terça-feira, 22 de março de 2016

Por que LeBron deu unfollow no Twitter do Cavs?




Nas últimas semanas, LeBron James e sua conta no twitter têm 'dado o que falar'. E isso precisa ser falado por aqui. Sim, amigos, por mais TV Fama que isso seja, nós precisamos falar sobre o que LBJ tem feito no Twitter.

Vários tweets com indiretas, que podiam ser facilmente ligadas a algum companheiro de equipe. As hashtags com siglas que ninguém sabia o que era... E, claro, o fato de ter dado unfollow no perfil do Cavs (no Twitter e no Instagram).

Ontem, segunda-feira, 21 de março de 2016, um perfil no Twitter postou um print de um site... e esse site dizia que LBJ não seguia o perfil do Cavs.


Logo depois, LBJ se recusou a falar após o treino matinal do time. Isso nunca tinha acontecido desde que LeBron voltou pro Cavs - a não ser que A) ele não fosse jogar, B) ele estivesse doente. Era só o que a mídia queria pra criar várias matérias dizendo que Bron não ficaria no Cavs ao fim da temporada, e que uma volta pra Miami era o provável. Sim, amigos, tudo isso só porque o King deu unfollow na conta do seu próprio time.

De acordo com uma fonte, LeBron fez isso como parte de sua preparação para os playoffs. LBJ chama esse 'modo' de Zero Dark 23. Ele fez isso ano passado, e no ano anterior, e no ano anterior, e ano anterior...

James deixando de seguir o Cavs foi uma forma de limpar algumas coisas relacionadas a basquete da sua conta no Twitter. 

Bron não deu unfollow só na conta oficial do Cavs, ele também deixou de seguir Allie Clifton - repórter da FoxSports Ohio, Austin Carr - lenda do Cavs e comentarista da FoxSports Ohio, Dave McMenamin - ótimo jornalista da ESPN, Chris Broussard - repórter da NBA, e Lee Jenkins - jornalista da Sports Illustrated. 

Não, LBJ não deu unfollow nesse pessoal porque ele simplesmente não gosta mais deles... Bem, talvez ele tenha feito isso no Chris Broussard que é bem chato, mas enfim, isso não vem ao caso agora. LeBron tem ótima relação profissional com a Allie, admira demais o "Mr. Cavalier", tem uma relação profissional com o Dave, assim como o Broussard, e tem uma ótima relação com o Lee Jenkins - foi esse jornalista que escreveu aquela carta do LBJ em 2014, quando o King decidiu voltar pra Cleveland. 

Segundo a fonte, LBJ já deu unfollow em mais de 10 perfis relacionados ao basquete. Ele ainda segue alguns outros perfis de jornalistas, como por exemplo, a ótima repórter da ESPN Rachel Nichols. Não sabemos se ele vai dar mais unfollows ou não, mas dizer que LBJ fez isso porque planeja sair do Cavs é bobagem.

Hoje pela manhã, LBJ voltou a seguir o Cavs no Instagram... ou seja, talvez tudo isso seja só o LeBron tirando uma com a nossa cara. Não sei.

Depois do treino do time, hoje, LeBron falou que está entrando no "modo playoffs" um pouco mais cedo esse ano.

Sim, é estranho a atitude dele de querer se afastar das redes sociais, mas anunciar em sua conta no Twitter que vai fazer um perfil no Snapchat.


LeBron não só deu unfollow em alguns perfis, ele também mudou sua rotina pré-jogo. Sempre, não importa o lugar, sempre você vai ouvir uma música MUITO alta no vestiário do Cavs. LBJ é o DJ do time, e faz todos os seus companheiros ouvirem sua coletânea de música (eles querendo ou não). Mas, na partida contra o Nuggets, tava tudo silêncio, LBJ só estava com os seus fones de ouvidos, calado, de cara fechada, se preparando pro jogo. Channing Frye e Jordan McRae ficaram sem entender, e tentaram puxar assunto com LBJ. 

LeBron não estava afim de papo, segundo Frye. Respondia só o que era perguntado. 

"É bom ver que ele tá dando o exemplo", disse Frye. "Ele está mostrando pra nós que alguns jogos significam mais que outros. Que a preparação pra certas partidas precisa ser diferente. Ainda precisamos aprender a nos concentrar enquanto nos divertimos, com música alta. E não só quando está tudo em silêncio. Mas é isso que ele faz, dá a deixa, e nós seguimos".

LeBron precisa se concentrar pra tentar chegar pela SEXTA vez seguida nas Finais da NBA. Coisa que aconteceu pela última vez lá nos anos de 1960. Vai tentar conquistar o primeiro título do Cavs, e o terceiro da sua carreira,

Seja em um ambiente turbulento, seja dando unfollow em umas contas no twitter ou ouvindo música nos headphones invés de no alto-falante... se LBJ e o Cavs jogarem da forma que jogaram nessa segunda-feira, contra o Nuggets, não importa nada disso. LeBron pode dar unfollow até no Obama, ninguém vai se importar.

Quer dizer, eu acho que ninguém vai se importar.



Zero Dark 23 mode: ACTIVATED!


Fonte: cleveland.com


segunda-feira, 14 de março de 2016

'Assistindo' a carreira do King


No último domingo, contra o Clippers, LBJ se tornou o 19º maior assistente da história da NBA, passando Kevin Johnson. Os 18 atletas na frente do King são todos armadores.

Hoje, no início da tarde, foi divulgado mais um mixtape dos filhos do LeBron. Os dois moleques vêm ganhando muita atenção da mídia. Principalmente o filho mais velho, LeBron James Jr. Você pode ver o mixtape aqui; Todo mundo ficou falando do quão bem os moleques jogam. Isso me fez lembrar de uma declaração de James. Ele falou uma coisa bem importante sobre o seu filho mais velho: "Quando eu tinha a idade do Bronny, jogava exatamente igual ele". Vocês, provavelmente, devem estar se perguntando onde eu quero chegar, e eu vos explico.

Senta que lá vem a história...

Ele era o menor jogador daquele Hornets da comunidade Summit Lake, em 1993, no sudoeste de Akron. O nome dele era Sonny, o garoto tinha 7 anos. Ele sabia arremessar, mas não conseguia segurar a bola sempre... Ele perdia a bola antes mesmo de conseguir segurá-la. Frankie Walker, treinador do time, acreditava que cada criança deveria arremessar pelo menos uma vez por jogo, independente da habilidade. Então ele falou para os garotos da sua equipe; "Vocês precisam envolver Sonny no jogo, fazer ele ter bons arremessos". Coach Walker tinha várias jogadas desenhadas para o seu melhor jogador, um garoto de  9 anos chamado LeBron James. 

LBJ não entendia porquê seu treinador insistia tanto em fazer ele e Sonny se entenderem dentro de quadra. LeBron podia jogar contra os cinco jogadores da equipe adversária sozinho, e ainda conseguir fazer a cesta. Criar uma oportunidade de cesta pro Sonny era muito mais dificil. Walker 'pegava no pé' do LeBron, principalmente nos treinos, quando LeBron prendia a bola. Ele parava o treino para mostrar que Sonny, ou outro jogador, estava livre. "O que ele não sabia naquela época era que," disse Coach Walker, "eu estava ajudando mais ele, do que o próprio Sonny. Ele tinha que aprender a colocar o seus companheiros de time em primeiro lugar."

Sonny finalmente conseguiu segurar a bola e fazer algumas bandejas nos jogos seguintes. Os Hornets de Summit Lake comemoraram igual um time de NBA quando o garoto conseguiu acertar uma bola de três.


"Essas lembranças estão claras na minha cabeça" falou LeBron, "Parecia que eu tinha acertado o arremesso. De alguma forma, me sentia melhor do que quando eu fazia a cesta. Eu queria continuar sentindo aquilo."

"Eu percebi desde o inicio que ia ter dois, três, quatro... vamos falar a verdade, percebi que sempre haveria cinco defensores de olho em mim. Isso possibilitou que eu pudesse fazer tudo que eu queria em quadra para mim e para ajudar meus companheiros" disse LeBron. 

No seu último ano no High School, LeBron infiltrava e tocava a bola para Corey Jones, especialista em bolas longas do time, e gritava para seu companheiro de time arremessar. "Todo mundo marcando ele (LBJ), e eu ficava sozinho na zona-morta" disse Jones, "Eu lembro de um jogo, em um torneio que aconteceu na universidade de Dayton. Eu estava acertando tudo, 'on fire', e nos minutos finais da partida eu errei uma bola de três, pegou na parte da frente do aro. James pulou, agarrou a bola e tocou de volta pra mim, e gritou 'Arremessa!'", Corey fez a cesta e St. V-M venceu a partida. LeBron recebeu o troféu de MVP da competição. "Ele agradeceu ao locutor do ginásio, depois me chamou e me entregou o troféu" completou Jones.

LeBron sempre foi um ótimo facilitador, mas quando ele chegou na Liga, não era como hoje. "Quando cheguei na NBA, eu sabia jogar pra mim, conseguia criar meu próprio arremesso" ele diz, "mas eu não estava pensando estrategicamente. Eu não estava ajudando os meus companheiros." Ele fazia a mesma coisa que deu certo em St. V-M, atacando a cesta e tocando para um companheiro quando a defesa dobrava em cima dele. "Ele era um pitbull durante os treinamentos" diz Carlos Boozer, que jogou no Cavs (Lembram dele?) em 2003-04, quando LBJ tinha 18/19 anos. "Ele ainda não tinha um arremesso consistente, mas ele tinha 2,03 e atacava o aro muito bem, ao sair do pick-and-roll, a defesa inteira tentava ajudar a pará-lo. E no momento que isso acontecia, ele tocava a bola pra mim. Ele conseguiu tantos arremessos livres na zona-morta e na 'cabeça do garrafão' pra mim..."

No jogo 1 das Finais de Conferência, contra o Pistons, em 2007, LeBron infiltrou pela esquerda (sendo marcado por Tayshaun Prince). Rasheed Wallace e Richard Hamilton, imediatamente, foram ajudar na marcação. James tocou para o Donyell Marshall, que estava sozinho na zona-morta. "Eu errei, nós perdemos, e todo mundo estava perguntando a ele por quê ele tocou pra mim" lembra Marshall, que agora é Coach de basquete. "Mas, o que está mais fresco na memória é o dia seguinte, quando treinamos jogadas para serem usadas no final de jogo. LeBron tocou pra mim na zona-morta de novo. Acertei o arremesso, e ele veio correndo na minha direção comemorando como se eu tivesse ganho o jogo."

Dez dias depois, os Cavs venceram os Pistons no jogo 5, aquele fatídico jogo em que LeBron marcou 29 dos últimos 30 pontos, em duas prorrogações. "Eu estava no mesmo lugar do jogo 1 o tempo todo, mas os Pistons não me deixaram sozinho de novo, então LBJ conseguiu infiltrar com um pouco mais de facilidade" disse Donyell, "E, por coisas assim, ele começou a perceber o que ele era capaz de fazer dentro de quadra."

"Eu joguei com Karl Malone, e uma vez ele me disse, 'você precisa ter feito 10 pontos antes do intervalo'", disse Marshall. "Eu não entendi, mas ele me explicou. 'Se você tiver 10 pontos antes do intervalo, o outro time pensa que você está on fire, e começa a te marcar mais de perto. E com isso sobra mais espaço pra mim no 1-contra-1. E aí, no 4º período, eu posso fazer minha takeover'. Eu contei essa história pro LeBron."

"Dava pra perceber que ele jogava diferente no 1º tempo de partida. Ele tentava envolver todo mundo", disse Wally Szczerbiak - que veio pro Cavs em 2007-08 e hoje é comentarista da CBS. "Ele sabia que se conseguisse encontrar alguém que estava on fire, a defesa estaria em uma posição difícil. Ele também sabia que se nos envolvesse no ataque, nós defenderíamos melhor".

"Eu comecei a perceber e estudar mais as jogadas que deixavam nossos melhores scorers livres", disse LeBron. "Okay, então com essa jogada o Daniel Gibson fica livre, e com essa o Damon Jones fica livre pra arremessar. Mas como eu faço pra arranjar um arremesso pro Donyell?"

"Ele sabia onde você gostava de receber a bola, em que parte da quadra você era melhor. O time, basicamente, foi montado ao redor dele e desse conhecimento" disse Jones. "Ele chamava uma jogada, um pick-and-roll alto, bem atrás da linha de três, e obviamente, os times sempre faziam a dobra nele. E, por causa disso, eu sempre ficava livre na cabeça do garrafão. Toda a atenção estava nele. Você não precisava fazer praticamente nada, ele simplesmente te achava".

Jones notou uma forma de ganhar a confiança do LeBron. "Não era só fazer as cestas. Ele ia tocar a bola pra você mesmo depois de você ter perdido dez arremessos seguidos. Mas ele queria te ver treinando, se esforçando. Queria te ver treinando antes de todo mundo ou depois que o treino acabasse. Ele só queria saber se você estava preparado e pronto pro jogo".

Mike Miller, que jogou com LBJ no Heat e no Cavs, disse: "Quando você joga com o LeBron, sendo um shooter, você se pergunta Como isso vai afetar meu jogo?! A primeira coisa que dá pra notar é como a bola chega nas suas mãos. Eu não ligo se a bola vem alta ou baixa, eu só não quero arremessar um floater da linha de três".

"Ele é tão grande que ele vê por cima da defesa, e te manda esses bullet passes lá do outro lado da quadra, na sua mão, como se não fosse nada", disse Miller. "Pouquíssimos fazem isso". A velocidade do passe do King ajudava Mike Miller a ter um segundo a mais para arremessar... era o suficiente pra ele ter espaço pra acertar o jumper.


LeBron tem sido "O cara" dos seus times desde que ele era um Summit Lake Hornet. E quando LBJ percebeu do que era capaz de fazer, as coisas ficaram mais fáceis pra ele e para seus companheiros. Bron tem quase 7.000 assistências na carreira, e, muito provavelmente, vem para ficar no Top 10 de assists na história da Liga.

Estamos vendo o melhor passador (sem ser PG) da história da NBA.

Muita gente diz que o LeBron tem seu arremesso, post moves e outros aspectos do seu jogo muito mecânicos, que aquela "facilidade" dele é por causa do lado atlético e dos vários treinos que ele fez ao longo da carreira. Okay, você pode pensar/dizer isso. Mas, visão de quadra não é algo que pode ser ensinado. LBJ tem o dom de passar a bola, dom que poucos na história desse esporte tiveram.

E agora, depois de tanto falar, eu deixo vocês 'assistirem' a carreira do LBJ.



Obrigado, Coach Frankie Walker.



(Fonte: Sports Illustrated, ESPN, NBA.com)

domingo, 31 de janeiro de 2016

O problema era o Blatt?


Após a vitória deste sábado em cima do Spurs, na Quicken Loans Arena, por 117-103, LeBron deixou implícito o motivo da demissão de David Blatt.

Mas antes de vocês entenderem onde eu estou querendo chegar, vou pedir um pouco de paciência. Vocês vão ter que ler algumas respostas que o King deu na entrevista pós-jogo. Garanto que no fim desse texto, com certeza, você vai entender o que está escrito nas entrelinhas...

LeBron sobre o Cavs ter usado o ritmo de jogo mais rápido ao seu favor na vitória contra o Spurs: "É só manter o foco em fazer o que o Coach Lue e a comissão técnica quer. Eles querem velocidade, ritmo mais rápido."

James sobre a possibilidade de o Cavs ter jogado o seu melhor jogo contra o Spurs: "Nós controlamos o ritmo do jogo, fizemos tudo que comissão técnica queria que a gente fizesse."

LBJ sobre Love ter jogado, possivelmente, o seu melhor jogo desde que chegou em Cleveland: "Acho que o Coach Lue fez um ótimo trabalho em explicar o que ele quer/espera de nós, incluindo o Kev, e ele é grande foco principal da equipe."

LeBron sobre o ritmo de jogo mais rápido do Cavs gerar arremessos melhores, e não só mais arremessos: "O Coach fala muito durante as nossas film sessions sobre a hora certa de acelerar o jogo e o momento certo atacar a cesta, nós queremos criar arremessos mais rápidos. Mas se a gente não conseguir isso nos primeiros segundos do shot clock, queremos criar um bom ataque, um bom arremessso, para conseguir a cesta.

Bron sobre a importância de ter vencido o Spurs depois de estar 0-5 em partidas contra Warriors (duas), Chicago (duas) e o próprio Spurs(uma): "Hoje foi o que... o quarto ou quinto jogo com o nosso novo Coach? Queremos continuar fazendo o que ele quer que a gente faça, e nós queremos continuar fazendo algumas outras coisas que fará o time melhorar."

LBJ sobre se a defesa do Cavs mudou: "Bem, Coach Lue quer que a gente defenda, mas ele não é a voz da defesa. Coach Longo (Mike Longabardi) é o nosso coordenador de defesa. É ele que nos dá o plano de jogo defensivo. Mas, claro, Coach Lue também pode mudar, pedir pra que a gente mude a estratégia durante o jogo, ou até mesmo de um jogo para o outro."

LeBron sobre se Coach Lue conseguiu, em apenas uma semana, fazer com que toda a equipe 'fechasse com ele': "Para nós, Ty Lue é o capitão. Ele é o capitão do nosso navio. A gente tem que fazer tudo que for preciso fazer, tudo que ele mandar. E ver que tudo está dando certo dentro de quadra, sem dúvidas ajuda durante o processo, mas tudo começa com a gente. Ele só pode dizer o que quer, ele não pode ir lá e jogar. A gente tem que ir lá e jogar, e é ótimo ter um líder como Coach. A gente vai lá e executa ofensivamente e defensivamente."

Okay, agora vamos para as considerações finais...

LeBron respondeu 11 perguntas neste último sabado. Duas delas foi sobre LBJ ter usado o short errado no início do jogo. Uma foi sobre o Coach Longabardi que foi contratado pelo Cavs semana passada.

Nas outras 8 questões, LeBron conseguiu envolver Tyronn Lue na sua resposta em TODAS. (Teve uma menção ao Lue em uma pergunta sobre o Tristan Thompson que eu não coloquei acima)

Baseado nas respostas do King, e de outros jogadores, podemos interpretar que toda a equipe está escutando o que o Lue quer. E Tyronn está aproveitando pra colocar algumas "leis" lá dentro.

E, o que está implícito nessas respostas, é que isso não acontecia na Era David Blatt.

A última semana foi, no mínimo, chata pro LeBron. Ele foi acusado durante toda a semana de ser um "coach killer". Ele foi acusado de não respeitar os seus coaches, incluindo Blatt que conseguiu o recorde de 83 vitórias e 40 derrotas, e chegou nas Finais da NBA, em um ano e meio.

Talvez, com todas essas acusações, LBJ esteja defendendo ainda mais o Coach Lue para os seus companheiros de equipe, para que esse rótulo possa ser tirado dele. E mesmo que tenham registros de que LeBron tenha defendido Blatt em algumas ocasiões, Bron nunca fez isso.

Lue está naquela fase de lua de mel, comandou o time em apenas 5 jogos - venceu 4 delas, e a última vitória foi bem convincente. Teremos que esperar pra ver como LBJ vai reagir quando o Cavs estiver numa sequência de duas ou três derrotas. Sim, isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Mas mesmo que isso aconteça, LeBron nunca falou tanto, e tão bem, do Blatt como ele falou do Ty Lue sábado.

E se o que ele diz é verdade - que um dos melhores, e mais talentosos, elencos da NBA, com claras expectativas de títulos, está "fechado" com o novo técnico - fica claro que o Cleveland Cavaliers fez o certo ao demitir David Blatt.


(via Joe Vardon, cleveland.com, NEOMG)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Mini-Preview: Temporada 2015-16 do Cavs (PARTE 2)



Metade da temporada já se foi, e o Cavs tem um recorde de 31 vitórias e 12 derrotas. Para um time que jogou mais de 20 partidas sem Kyrie e Shumpert, ter esse recorde é muito bom, principalmente se compararmos com o ano passado.

Mas, com as derrotas para Spurs e GSW na semana passada, o clima lá em Cleveland - que já era estranho - ficou muito esquisito. Então, o GM David Griffin resolveu demitir David Blatt, e dar um upgrade no Tyronn Lue - de associate Coach, para Head Coach.

E aí, como fica o Cavs? O que esperar para o restante da temporada? Pois é, essa e outras perguntas serão respondidas em mais um Mini-Preview da temporada 2015-16. (Caso você não tenha visto a primeira edição, acesse aqui)

Convidei, mais uma vez, o pessoal que fala sobre o Cavs diariamente lá no Twitter/Site do Cavaliers Brasil. Vamos para as perguntas...

1. O que achou da demissão de David Blatt e a contratação do Tyronn Lue? Acha que o novo Head Coach vai dar certo no comando do Cavs?


Arthur (@Le_BR_on): Achei a demissão estranha, ainda mais pelo timing. Mas, com todos os relatos de jornalistas que acompanham o time, e as palavras do GM David Griffin, era uma coisa que ia acontecer mais cedo ou mais tarde. E que só não aconteceu na offseason porque o Cavs se superou nas Finais, conseguindo levar aquela série pro 6º jogo. Nosso GM falou que foi muito fácil renovar com os atletas - tirando Tristan Thompson, né, Griffin? rsrs. Ele disse que os jogadores compraram a idéia de trazer um título pra Cleveland, e por isso achava que o astral no vestiário ia melhorar. Mas...

Acho que Tyronn Lue pode dar certo. Mas essa história de colocar o Cavs pra correr... hmmm... sei não. Principalmente contra o GSW (que podemos encontrar nas Finais de novo). Mas eu gostei do que ele falou em envolver o K-Love no ataque, dar mais arremessos pra ele em posições em que o nosso PF se sente mais confortável. Nesse momento, só resta torcer pra dar certo.

Marcelo (@Cavsbrasil)Não gostei da demissão do Blatt, eu gostava dele, mas quem acompanha o dia a dia dessa equipe, diz que chegou a um ponto que não tinha mais como ele continuar, então Cavs teve que demiti-lo.

Tudo que li sobre Lue são coisas positivas, mas não conheço a fundo o trabalho dele, até porque ele nunca foi técnico na NBA, então fica difícil dizer. Mas sei o que ele quer implantar no Cavs, que é um estilo mais rápido de jogo, com uma utilização de Love maior. Espero que dê certo.

Guilherme (@CavaliersBrasil)Pessoalmente não, mas nós temos que olhar vários aspectos. Demitir um treinador tão vitorioso e que está levando seu time pra vencer o Leste é, no mínimo, estranho. Precisa haver um motivo interno muito forte. E havia, apesar de não perfeitamente revelado. Então, pelo lado dos jogadores, era algo que precisava ser feito. Para a franquia, é um risco que eles precisavam assumir, já que a entrega dos jogadores em quadra é fundamental para o sucesso, porém ela fica com a imagem manchada, pois vai ouvir de todo lado que é uma franquia "inconsistente", "Amadora", o que não ajuda quando você é um mercado pequeno. Para a liga, não é uma coisa boa também, por isso ressoou, nos quatro cantos, a reclamação dos demais treinadores pela ação dos Cavs. Cleveland não deu uma chance de Blatt ser campeão. Era evidente que se o título não viesse esse ano, ele perderia o cargo, mas Blatt não teve a oportunidade de jogar uma Final com chances reais. Mas nesse mercado, não se trata de justiça. Se trata de vencer e manter seus atletas felizes. Porém quando você adiciona o Lue no lugar do Blatt, você corre muito risco. Lue não tem experiência de treinador e tem agora a missão de fazer o time jogar melhor do que o que vinha jogando. Ou seja, não basta um recorde tão bom (30-11), mas tem que jogar melhor. Você coloca uma grande responsabilidade sobre o time  e diz a torcida que o time vai crescer, abrindo espaço para que esta torcida seja (ainda mais) exigente. É uma ação muito arriscada. Mas certeza que Griffin não é louco de não ter medido todos os riscos. Mas no fim das contas, "dar certo nos Cavs" significa ser campeão. E talvez ainda não seja nesse ano que os Cavs vençam a liga, porque muitas vezes não depende de você, se houver do outro lado um time num momento especial, independente de quem seja o treinador.

Fernando (@cavs_br)Ainda acho muito precoce para tomar alguma opinião sobre a demissão de Blatt, pois tudo ocorreu de forma muito inusitada e que ninguém esperava. Mas pelo o que vimos, o GM do Cavs, David Griffin, viu que a decisão tomada era a melhor para o Cavs neste momento. Acredito que a demissão de Blatt não passa pelos números, mas sim pela forma de trabalhar dele, com os jogadores e com LeBron James. E torcemos para que, com Tyronn Lue isso mude e que ele dê certo no comando da franquia. 

Magno (@CavsDepre)A demissão não era o esperado, mas também não foi nenhuma loucura, como nosso GM disse, Lue é o melhor para o Cavs HOJE, e eu acho que o novo Head Coach tende a melhorar a equipe.

Alexandre (@KyrieIrvingBR)Não concordei, mas quem tá lá dentro sabe o que está acontecendo. Sim, Lue, assim como Blatt, é um cara inteligente, e os jogadores parece que gostam bastante dele.

Lucas (@LucavsXavier)Creio que a demissão tenha sido precipitada, se esta não tiver sido motivada por problemas entre o treinador e os jogadores. Não vejo Ty Lue promovendo as mudanças que o Cavs precisa, como a maior inclusão de Love no movimento ofensivo e no post game, pois ele já poderia ajudar nisso com sua anterior função de auxiliar técnico. De qualquer maneira, melhor trocar o treinador na metade da temporada do que em seus momentos finais.

Amauri (@amauritadeu)Não achei justa, pois se for comparar com a temporada passada, estamos melhores. Blatt ajustou o time, mas talvez não da forma que os donos queriam. O problema para Lue é ajustar o time durante a temporada, algumas derrotas a mais que o previsto devem acontecer por conta desses ajustes. 

2. Você acha que alguém tomará o 1º lugar da Conferência do Cavs?


@Le_BR_on: Não. Embora o Raptors esteja bem, com uma pegada boa, não acredito que vamos piorar tanto com a troca de comando. Ficaremos com a 1st seed sim.

@CavsbrasilNão. Muito difícil, por mais que Cavs passe agora por um momento de adaptação, o talento da equipe é muito grande.

@CavaliersBrasilDefinitivamente, não. Apesar de Toronto ser uma ameaça real, Cavs deverá vencer o Leste e avançar para os Playoffs em primeiro lugar.

@cavs_brNão, apesar da mudança do Head Coach, acho que o Cavs está muito consolidado e falta apenas alguns ajustes para o time engrenar de vez. E também, não vejo alguma outra franquia com qualidade superior a ponto de tomar a 1st seed do Cavs.

@CavsDepreO leste é nosso!

@KyrieIrvingBR: Nope.

@LucavsXavierNão. Seria necessário uma atuação muito desastrosa de Lue para que isso aconteça.

@amauritadeuAcredito que não, mas Toronto e Bulls vão incomodar bastante.

3. Qual será o recorde do Cavs nos 41 jogos que restam na temporada?


@Le_BR_on: Se repetirmos o recorde da primeira parte da temporada está ótimo, ainda mais com a troca de Head Coach. 

@CavsbrasilMuito difícil dizer, então o que resta é chutar, puro palpite. Cavs fará 31-10 e vai terminar a temporada com 61 vitórias e 21 derrotas.

@CavaliersBrasilCavs vai capengar no início de Lue, mas temos uma agenda boa, que nos permitirá um recorde próximo das 30 vitórias. Vamos chutar um 28-13.

@cavs_brAvaliando os próximos confrontos e como está a condição do Cavs no momento, acredito que o recorde irá ser na margem dos 31-10.

@CavsDepreRapaz, espero que consiga mais 27 vitórias. Por dentro eu quero muito dizer mais 35, mas vou me precaver.

@KyrieIrvingBR: Acredito em um recorde de 35 vitórias e 6 derrotas.

@LucavsXavierÉ sempre difícil esse tipo de palpite, mas creio que nossa equipe repita as 30 vitórias (ou algo próximo disso) nos jogos que virão.

@amauritadeuErrei feio nos palpites do início da temporada... mas acredito em um 30-11.

4. Quais times, ao lado do Cavs, você acha que terá mando de quadra nos playoffs?



@Le_BR_on: Raptors, que está muito bem, Bulls e... uhmm... Hawks!? Gostaria de dizer Pacers, mas não vejo Indiana um time tão constante como Atlanta. Acho que a equipe comandada pelo Bud garante o mando.


@CavsbrasilCavs e Raptors acho que são as duas certezas, Raptors melhorou muito. Depois disso vou apostar no Hawks e no Bulls, apesar de não levar tanta fé nesses dois.

@CavaliersBrasilNo Oeste o mando deve ser do Golden State Warriors, apesar de os Spurs ficarem muito próximo. No Leste, quem vai jogar em casa deverá ser o Toronto, Atlanta e Bulls. Mas eu não ficaria surpreso se os Pacers tirasse essa vaga do Bulls.

@cavs_brA briga está muito boa, então fica meio difícil cravar quais as equipes, mas hoje eu diria que junto com o Cavs, vejo Raptors, Hawks e Bulls conquistando o mando. Acredito que Toronto e Atlanta estão muito a frente das demais equipes do Leste; Vejo o Bulls como uma equipe mais preparada que as demais que vem abaixo, e que só não está em uma posição melhor porque andou deslizando nas últimas partidas no United Center.



@CavsDepreBulls, Heat e Hawks.

@KyrieIrvingBRBulls, Raptors e Pacers

@LucavsXavierToronto e Chicago com certeza. A quarta vaga será mais disputada, mas não acho que haverão grandes mudanças e Atlanta confirmará a posição que ocupa atualmente

@amauritadeuToronto, Bulls e Atlanta.



Vocês podem seguir todo mundo que participou desse post lá no Twitter clicando AQUI.

Comenta aí embaixo se concorda ou discorda com alguém, e o que você acha que vai acontecer com o Cavs no restante da temporada.

Valeu, galera. Abraço! #GoCavs #CavsBrasil



sábado, 2 de janeiro de 2016

Em um lugar melhor


Não deixe as estatísticas te enganarem. LeBron James e o Cleveland Cavaliers estão 'em um lugar melhor'.

O início de 2015 do Cavs não foi feliz. Aliás, pra ser sincero, foi decepcionante. Varejão se machucou dia 23/12/2014, e entramos o ano seguinte com os diagnósticos de Andy fora da temporada e James machucado, fora por 2 semanas.

Além do time estar jogando mal (Cavs perdeu até pro Sixers), ficou provado por A+B que Love não se adaptou bem no Cavs, e que a equipe não jogava pra ele - naquelas duas semanas que LBJ passou "de molho". A gente contava os dias para o Bron voltar. E mesmo quando ele voltou, dia 13 de janeiro de 2015, contra o Suns, o Cavs perdeu a 6ª seguida.

LeBron precisava das duas semanas fora, o corpo dele precisava de um descanso. Costas e joelhos do LBJ estavam no limite.

Depois de 89 jogos, quase 3.300 minutos jogados (contando playoffs), e uma segunda injeção nas costas, LeBron parece estar mais saudável e mais feliz do que há um ano. Podemos dizer o mesmo do Cavs, já que Blatt está com o elenco inteiro disponível - e eu espero que continue assim até o fim da temporada.

"Eu vou jogar hoje, vs Orlando, então claro que eu estou melhor do que estava um ano atrás", disse LeBron. "Eu me sinto bem melhor depois do feriado de fim de ano, do que no ano passado. Minha condição física está tão boa quanto pode ser depois de jogar 13 anos na NBA."

Cleveland lidera o Leste com uma campanha de 21-9, bem diferente do ano passado. Cavs estava 18-14 na temporada, sendo 5º lugar da Conferência. A grande maioria das vitórias, na atual temporada, vieram sem Kyrie e Shump - que voltaram na 3ª semana de dezembro.

Então, se levarmos em consideração, que o nosso melhor jogador está saudável, e o elenco inteiro está disponível, sem nenhuma contusão, o Cavs está MUITO melhor do que estava há um ano. Porém, as stats do LeBron não mudaram.

Nas últimas duas temporadas, LBJ jogou 29 partidas até o dia 1º de janeiro. Ano passado, nesse período, James estava com médias de 25.2 ppg, 5.3 rpg e 7.4 apg, em 37.5 minutos por jogo. Ele estava com 48.8% FG, 37% das bolas de 3, e 74.3% da linha do lance livre.

Nesse ano, depois de 29 jogos, LeBron tem médias de 25.7 ppg, 7.4 rpg e 6 apg, em 36 minutos por jogo. Ele está com os mesmos 48.8% FG, só que caiu muito nas bolas de 3, agora só 25% nas bolas longas. Ah, e os lances livres também caíram, nessa temporada são 72% de aproveitamento.

"Eu sempre joguei melhor depois do All-Star Weekend", disse LBJ. "Eu entendo o quão importante é a primeira metade da temporada, não quero desrespeitar ninguém. Mas, pra mim pessoalmente, eu sempre meio que atinjo meu melhor momento técnico e físico depois do All-Star Break. Meu corpo se acostuma com as repetições, eu consigo entrar em um ritmo bom, meu corpo se acostuma com as viagens e back-to-backs. Eu sempre vi essa parte da temporada como um novo começo, como se a temporada tivesse se iniciando ali."

LBJ perdeu duas semanas de treinos, e 5 dos 7 jogos de pré-temporada, após aquela segunda injeção no início de outubro. James falou que há a possibilidade, caso seja necessário, fazer o procedimento outra vez (o que faria ele perder mais duas semanas). Blatt, contra a vontade do LBJ, planeja descansá-lo algumas vezes durante a temporada, como já aconteceu nessa temporada, no jogo vs Heat. Bron já falou que queria jogar os 82 jogos, mas convenhamos, algo bem difícil de acontecer.

"Eu acho que ele está bem saudável", disse David Blatt. "Ele tinha condições de ter jogado todos os jogos da temporada, inclusive naquele jogo em Miami. Mas eu o tirei da partida. Contra a vontade dele, mas eu não queria que ele jogasse naquele back-to-back horrível que jogamos. Acho que ele está bem, forte e saudável. Quando, e se necessário, diminuiremos a carga de jogos/minutos dele."

Sim, Blatt. Espero que você faça isso mesmo. Quero ver o Cavs chegar inteiro nos playoffs - e que consigamos ficar o máximo possível inteiros. O maior adversário de Cleveland na pós-temporada foi as lesões. Espero que elas fiquem longe da gente nessa temporada.

#GoCavs #StayHealthy #CavsBrasil

Fonte: cleveland.com


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

LeBron e os lances livres



Gira a bola da mão direita pra esquerda, enquanto a perna esquerda dá um passo pra trás. Depois, LeBron segura a bola com as duas mãos, seu pé esquerdo volta pra posição inicial. Ele dobra um pouco os joelhos, faz uma pausa de 1 segundo - as vezes um pouco mais que isso. E, finalmente, LBJ arremessa. 

Essa é a nova forma de bater o lance livre do LeBron James. E, aparentemente, tem dado certo. 

"Eu comecei a assistir clipes da época em que eu arremessava muito bem, quando eu ainda estava em Miami, há 3 anos" - disse LeBron, explicando o porquê da mudança na mecânica do chute, no dia 10 de novembro.

"Eu estava com um aproveitamento de 85% naquele mês. Eu me sentia muito confortável", disse James. "Eu lembrei, assisti o clipe e decidi voltar a arremessar assim".

Na derrota para o Pelicans por 114-108 (OT), no dia 4 de dezembro, jogo que teve transmissão da ESPN, LeBron foi quase perfeito na linha do lance livre. acertou 10 dos 11 que bateu. No início de dezembro LBJ estava arremessando bem, chegando a estar com aproveitamento de 90% nos free throws

Depois de começar a temporada com FT% ridículo, James sentiu que precisava mudar. James, que tem 74% de aproveitamento nos FTs em sua carreira, estava com 59% no começo da temporada, chutando 28-47. (E, pra ser sincero, não era só os lances livres que estavam ruins, o arremesso de 3 também estava ridículo)

*Eu não consegui achar nenhum vídeo/GIF/vine do LBJ fazendo esse passo para trás na época de Heat. E, sinceramente, também não consigo lembrar. Mas se o LeBron disse que fazia, e tem vídeo disso, quem sou eu pra discordar.*

Mas a grande pergunta é, ele melhorou por causa da mecânica ou por outro aspecto? Provavelmente, não. E, se olharmos o que o Bron já fez, é muito provável que ele adicione mais uma "mania" para o seu ritual antes do chute em breve.

Esta pessoa que vos escreve jogou basquete na escola por 6 anos. Tive dois treinadores. E ao longo dos anos, os dois, sério, os dois me diziam: "lance livre é 60% concentração, 20% treino e 20% técnica de arremesso". E eu concordo. Acredito que as vezes LBJ perde lances livres por não se concentrar.

Em entrevista para o site cleveland.com, Ed Palubinskas disse "isso que ele faz com os pés é irrelevante para o arremesso".

Palubinskas, 65 anos, é ex-jogador da NBA que foi draftado pelo Atlanta Hawks (NBA) e pelo New Orleans Jazz (ABA), na década de 1970. Ed tem uma shooting clinic em Los Angeles, e lá ele já ajudou Shaq e Dwight Howard a melhorarem seus arremessos na linha do lance livre.

"Você chuta a bola com os pés? O que os pés têm a ver com o arremesso? Quem ensinou pra ele essa bobagem?", disse Palubinskas.

Durante a entrevista, Ed fez algumas boas observações sobre o ritual/arremesso do LBJ. Ele também levantou a seguinte pergunta: Quem é o atual shooting coach do LeBron? 

A resposta é: ninguém. Como a maioria dos times da NBA, o Cleveland Cavaliers não tem um shooting coach atualmente.

"Temos um ótimo comissão técnica aqui em Cleveland, eles falam no que eu preciso melhorar, e de que forma eles podem me ajudar a melhorar", disse LeBron. "Eu, de fato, já tive um shooting coach, o Chris Jent, Ele me ajudou muito quando ele fazia parte da coaching staff. Depois que ele saiu, eu só continuei a mesma rotina. Mas ele me ajudou muito". 

Entre 2006 e 2011, enquanto esteve no Cavs, Chris Jent levava o título de "Player Development Coordinator" e assistente técnico. Mas, na verdade, ele era um coach (praticamente)exclusivo do Bron. Enquanto esteve sob o comando de Jent, o King conseguiu a melhor temporada na linha do lance livre, em 2008-09, com 78% de aproveitamento. 

Jent, ex-jogador da NBA -e de Ohio State- é o Head Coach do time da D-League do Phoenix Suns. Em entrevista ao NEOMG, Chris comentou que ainda acompanha a carreira (e o arremesso) do King, de longe, claro.

"O que eu estou vendo ultimamente não é o que eu ensinei para ele anos atrás", disse Jent. "O arremesso dele mudou MUITO. Talvez algumas coisas tenham mudado para melhor, eu não sei, mas a mecânica de arremesso está diferente".


Chris Jent disse que esse "passinho safado", como já diria Everaldo Marques, que LeBron incorporou ao seu ritual pré-arremesso de lance livre pode, teoricamente, deixar mais difícil por causa do tamanho do LeBron (2.03 m, 113 kg) e a importância de ter equilíbrio antes do chute. Mas, com toda sua experiência, Jent também disse que algo muito importante na linha do lance livre é "estar se sentindo bem" com o que está sendo feito.

"Confiança te ajuda muito. Se o Bron gosta/se sente confortável com o que ele está fazendo, a chance de sucesso aumenta", disse Jent. "O problema é fazer mudanças o tempo todo".

Nas últimas temporadas, LeBron tem sempre tentado mudar/consertar o seu arremesso. Antes desse passo para trás, LBJ ficou mudando o quanto ele dobrava os joelhos. Veja a diferença entre o primeiro jogo da temporada, e o terceiro. 

Algumas vezes, James demora um pouco para arremessar a bola. 

Existe um clipe no YouTube mostrando a mudança que Bron fez durante os playoffs de 2013. Ele estava dobrando bastante os joelhos na série contra o Bucks, e logo depois, na série contra Chicago, LBJ estava arremessando de uma forma mais "quieta", dobrando pouco os joelhos.

    

Veja no fim do vídeo uma comparação dos arremessos de LeBron e Ray Allen. Bron parece ter seguido o padrão do 7º melhor batedor de lance livre da história, com 89.7% de aproveitamento. Mas, pasmem, mais uma vez LBJ mudou a mecânica do chute.

Brandon Bass, jogador do Lakers, é um dos clientes de Palubinskas. Bass tem o mesmo peso e altura do King James, porém tem aproveitamento de 84% nos free throws.

Para Palubinskas, o "passinho safado" que James está fazendo é desnecessário e contra-produtivo. Ele preferia que LBJ dobrasse menos os joelhos, e que o movimento de pernas tivesse um timing mais próximo do movimento dos braços.

Ed diz que se tornou um "free throw shooter" com aproveitamendo de 99% depois de sofrer um acidente de carro em 1981, que o deixou em uma cadeira de rodas. Obviamente ele não podia mexer as pernas, e é nesse argumento que ele se sustenta para dizer que as pernas não são tão relevantes assim. Palubinskas também disse que a mão do LBJ se mexe muito durante o ritual pré-lance livre. "Os dedos devem terminar o movimento da mesma forma que começaram tocando a bola no início do mecanismo do arremesso", disse Ed.

Chris Jent disse que a melhor coisa de trabalhar com o King James é a disposição para escutar o que você tem a dizer, de trabalhar duro, e de aceitar uma mudança necessária - principalmente durante a offseason.

Jent completou dizendo que Palubinskas tem razão, e ótimos pontos. Mas enfatizou que é difícil fazer mudanças quando os jogos contam, e a pressão aumenta.


Mas é isso que o LBJ fez/faz. Sempre.


Fonte: cleveland.com, NEOMG