segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Obrigado!


É maluco demais imaginar que já se passaram três anos.

Lembro demais de estar enchendo o saco da Nath, meu braço direito, falando de como tinha sido frustrante não continuar com o @LeBron_Brasil. (Pra quem não sabe, eu contribuía pra lá por um bom tempo, mas aí o dono não tava acompanhando tanto, quis terminar e eu até tentei comprar mas não deu certo).

Lembro de ficar quase uma semana chateado/frustrado pensando o que eu devia fazer. Então resolvi criar um perfil MEU. Totalmente meu. E aí veio a ideia do Le_BR_on, destacando o BR do nome do King pra que todo mundo entendesse que era um perfil brasileiro do LeBron.

Fiquei muito animado com a ideia, coloquei em prática e no dia 20 de outubro de 2014, eu comecei o KingJamesBrasil.

Foi sensacional ter algo MEU mas só mesmo tempo frustrante. Quando tava no antigo perfil, o dono de lá me deu várias dicas, e foi com essa base dada por ele a mim que consegui crescer. E te agradeço muito por isso, meu caro. Não sei se vc ainda é ativo no Twitter que nem antes, e lê as besteiras que posto no blog, mas saiba que você tem uma parcela de culpa.

Era frustrante porque eu fazia ÓTIMOS tweets, e não rendia praticamente nada. Sério, eu fui de ter 40 likes em tweets mais ou menos, pra ter 5 em um tweet muito bom.

A transição de um perfil com dois mil seguidores, pra um de 100 foi difícil. Então, perfis menores que estão acompanhando, eu entendo vocês. É bem difícil, mas todo mundo tem que passar por isso.

Mas voltando ao assunto principal, eu comecei a avisar pra alguns perfis que interagiam comigo no outro perfil, que aquele era meu blog e etc.

Me lembro demais das grandes primeiras marcas. Mil seguidores, dois mil seguidores e depois, a marca de 3300 seguidores. Fazendo o KingJamesBrasil se tornar o maior perfil sobre um jogador de NBA no Brasil.


Fiquei extremamente feliz. Era o que eu amava fazer dando certo.

E depois vieram os 5 mil, e depois a página do Facebook foi crescendo junto - e hoje já é maior que o Twitter - e hoje estou aqui. Com sete mil seguidores no Twitter, e mais de oito mil no Facebook, e caminhando pros mil no Instagram.

É sensacional chegar nessa marca bem na época em que o blog completa três anos.

Minha vida mudou demais nesse tempo. Decidi o que queria fazer da vida, amadureci, cresci, mudei meu círculo de amizades, comecei a trabalhar... Enfim. São inúmeras mudanças, que com certeza, vocês também podem falar várias que aconteceu na vida de vocês.

Mas algo que nunca mudou foi o blog. Ele sempre esteve aqui, pra me tirar do tédio, pra me deixar animado com alguma coisa (na época que terminei escola e não passei no ENEM fiquei meio bad, mas o blog me deu um ânimo de fazer isso aqui dar certo).

Eu queria ser jornalista, depois publicitário. Mss depois percebi que nada disso era meu verdadeiro amor. Parei pra pensar e vi que eu tava querendo fugir de algo que eu não tinha pra onde correr.

Finalmente, notei que a educação física faz parte da minha vida desde... Sempre.

Hoje, já consigo ver com outros olhos os esportes, o basquete e a NBA principalmente, já que escrevo sobre..

Faço todo dia um esforço grande pra manter isso aqui atualizado, assim como vários outros perfis de basquete fazem. Não sou só eu que passo uns apertos de vez em quando.

Esse texto aqui teve um contexto maior pra que vocês entendessem porque estou tão feliz com essas duas marcas nesse mês de outubro.


Esse texto aqui, é pra agradecer a todos que fizeram parte dessa minha pequena história de blog. Muito, muito obrigado.

Obrigado pelos sete mil, oito mil... 16 mil pessoas que seguem as redes sociais do blog.

Tentarei ao máximo manter esse blog vivo por mais três anos.

Obrigado, galera! Espero não ter tomado muito o tempo de vocês com meu texto.

Abraço! #KingJamesBrasil

domingo, 23 de julho de 2017

A novela Kyrie Irving


Um ótimo texto foi postado pela ESPN americana sobre essa offseason maluca do Cavs e a situação do Kyrie.

E aí vai algumas coisas que chamaram atenção:

1) Cavs sabia do desejo de liderar uma equipe do Kyrie e sabia que ele poderia fazer o que fez.

Irving aprecia muito o fato de jogar ao lado de LeBron, mas sentiu que era hora de ser o líder de uma franquia.

2) Kyrie não gostou muito do fato de um amigo de infância do LeBron fazer parte do staff do Cavs. Ele não entende porque um amigo do LBJ pode viajar com o time e um amigo dele não pode ter a mesma função e viajar de avião com a equipe também.

3) Cavs fechou a troca por Paul George, todos times aceitaram. GM do Pacers que já tinha aceitado, mas desistiu no último segundo.

Cavs já tinha inclusive começado a fazer lista de free agents que se encaixaria em um time com LBJ, Kyrie e Paul George...

5) Kyrie tem um pouco de inveja do Damian Lillard por ele ser O cara de Portland, assim como o John Wall é O cara de Washington. É isso que Kyrie quer alcançar.


6) Após virar público a vontade do Kyrie, Cavs tem recebido sem parar propostas e ligações de outras equipes. O front office está sendo paciente e ainda não decidiu que rumo irá tomar.

7) No texto, as fontes afirmam que Kyrie ficava muito chateado com o LBJ pegando no pé dele durante o jogo, exigindo isso e aquilo. Kyrie também não gostava do quanto LeBron tinha a bola na mão, apesar de chutar mais que o próprio LBJ, Kyrie queria ter a bola na mão mais tempo.

O que deixa claro que Kyrie está pronto pra ser O cara. Como também diz lá no texto, Irving vem pensando nessa possibilidade há um tempo...


8) O texto da ESPN fala CLARAMENTE o quão importante David Griffin era. Ele cuidava do time, pra que o ego não interferisse, o que é basicamente o que TODOS os GMs fazem, é verdade. Porém, no Cavs, isso era um trabalho mais difícil.

Griffin tinha que lidar com um dono maluco, um LBJ que as vezes era passivo mas as vezes era agressivo (tipo quando LBJ disse que não ia interferir na situação do contrato do TT), e lidar com Kyrie, um ótimo jogador que tem um futuro brilhante e quer ser O cara de uma franquia.

9) A parte mais irônica/interessante/triste: enquanto Griffin fazia entrevista de emprego com o Knicks pra ser GM de lá, Kyrie se reunia com Dan Gilbert e pedia uma troca. E de preferência, pra um dos quatro times: Spurs, Wolves, Knicks, Heat.

Sim, amigos, caso a ficha não tenha caído, Kyrie quer sair MESMO. E é bem provável que ele saia antes da pré-temporada começar.

(Nesse post, teve tweets e opiniões do Cavs Brasil, sigam o cara lá no Twitter. Opiniões que eu compartilho, por isso está no post)

#CavsBrasil

sábado, 22 de julho de 2017

Você conhece o Lenny Cooke?


Se você não conhece Lenny Cooke, um pouco da culpa é do LBJ. Esse texto é sobre o arremesso que mudou a história do basquete. Então, vamos lá? Lets go!

Naquela época, ninguém imaginava que um matchup entre Lenny Cooke e LeBron James, em 2001, no ABCD Camp da Adidas,  ia mudar a historia do basquete pra sempre.

O verão de 2001 foi marcado por Kobe Bryant. Ele tinha acabado de ganhar seu segundo título seguido, e os playoffs de 2001 sempre será lembrado pelo quão dominante Shaq e Kobe foram. Como duas vezes campeão da NBA, o status do Kobe estava LÁ EM CIMA. Ele era o moleque que tinha sido draftado direto do High School e que apesar do começo um pouco ruim, e da imprensa pegando no pé dele, era inegável o sucesso de Kobe, e o quão bom o futuro parecia ser pro camisa #8 do Lakers.

Bryant já era bem melhor que Kevin Garnett e Tracy McGrady, jogadores que sairam do HS direto pra NBA também.


Bryant tinha 21 anos, dois anéis de campeão, era um dos líderes daquele Lakers que venceu 15 partidas e perdeu apenas uma durante os playoffs daquele ano. Então, sim, Bryant era o cara certo pra falar para os moleques do ABCD Camp da Adidas de 2001 - mesmo Camp que ele ganhou as honras de MVP em 1995.

O evento durou 4 dias, e aconteceu em New Jersey. O Camp tinha jogadores como LeBron James e Carmelo Anthony, e o cara que queria defender seu MVP conquistado no ano anterior, Lenny Cooke.

Na arquibancada, Joakim Noah, um jovem de 13 anos, estava sentado pra assistir seu jogador favorito, e claro, assistir a Final do Camp.


"Ele era meu herói", disse Noah há alguns anos pra um jornal de Chicago. "A forma que ele dominava o jogo era inacreditável. Ele era meu herói".

E fazia sentido Noah gostar tanto do Lenny Cooke. Ele tinha 1,98 e dominava o jogo, era considerado o prospecto "que você não tinha como errar", caso escolhesse ele no Draft.

Cooke tinha um ótimo arremesso, boa finalização no garrafão e muitos moves que cansavam os marcadores no perímetro.

Depois do Kobe falar, dar alguns conselhos e incentivar os garotos, os jogos começaram.

Durante todo o Camp, Lenny Cooke impressionava os Scouts. Jogada depois de jogada. Scouts de colleges e de times da NBA eram só elogios a Cooke.

Na semifinal, o time de Lenny venceu a equipe de Carmelo Anthony. Lenny enfrentaria LeBron James na final do torneio.

Olhando pra trás, Carmelo admite que Cooke "era o jogador que todos admiravam". E a admiração por ele era tão grande, que Melo descreveu vê-lo jogar como "algo mágico". Aquela partida era pro Lenny a cereja no bolo.

Carmelo não ficou pra assistir a final do torneio.

Durante todo o camp, alguns amigos e companheiros de equipe do LBJ tentaram falar para as pessoas que estavam dispostas a ouvir que: LeBron que era a verdadeira estrela de lá.

Alguns ficaram intrigados com aquela ideia, alguns - como Rick Pitino - já acreditavam que LeBron era "o cara", e alguns resistiram a ideia.

Até porque, no High School, uma verdadeira estrela não acontece várias vezes, é aquela história de "um em um milhão".


Durante a Final, o momento mais bacana do Cooke foi quando ele "colocou o LBJ pra dançar" com dois crossovers e acertou um belo arremesso em seguida. A torcida foi à loucura, incluindo o jovem Joakim Noah.

Mas quem dominou o jogo foi LeBron.

Armou melhor o jogo, deu mais assistências, fez mais pontos, pegou mais rebotes, roubou a bola mais vezes, deu mais toco e teve um aproveitamento de quadra melhor.

Domínio total.


Porém, mesmo com LBJ dominando o jogo, seu time ainda estava perdendo por 2 pontos, faltando poucos segundos pro fim.

Esperando que LeBron infiltrasse, atacasse o aro pra empatar o jogo, Cooke deu espaço pro arremesso. O que Lenny não esperava era que LeBron subisse pro arremesso de 3.

LeBron parou, arremessou e... Acertou. #Clutch

No estouro do cronômetro, LBJ venceu o jogo pro seu time.

LeBron saiu de quadra com uma nova cara, digamos assim. A narrativa mudou.

Os amigos, companheiros de equipe, e familiares do LeBron viraram gênios. Eles disseram antes de muita gente que LBJ era O cara. Lenny Cooke, ainda no calor do jogo, não conseguia acreditar. "Como ele acertou esse chute?"

Como esse é um blog de família(!!!) vou poupar vocês dos palavrões.

Carmelo afirmou que depois daquele dia, Cooke nunca mais foi o mesmo. Depois de LeBron chegar e dominar, Cooke foi meio que desaparecendo. "A gente não ouvia mais falar tanto dele como antes, ele foi sumindo aos poucos", disse Melo.

Entre 2001 e 2002, Cooke não conseguiu lidar com a fama, parecia que as decisões erradas tinham virado sua prioridade.

Cooke praticamente não jogou em seu último ano de High School. Ele só jogou os eventos dos All-Stars (Nike, Adidas, McDonald's, Jordan).

Em seu Senior Year, Lenny Cooke dirigiu carrões, comprou jóias caras, resumindo... gastou dinheiro.

No começo de 2002, ele anunciou que iria se tornar elegível pro Draft da NBA. Mas, em 26 de junho daquele ano, ele não foi escolhido.

Cooke perdeu o ânimo depois disso. Era visível. Mesmo sendo chamado pra jogar na D-League, a diferença era gigantesca. Cooke não era mais o mesmo.

Ele ainda jogou na Europa antes de se aposentar.

LeBron, por outro lado, se tornou capa da Sports Illustrated naquele ano - tirando totalmente Lenny Cooke dos holofotes -, e além do basquete, LBJ pegou 61 passes(1245 jardas) e 16 touchdowns por St. Vincent-St. Mary.

LBJ acabou virando O melhor jogador do High School, fazendo a ESPN transmitir jogos nacionalmente, e até conseguindo mais audiência em um jogo do King do que em um jogo da NBA.

O hype que o LBJ tinha já foi, e ainda é, visto por nós hoje em dia. Mas algo que, muito provavelmente, não veremos mais é algum jogador que tenha correspondido a todo o hype como LeBron.

Daqui 20 ou 30 anos, você vai estar com seu filho/neto/sobrinho pra falar de LeBron James. E nesse tempo, ou talvez antes, um documentário vai ser feito sobre a carreira do LeBron... E nesse documentário eles vão destacar o momento, o lance, o evento em que LeBron James foi de "um ótimo prospecto" pra ser O melhor prospecto do país. Foi em julho de 2001, em New Jersey.


No fim das contas, Cooke nunca jogou na NBA contra Carmelo, LeBron, Kobe e até mesmo Joakim Noah, o moleque que tanto admirava ele.

A história do Lenny serviu de exemplo pra NBA e NCAA. E em 2004, as duas associações criaram a regra que obrigava os jogadores irem pro College antes de ser draftado. O famoso 'one and done'.

LeBron é, e vai continuar sendo muito admirado pelo fato de existirem vários e vários Lenny Cookes. Jogadores tão talentosos que por não levar sua carreira/imagem da forma correta, não conseguiram vingar.

Não, a vida do Lenny Cooke não é ruim. Ele ganhou uma boa grana jogando na D-League e Europa. Claro, nada comparado aos 100 milhões que LBJ assinou ano passado, mas uma boa grana.

Além do dinheiro ganho em sua carreira, Cooke fez um documentário falando sobre sua vida, sobre como tudo aconteceu. Com um dos produtores sendo o Joakim Noah.


O documentário foi exibido três vezes no Tribeca Film Festival. Todos eles com ingressos 100% vendidos, e com as três sessões aplaudindo de pé.


Agora, dezesseis anos depois do ABCD Camp da Adidas, você sabe como LBJ se tornou o LBJ, e sabe quem é o Lenny Cooke.

domingo, 18 de junho de 2017

Os recordes de LeBron James na temporada 2016-17 - temporada regular


Não é novidade pra ninguém que LBJ bate um recorde ou alcança uma marca (quase)todo jogo. São tantos recordes que muito provavelmente você não lembra de todos, mas...

É pra isso que esse blog existe!

Então, vamos aos recordes?

1. LeBron teve média de 26/8/8, com 54% FG


LeBron se tornou nessa temporada o PRIMEIRO jogador, nos 70 anos de história da NBA, a ter médias de 26 pontos, 8 rebotes, 8 assistências, e com 54% FG.

LeBron teve uma das melhores temporadas de sua carreira, sem dúvida alguma. James está mais maduro, e é sensacional, pelo menos pra mim, vê-lo comandando o ataque do Cavs.

Acredito que é isso que vai acontecer com ele no fim da carreira, LBJ deve assumir de vez a armação da equipe. Jogar menos minutos, mas comandar 100% o ataque. Quem sabe até conseguindo média de 10 assistências por jogo.

Aos que falam que o King está começando a cair de rendimento, que está se tornando irrelevante... Mais uma marca que pouquíssimos vão ter a oportunidade de alcançar na história.

2. LeBron e os pontos


LBJ começou a temporada em 11° lugar na lista de maiores pontuadores da história. E terminou em 7°.

LeBron passou Olajuwon, Elvin Hayes, Moses Malone e Shaq para se tornar o 7º maior pontuador da história da NBA.

Dirk Nowitzki, se prepara, você é o próximo!

3. LeBron e as assists


O King James é o ala com mais assistências na história. Ele começou a temporada em 18° lugar na lista de maiores passadores. Só armadores estavam à sua frente. Ele agora é o 12°.

É absurdo a ideia de ter um ala com 2,03 de altura como um dos doze melhores passadores da história.

4. LeBron mais jogos seguidos anotando 10 ou mais pontos

Não, ele ainda não bateu esse recorde, mas é uma marca que precisa ser registrada. LeBron vem anotando pelo menos 10 pontos em todos os jogos de temporada regular desde 2008. Vocês tem noção do quão ridículo é isso? Em 2008, as olimpíadas de Pequim aconteceram. Eu, dono deste humilde blog, tinha 12 anos e tava na 6° série. Absurdo essa regularidade.

5. LeBron field goals made


Em março, LeBron passou Tim Duncan e se tornou o 13º jogador com mais cestas na história da Liga.

6. LeBron é o jogador mais jovem a alcançar os 27/28 mil pontos


LeBron também é o mais jovem a anotar 1,000 pontos... 5,000... 10,000... 15,000... 20,000...

7. LeBron e os rebotes

LeBron passou Sam Perkins, no final da temporada, e se tornou o 83º maior reboteiro da história. Ele também passou nessa temporada: Paul Pierce, Chris Bosh, Rasheed Wallace, Al Jefferson... E etc.

8. Mais vezes Jogador da Semana e Jogador do Mês da NBA


Um ano e um mês. 56 semanas. LeBron foi eleito Jogador da Semana da NBA 56 vezes. Recorde da história da Liga.

LeBron venceu 34 prêmios de Jogador do Mês. De 80 prêmios de PotM da Conferência Leste possíveis, LBJ venceu 34... Ou seja, Bron venceu 42℅ dos prêmios de Jogador do Mês desde que entrou na NBA, em 2003.

9. LeBron e os blocks

LeBron se tornou o 127º na lista de blocks da história da NBA. Passou jogadores como Wade, Vince Carter e Tracy McGrady.

10. Os double-doubles do King


LBJ conseguiu 42 double-doubles nessa temporada, recorde pessoal. Ele tinha anotado 36 na temporada 2012-13, quando ainda jogava pelo Heat.

11. Os triple-doubles do King

LBJ anotou 13 triple-doubles nessa season. Mais um recorde pessoal. O máximo que LeBron tinha conseguido eram 10, quando ainda jogava em Miami.

12. 27 mil pontos, 7 mil rebotes e 7 mil assistências


Na noite em que enfrentou o Hornets, na Q! Loans Arena, LeBron se tornou o único jogador da história da NBA a ter 27 mil pontos, 7 mil rebotes e 7 mil assistências.

13. LeBron e as steals


Em fevereiro desse ano, durante aquela partida sensacional contra o Wizards, em Washington, LeBron passou Magic Johnson e se tornou o 20º maior ladrão de bolas da história da NBA. E por causa disso...

14. LeBron primeiro jogador a estar no Top 20 de pts, asts, steals


Bem, depois de tantas estatísticas que coloquei aqui, acho que essa eu não preciso falar nada.


Se um jogador qualquer da NBA bate alguns desses recordes DURANTE TODA A CARREIRA isso seria sensacional. Sério. Ah, você não acha? Bem, devo concordar com você, eu também não acho legal um cara bater só 10 recordes durante a carreira inteira.

Mas, bem, não se sinta mal por acha isso. Eu, você, o cara que tá lendo esse texto com uma mão no queixo e outra no mouse, e o cara que tá lendo sentado na sala enquanto espera a janta ficar pronta também acha que isso é pouco. Mas a gente acha que é pouco por causa de um cara chamado LeBron James.

LBJ deixou todo mundo mal acostumado. Chegou ao ponto de eu estar salvando uma foto "mais ajeitadinha" do LBJ pra postar na hora do jogo sem nem saber se ele ia bater algum recorde/alcançar alguma marca naquela noite.


LeBron nos deixou mal acostumados e por mim tudo bem. Espero que ele continue fazendo isso por muitos anos. Porque eu estou aproveitando bastante cada segundo do LeBron em quadra...

E você? #LeHistory

quinta-feira, 15 de junho de 2017

As Finais de 2017: Cavs e GSW - Parte III


As Finais da NBA de 2017 pode ser muito bem definida por uma música chamada "two is better than one". É uma música que tocava há uns anos atrás e eu ouvia pensando #naquela mina.

Apesar de ser uma música romântica, e não ter NADA a ver com basquete, ela me veio na cabeça depois de analisar o que aconteceu na série.

Mas pra que a gente possa analisar dessa forma, precisamos fazer uma coisa antes. Então, lets go...

Pra que vocês possam entender meu raciocínio, vamos dividir os jogadores mais badalados das equipes, certo? Os que fazem mais diferença.

No lado do Cavs, temos LeBron, Kyrie e K-Love. No GSW, temos KD, Curry, Klay Thompson, Draymond Green e Iguodala.

No lado do Cavs, Love é o menos badalado, muito criticado por vários torcedores (muitas vezes sendo injustos) mas vamos concordar aqui que LeBron e Kyrie estão em um patamar acima.

No GSW, Iguodala, por ser um role player, é o menos badalado, o que nunca foi pra um All-Star Game e etc. Por isso, assim como o Kevin Love, vamos tirá-lo desse raciocínio, e deixar os outros 4 All-Stars.

Então, sobrou LeBron, Kyrie, Durant, Curry, Klay e Draymond. Agora, dentro desses, vamos separar em dois grupos...


Os All-Stars que venceram MVPs e já levaram times sendo "O cara" da equipe: LeBron, Durant, Curry.

E os All-Stars que são ótimos, mas não ganharam MVPs: Kyrie, Klay, Dray.

(A música já deve estar fazendo sentido pra você nesse momento, né?!)

Pra cada jogador importante do Cavs, o Warriors tem DOIS no mesmo nível. Pro LeBron, KD e Curry eram o duelo de dois MVPs contra um. E pro Kyrie, era o duelo de dois All-Stars contra um.


E assim a série foi acontecendo. Com o Warriors tendo o grande favoritismo, e comprovando isso.

Além dos titulares, ainda devemos falar do banco. Iguodala e Shaun Livingston foram essenciais para o GSW manter as lideranças que eram abertas. Enquanto o Cavs só tinha Shump, talvez Richard Jefferson... Então, se você parar pra pensar, mais uma vez o Warriors tinha dois caras importantes e Cavs só tinha um.

"Ah, mas ano passado a gente conseguiu a virada, por que a gente também não conseguiu esse ano???"

Isso só mostra o quão especial e quão ABSURDO foi o Cavs ter virado depois de estar perdendo por 3-1. E virar pra cima com melhor recorde de temporada regular da história.

O time não se torna ruim, nem muito menos o título do ano anterior fica com menos valor. Pelo contrário, o valor só aumenta. Aquele time vai ficar na história do Cavs.

Aliás, vai entrar não, aquele time já está.

O melhor time venceu. E, infelizmente, não era o meu, nem o seu. Bem, talvez seja o seu, caso você seja fã do Warriors e esteja lendo isso aqui.

Cavs fez o que pôde, mas não deu. Já estou ansioso para a próxima temporada, para ver esse time maravilhoso de volta.


Ah, e...

Volta logo, por favor, NBA!!!  #TheLandBR


terça-feira, 6 de junho de 2017

O que o Cavs precisa fazer pra virar a série?



Antes que venham dizendo, "UAU, VOCÊ SABE O QUE O CAVS DEVIA FAZER, HEIN!!! CAVS DEVIA TE CONTRATAR!" peço que tenham calma.

O que vou falar aqui são coisas que percebi e números que foram postados por sites americanos, certo? Alright, guys, lets do it...


Cavs vem correndo muito durante os dois primeiros jogos. E quando eu digo muito, eu digo muito MESMO. Só pra vocês terem uma noção, LeBron já jogou 214 partidas nos playoffs, e os Jogos 1 e 2 foram os que tiveram ritmo mais alto. Ritmo maior do que todos os outros 212 jogos.

A série tá sendo administrada pelo Warriors. Mesmo quando fazemos uma run que deixa o time perto do placar, é o GSW que ainda tá com o controle.

A série têm dois pontos principais: ritmo e a marcação feita no Kyrie Irving.

Como eu falei nesse tweet aqui, a estratégia do time de Oakland é deixar LeBron jogar só, e marcar Kyrie.

Fazer dobras, hedge no pick&roll, ajuda na defesa vindo do lado fraco... Tudo isso pra fazer Kyrie chutar arremessos ruins, esfriar e perder confiança.

E então, com Kyrie perdendo a confiança, LBJ precisa infiltrar em TODAS as jogadas, e ainda voltar pra defender o 2º melhor jogador do mundo.

Tarefa fácil a do LBJ, né?!


Já que vocês entenderam que o Warriors quer que LeBron jogue só, vamos entender porque o ritmo é o ponto principal da série:

Se LeBron precisa fazer tudo no ataque, e defender um jogador absurdo, como ele vai aguentar jogar 42 minutos de um jogo onde o ritmo é mais forte que o Rockets do Mike D'Antoni?

O ritmo de jogo no 1º tempo dos Jogos 1 e 2 são mais rápidos que o Showtime Lakers, o Rockets e o Suns do D'Antoni.

Vocês entendem o quão absurdo é um ritmo de jogo desse?

No primeiro tempo de jogo, LeBron faz tudo. Pega rebotes, dá assists e infiltra muito, corre no contra-ataque e consegue pontos pro Cavs. Como exemplo, vamos usar o 1º tempo dele no Jogo 2...

Foram 5 infiltrações, 8 jogadas de transição, 16 pontos no garrafão.

Mas, no 2º tempo, os números mudam bastante. Chega a impressionar. Depois do intervalo, LeBron não infiltrou uma vez, fez 3 jogadas em transição, e anotou 4 pontos em jogadas de transição.

A estratégia do GSW vem dando certo. Marca o Kyrie, deixa o LBJ jogar só e cansar, e no segundo tempo, você não tem LBJ nem Kyrie pra se preocupar, digamos assim. Um está cansado e o outro fora do ritmo do jogo.

Acredito que o que temos que fazer pra podermos disputar o jogo melhor é não entrar no jogo deles. Temos que DIMINUIR o ritmo de jogo. Deixar o nosso ritmo de jogo, não o deles. Apesar de termos corrido um pouco nessa temporada, a gente não aguenta correr O TEMPO TODO.

Gostaria de ver o Cavs acalmando a partida, para que se a estratégia no Kyrie continuar dando certo, pelo menos a gente ainda tem o LeBron com mais fôlego.


Outra coisa que eu queria que fosse feita pro Jogo 3 é a entrada do Shumpert no time titular. Provavelmente no lugar do JR, mas não se surpreendam se ele entrar no lugar do Tristan Thompson.

Nos dois primeiros jogos, Shumpert tem um NetRTG bom, sempre que ele está em quadra, o time consegue render melhor. E, claro, além de ele poder marcar o Curry, ele pode marcar o Durant, sendo mais um descanso pro LBJ.

Então, meus caros, isso são algumas coisas que acho que poderiam ser feitas pelo Cavs pra tentar a virada.

Espero que tenham gostado e... Go Cavs! #TheLandBR