começo de uma temporada longa... verdade, concordo. Mas ao mesmo tempo, o body language da equipe não me parece nem perto de estar em nível aceitável para uma temporada.

Nos jogos, a gente não vê defesa. Parece que toda noite tá acontecendo jogos de um-contra-um durante a partida. Se o jogador de ataque passa pelo primeiro defensor, NINGUÉM se move pra ajudar. Ninguém.

Como vocês podem ver aqui nesse tweet que postei...

Lembram o que eu falei lá em cima sobre a diferença entre grupo e equipe? Pois é...

Existem três tipos de equipe; a que realiza trabalho independente e em série, cada qual em sua posição. A que trabalha junto, mas não são interdependentes. E a que trabalha junto, e é interdependente.

O Cavs deveria se encaixar na segunda categoria, de equipe que trabalha junto e não é interdependente. Mas na verdade, somos a equipe que realiza o trabalho independente, cada qual em sua posição... Ou seja, uma equipe em que cada um joga por si, e não como um todo.

Mas espera, isso não é a definição de grupo? Hummm... interessante.

Definir o Cavs em grupo ou equipe eu deixo pra vocês. Porém, creio que tenha ficado fácil de entender o que está acontecendo com a nossa equipe. Falta um líder pra "organizar a bagunça", entender todos os lados, conversar, agir da forma correta, e buscar o resultado/sucesso.


Precisamos mudar. O mais rápido possível. Porque senão, assim como fizemos nos últimos jogos, reagir faltando pouco tempo pra acabar pode não dar certo.

Espero que tenham gostado do texto. Valeu, galera. Abraço! #KingJamesBrasil #CavsBrasil

sábado, 28 de outubro de 2017

A mudança no arremesso de LeBron James


Após uma leve lesão no cotovelo direito, LeBron se viu obrigado a mudar sua mecânica de arremesso nessa offseason.

Depois de um treino, o King chegou em casa e ouviu a mulher falar sobre seu cotovelo. "O que é isso no seu braço?", LBJ sem saber o que era, ficou sem entender. Rapidamente já entrou em contato com médico/personal para que fosse feito um raio-x e ressonância magnética.

Os dois exames voltaram negativos. Mesmo que o Rei não tivesse sentindo dor, nunca é demais investigar.

O cotovelo do LeBron ficou inchado, quase do tamanho de uma bola de tênis.


LBJ explica pra um jornalista da ESPN que ele não conseguia levantar muito o braço e nem flexionar para o chute. "Eu não conseguia fazer esse movimento", disse LBJ enquando imitava sua mecânica antiga de arremesso.

LeBron ressalta que não sabe de onde veio isso, e que essa lesão não teve NADA a ver com a derrota do Cavs nas Finais para o Warriors. Ele também explica que essa contusão era diferente da de 2010, que deixou o King arremessando com a mão esquerda naqueles playoffs.

Por causa do problema no cotovelo, o King teve que se adaptar, e mudar a forma do seu arremesso, pra que ele conseguisse continuar jogando.

E a mudança está dando certo. LeBron está com um aproveitamento melhor nos arremessos, arremessos de 3, e lances livres.

Depois do cotovelo melhorar, LBJ nunca voltou para o seu arremesso antigo. Ele simplesmente começou a chutar dessa nova forma em tudo. Bolas de três, lances livres, pullup...

"Meu arremesso está mais alto", disse LBJ. "Estou em um ponto da minha carreira que eu sei, e reconheço que uma mudança é necessária".

Nos quatro primeiros jogos da temporada, LeBron está com aproveitamento de 61.4% (43-70) nas bolas de 2, 44.4% (8-18) nas bolas de 3 e 88.2% (15-17) nos lances livres. Sim, é uma amostra muito pequena, mas é bem possível que o LeBron consiga manter. E é o que ele espera. Principalmente nos lances livres.

Em uma pequena analise, é possivel perceber que o antigo arremesso do LeBron deixava o braço dele paralelo ao chão.


Fazendo o arremesso não ser tão alto.

Mas o novo chute termina com uma elevação, uma espécie de diagonal pra frente e pra cima.

Fazendo o arremesso sair alto e fazendo a bola ter uma superfície maior pra entrar na cesta.


Vejam, Korver e Curry, dois dos melhores arremessadores da Liga, tem a tendência de elevar mais o braço na hora do chute. Por isso eles têm tanto sucesso no arremesso.


"Meu último objetivo da carreira é ter 80% de aproveitamento nos lances livres"

Korver, ao ouvir LBJ dizer isso, disse: "sério?", sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.

"Esse é seu último objetivo da carreira?"

Korver ajudou Tristan Thompson, Richard Jefferson e está ajudando Cedi Osman a melhorar seus respectivos arremessos. Korver também foi importante no chute do LBJ.

O ala-armador veterano dizia que LBJ tinha que ter um arremesso mais sólido, mais firme. "Você é o cara mais forte da NBA, você tem que ter um arremesso mais firme".


E é o que está acontecendo, Kyle elogiou a mudança na mecânica de chute do King. Korver ajuda um pouco LeBron nos treinos, dando uma pequena orientação na forma de equilibrar seu corpo pra subir pro arremesso.

Korver depois comenta e desafia o King. Ao falar pro jornalista da ESPN Dave McMenamin, Korver diz que LeBron deveria ter o objetivo de conseguir um 50-40-90.

50% de aproveitamento nos chutes de quadra, 40% de aproveitamento nas bolas de três, 90% de aproveitamento nos lances livres.

Coisas que poucas pessoas fizeram na história. Bird, Nash, Mark Price, Dirk Curry, Jose Calderon, Reggie Miller, Durant.

"50-40-90 não, mas 50-40-85 é possível... Vamos ver...", disse LeBron. "O 50% de aproveitamento não é nada pra mim, eu tô quase chegando nos 60%", completou o King.

A melhor temporada do LBJ em aproveitamento foi em 2013-14, 56.7% de aproveitamento, com o Heat.

Nas bolas de 3, sua melhor temporada foi em 2012-13, 40.6%.

Korver completa dizendo que LeBron melhorou seu arremesso, desenvolveu um chute mais compacto, sólido. E espera que ele consiga continuar melhorando.

#KingJamesBrasil

(Via ESPN)

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Obrigado!


É maluco demais imaginar que já se passaram três anos.

Lembro demais de estar enchendo o saco da Nath, meu braço direito, falando de como tinha sido frustrante não continuar com o @LeBron_Brasil. (Pra quem não sabe, eu contribuía pra lá por um bom tempo, mas aí o dono não tava acompanhando tanto, quis terminar e eu até tentei comprar mas não deu certo).

Lembro de ficar quase uma semana chateado/frustrado pensando o que eu devia fazer. Então resolvi criar um perfil MEU. Totalmente meu. E aí veio a ideia do Le_BR_on, destacando o BR do nome do King pra que todo mundo entendesse que era um perfil brasileiro do LeBron.

Fiquei muito animado com a ideia, coloquei em prática e no dia 20 de outubro de 2014, eu comecei o KingJamesBrasil.

Foi sensacional ter algo MEU mas só mesmo tempo frustrante. Quando tava no antigo perfil, o dono de lá me deu várias dicas, e foi com essa base dada por ele a mim que consegui crescer. E te agradeço muito por isso, meu caro. Não sei se vc ainda é ativo no Twitter que nem antes, e lê as besteiras que posto no blog, mas saiba que você tem uma parcela de culpa.

Era frustrante porque eu fazia ÓTIMOS tweets, e não rendia praticamente nada. Sério, eu fui de ter 40 likes em tweets mais ou menos, pra ter 5 em um tweet muito bom.

A transição de um perfil com dois mil seguidores, pra um de 100 foi difícil. Então, perfis menores que estão acompanhando, eu entendo vocês. É bem difícil, mas todo mundo tem que passar por isso.

Mas voltando ao assunto principal, eu comecei a avisar pra alguns perfis que interagiam comigo no outro perfil, que aquele era meu blog e etc.

Me lembro demais das grandes primeiras marcas. Mil seguidores, dois mil seguidores e depois, a marca de 3300 seguidores. Fazendo o KingJamesBrasil se tornar o maior perfil sobre um jogador de NBA no Brasil.


Fiquei extremamente feliz. Era o que eu amava fazer dando certo.

E depois vieram os 5 mil, e depois a página do Facebook foi crescendo junto - e hoje já é maior que o Twitter - e hoje estou aqui. Com sete mil seguidores no Twitter, e mais de oito mil no Facebook, e caminhando pros mil no Instagram.

É sensacional chegar nessa marca bem na época em que o blog completa três anos.

Minha vida mudou demais nesse tempo. Decidi o que queria fazer da vida, amadureci, cresci, mudei meu círculo de amizades, comecei a trabalhar... Enfim. São inúmeras mudanças, que com certeza, vocês também podem falar várias que aconteceu na vida de vocês.

Mas algo que nunca mudou foi o blog. Ele sempre esteve aqui, pra me tirar do tédio, pra me deixar animado com alguma coisa (na época que terminei escola e não passei no ENEM fiquei meio bad, mas o blog me deu um ânimo de fazer isso aqui dar certo).

Eu queria ser jornalista, depois publicitário. Mss depois percebi que nada disso era meu verdadeiro amor. Parei pra pensar e vi que eu tava querendo fugir de algo que eu não tinha pra onde correr.

Finalmente, notei que a educação física faz parte da minha vida desde... Sempre.

Hoje, já consigo ver com outros olhos os esportes, o basquete e a NBA principalmente, já que escrevo sobre..

Faço todo dia um esforço grande pra manter isso aqui atualizado, assim como vários outros perfis de basquete fazem. Não sou só eu que passo uns apertos de vez em quando.

Esse texto aqui teve um contexto maior pra que vocês entendessem porque estou tão feliz com essas duas marcas nesse mês de outubro.


Esse texto aqui, é pra agradecer a todos que fizeram parte dessa minha pequena história de blog. Muito, muito obrigado.

Obrigado pelos sete mil, oito mil... 16 mil pessoas que seguem as redes sociais do blog.

Tentarei ao máximo manter esse blog vivo por mais três anos.

Obrigado, galera! Espero não ter tomado muito o tempo de vocês com meu texto.

Abraço! #KingJamesBrasil

domingo, 23 de julho de 2017

A novela Kyrie Irving


Um ótimo texto foi postado pela ESPN americana sobre essa offseason maluca do Cavs e a situação do Kyrie.

E aí vai algumas coisas que chamaram atenção:

1) Cavs sabia do desejo de liderar uma equipe do Kyrie e sabia que ele poderia fazer o que fez.

Irving aprecia muito o fato de jogar ao lado de LeBron, mas sentiu que era hora de ser o líder de uma franquia.

2) Kyrie não gostou muito do fato de um amigo de infância do LeBron fazer parte do staff do Cavs. Ele não entende porque um amigo do LBJ pode viajar com o time e um amigo dele não pode ter a mesma função e viajar de avião com a equipe também.

3) Cavs fechou a troca por Paul George, todos times aceitaram. GM do Pacers que já tinha aceitado, mas desistiu no último segundo.

Cavs já tinha inclusive começado a fazer lista de free agents que se encaixaria em um time com LBJ, Kyrie e Paul George...

5) Kyrie tem um pouco de inveja do Damian Lillard por ele ser O cara de Portland, assim como o John Wall é O cara de Washington. É isso que Kyrie quer alcançar.


6) Após virar público a vontade do Kyrie, Cavs tem recebido sem parar propostas e ligações de outras equipes. O front office está sendo paciente e ainda não decidiu que rumo irá tomar.

7) No texto, as fontes afirmam que Kyrie ficava muito chateado com o LBJ pegando no pé dele durante o jogo, exigindo isso e aquilo. Kyrie também não gostava do quanto LeBron tinha a bola na mão, apesar de chutar mais que o próprio LBJ, Kyrie queria ter a bola na mão mais tempo.

O que deixa claro que Kyrie está pronto pra ser O cara. Como também diz lá no texto, Irving vem pensando nessa possibilidade há um tempo...


8) O texto da ESPN fala CLARAMENTE o quão importante David Griffin era. Ele cuidava do time, pra que o ego não interferisse, o que é basicamente o que TODOS os GMs fazem, é verdade. Porém, no Cavs, isso era um trabalho mais difícil.

Griffin tinha que lidar com um dono maluco, um LBJ que as vezes era passivo mas as vezes era agressivo (tipo quando LBJ disse que não ia interferir na situação do contrato do TT), e lidar com Kyrie, um ótimo jogador que tem um futuro brilhante e quer ser O cara de uma franquia.

9) A parte mais irônica/interessante/triste: enquanto Griffin fazia entrevista de emprego com o Knicks pra ser GM de lá, Kyrie se reunia com Dan Gilbert e pedia uma troca. E de preferência, pra um dos quatro times: Spurs, Wolves, Knicks, Heat.

Sim, amigos, caso a ficha não tenha caído, Kyrie quer sair MESMO. E é bem provável que ele saia antes da pré-temporada começar.

(Nesse post, teve tweets e opiniões do Cavs Brasil, sigam o cara lá no Twitter. Opiniões que eu compartilho, por isso está no post)

#CavsBrasil

sábado, 22 de julho de 2017

Você conhece o Lenny Cooke?


Se você não conhece Lenny Cooke, um pouco da culpa é do LBJ. Esse texto é sobre o arremesso que mudou a história do basquete. Então, vamos lá? Lets go!

Naquela época, ninguém imaginava que um matchup entre Lenny Cooke e LeBron James, em 2001, no ABCD Camp da Adidas,  ia mudar a historia do basquete pra sempre.

O verão de 2001 foi marcado por Kobe Bryant. Ele tinha acabado de ganhar seu segundo título seguido, e os playoffs de 2001 sempre será lembrado pelo quão dominante Shaq e Kobe foram. Como duas vezes campeão da NBA, o status do Kobe estava LÁ EM CIMA. Ele era o moleque que tinha sido draftado direto do High School e que apesar do começo um pouco ruim, e da imprensa pegando no pé dele, era inegável o sucesso de Kobe, e o quão bom o futuro parecia ser pro camisa #8 do Lakers.

Bryant já era bem melhor que Kevin Garnett e Tracy McGrady, jogadores que sairam do HS direto pra NBA também.


Bryant tinha 21 anos, dois anéis de campeão, era um dos líderes daquele Lakers que venceu 15 partidas e perdeu apenas uma durante os playoffs daquele ano. Então, sim, Bryant era o cara certo pra falar para os moleques do ABCD Camp da Adidas de 2001 - mesmo Camp que ele ganhou as honras de MVP em 1995.

O evento durou 4 dias, e aconteceu em New Jersey. O Camp tinha jogadores como LeBron James e Carmelo Anthony, e o cara que queria defender seu MVP conquistado no ano anterior, Lenny Cooke.

Na arquibancada, Joakim Noah, um jovem de 13 anos, estava sentado pra assistir seu jogador favorito, e claro, assistir a Final do Camp.


"Ele era meu herói", disse Noah há alguns anos pra um jornal de Chicago. "A forma que ele dominava o jogo era inacreditável. Ele era meu herói".

E fazia sentido Noah gostar tanto do Lenny Cooke. Ele tinha 1,98 e dominava o jogo, era considerado o prospecto "que você não tinha como errar", caso escolhesse ele no Draft.

Cooke tinha um ótimo arremesso, boa finalização no garrafão e muitos moves que cansavam os marcadores no perímetro.

Depois do Kobe falar, dar alguns conselhos e incentivar os garotos, os jogos começaram.

Durante todo o Camp, Lenny Cooke impressionava os Scouts. Jogada depois de jogada. Scouts de colleges e de times da NBA eram só elogios a Cooke.

Na semifinal, o time de Lenny venceu a equipe de Carmelo Anthony. Lenny enfrentaria LeBron James na final do torneio.

Olhando pra trás, Carmelo admite que Cooke "era o jogador que todos admiravam". E a admiração por ele era tão grande, que Melo descreveu vê-lo jogar como "algo mágico". Aquela partida era pro Lenny a cereja no bolo.

Carmelo não ficou pra assistir a final do torneio.

Durante todo o camp, alguns amigos e companheiros de equipe do LBJ tentaram falar para as pessoas que estavam dispostas a ouvir que: LeBron que era a verdadeira estrela de lá.

Alguns ficaram intrigados com aquela ideia, alguns - como Rick Pitino - já acreditavam que LeBron era "o cara", e alguns resistiram a ideia.

Até porque, no High School, uma verdadeira estrela não acontece várias vezes, é aquela história de "um em um milhão".


Durante a Final, o momento mais bacana do Cooke foi quando ele "colocou o LBJ pra dançar" com dois crossovers e acertou um belo arremesso em seguida. A torcida foi à loucura, incluindo o jovem Joakim Noah.

Mas quem dominou o jogo foi LeBron.

Armou melhor o jogo, deu mais assistências, fez mais pontos, pegou mais rebotes, roubou a bola mais vezes, deu mais toco e teve um aproveitamento de quadra melhor.

Domínio total.


Porém, mesmo com LBJ dominando o jogo, seu time ainda estava perdendo por 2 pontos, faltando poucos segundos pro fim.

Esperando que LeBron infiltrasse, atacasse o aro pra empatar o jogo, Cooke deu espaço pro arremesso. O que Lenny não esperava era que LeBron subisse pro arremesso de 3.

LeBron parou, arremessou e... Acertou. #Clutch

No estouro do cronômetro, LBJ venceu o jogo pro seu time.

LeBron saiu de quadra com uma nova cara, digamos assim. A narrativa mudou.

Os amigos, companheiros de equipe, e familiares do LeBron viraram gênios. Eles disseram antes de muita gente que LBJ era O cara. Lenny Cooke, ainda no calor do jogo, não conseguia acreditar. "Como ele acertou esse chute?"

Como esse é um blog de família(!!!) vou poupar vocês dos palavrões.

Carmelo afirmou que depois daquele dia, Cooke nunca mais foi o mesmo. Depois de LeBron chegar e dominar, Cooke foi meio que desaparecendo. "A gente não ouvia mais falar tanto dele como antes, ele foi sumindo aos poucos", disse Melo.

Entre 2001 e 2002, Cooke não conseguiu lidar com a fama, parecia que as decisões erradas tinham virado sua prioridade.

Cooke praticamente não jogou em seu último ano de High School. Ele só jogou os eventos dos All-Stars (Nike, Adidas, McDonald's, Jordan).

Em seu Senior Year, Lenny Cooke dirigiu carrões, comprou jóias caras, resumindo... gastou dinheiro.

No começo de 2002, ele anunciou que iria se tornar elegível pro Draft da NBA. Mas, em 26 de junho daquele ano, ele não foi escolhido.

Cooke perdeu o ânimo depois disso. Era visível. Mesmo sendo chamado pra jogar na D-League, a diferença era gigantesca. Cooke não era mais o mesmo.

Ele ainda jogou na Europa antes de se aposentar.

LeBron, por outro lado, se tornou capa da Sports Illustrated naquele ano - tirando totalmente Lenny Cooke dos holofotes -, e além do basquete, LBJ pegou 61 passes(1245 jardas) e 16 touchdowns por St. Vincent-St. Mary.

LBJ acabou virando O melhor jogador do High School, fazendo a ESPN transmitir jogos nacionalmente, e até conseguindo mais audiência em um jogo do King do que em um jogo da NBA.

O hype que o LBJ tinha já foi, e ainda é, visto por nós hoje em dia. Mas algo que, muito provavelmente, não veremos mais é algum jogador que tenha correspondido a todo o hype como LeBron.

Daqui 20 ou 30 anos, você vai estar com seu filho/neto/sobrinho pra falar de LeBron James. E nesse tempo, ou talvez antes, um documentário vai ser feito sobre a carreira do LeBron... E nesse documentário eles vão destacar o momento, o lance, o evento em que LeBron James foi de "um ótimo prospecto" pra ser O melhor prospecto do país. Foi em julho de 2001, em New Jersey.


No fim das contas, Cooke nunca jogou na NBA contra Carmelo, LeBron, Kobe e até mesmo Joakim Noah, o moleque que tanto admirava ele.

A história do Lenny serviu de exemplo pra NBA e NCAA. E em 2004, as duas associações criaram a regra que obrigava os jogadores irem pro College antes de ser draftado. O famoso 'one and done'.

LeBron é, e vai continuar sendo muito admirado pelo fato de existirem vários e vários Lenny Cookes. Jogadores tão talentosos que por não levar sua carreira/imagem da forma correta, não conseguiram vingar.

Não, a vida do Lenny Cooke não é ruim. Ele ganhou uma boa grana jogando na D-League e Europa. Claro, nada comparado aos 100 milhões que LBJ assinou ano passado, mas uma boa grana.

Além do dinheiro ganho em sua carreira, Cooke fez um documentário falando sobre sua vida, sobre como tudo aconteceu. Com um dos produtores sendo o Joakim Noah.


O documentário foi exibido três vezes no Tribeca Film Festival. Todos eles com ingressos 100% vendidos, e com as três sessões aplaudindo de pé.


Agora, dezesseis anos depois do ABCD Camp da Adidas, você sabe como LBJ se tornou o LBJ, e sabe quem é o Lenny Cooke.