terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Mini-Preview: Temporada 2015-16 do Cavs (PARTE 2)



Metade da temporada já se foi, e o Cavs tem um recorde de 31 vitórias e 12 derrotas. Para um time que jogou mais de 20 partidas sem Kyrie e Shumpert, ter esse recorde é muito bom, principalmente se compararmos com o ano passado.

Mas, com as derrotas para Spurs e GSW na semana passada, o clima lá em Cleveland - que já era estranho - ficou muito esquisito. Então, o GM David Griffin resolveu demitir David Blatt, e dar um upgrade no Tyronn Lue - de associate Coach, para Head Coach.

E aí, como fica o Cavs? O que esperar para o restante da temporada? Pois é, essa e outras perguntas serão respondidas em mais um Mini-Preview da temporada 2015-16. (Caso você não tenha visto a primeira edição, acesse aqui)

Convidei, mais uma vez, o pessoal que fala sobre o Cavs diariamente lá no Twitter/Site do Cavaliers Brasil. Vamos para as perguntas...

1. O que achou da demissão de David Blatt e a contratação do Tyronn Lue? Acha que o novo Head Coach vai dar certo no comando do Cavs?


Arthur (@Le_BR_on): Achei a demissão estranha, ainda mais pelo timing. Mas, com todos os relatos de jornalistas que acompanham o time, e as palavras do GM David Griffin, era uma coisa que ia acontecer mais cedo ou mais tarde. E que só não aconteceu na offseason porque o Cavs se superou nas Finais, conseguindo levar aquela série pro 6º jogo. Nosso GM falou que foi muito fácil renovar com os atletas - tirando Tristan Thompson, né, Griffin? rsrs. Ele disse que os jogadores compraram a idéia de trazer um título pra Cleveland, e por isso achava que o astral no vestiário ia melhorar. Mas...

Acho que Tyronn Lue pode dar certo. Mas essa história de colocar o Cavs pra correr... hmmm... sei não. Principalmente contra o GSW (que podemos encontrar nas Finais de novo). Mas eu gostei do que ele falou em envolver o K-Love no ataque, dar mais arremessos pra ele em posições em que o nosso PF se sente mais confortável. Nesse momento, só resta torcer pra dar certo.

Marcelo (@Cavsbrasil)Não gostei da demissão do Blatt, eu gostava dele, mas quem acompanha o dia a dia dessa equipe, diz que chegou a um ponto que não tinha mais como ele continuar, então Cavs teve que demiti-lo.

Tudo que li sobre Lue são coisas positivas, mas não conheço a fundo o trabalho dele, até porque ele nunca foi técnico na NBA, então fica difícil dizer. Mas sei o que ele quer implantar no Cavs, que é um estilo mais rápido de jogo, com uma utilização de Love maior. Espero que dê certo.

Guilherme (@CavaliersBrasil)Pessoalmente não, mas nós temos que olhar vários aspectos. Demitir um treinador tão vitorioso e que está levando seu time pra vencer o Leste é, no mínimo, estranho. Precisa haver um motivo interno muito forte. E havia, apesar de não perfeitamente revelado. Então, pelo lado dos jogadores, era algo que precisava ser feito. Para a franquia, é um risco que eles precisavam assumir, já que a entrega dos jogadores em quadra é fundamental para o sucesso, porém ela fica com a imagem manchada, pois vai ouvir de todo lado que é uma franquia "inconsistente", "Amadora", o que não ajuda quando você é um mercado pequeno. Para a liga, não é uma coisa boa também, por isso ressoou, nos quatro cantos, a reclamação dos demais treinadores pela ação dos Cavs. Cleveland não deu uma chance de Blatt ser campeão. Era evidente que se o título não viesse esse ano, ele perderia o cargo, mas Blatt não teve a oportunidade de jogar uma Final com chances reais. Mas nesse mercado, não se trata de justiça. Se trata de vencer e manter seus atletas felizes. Porém quando você adiciona o Lue no lugar do Blatt, você corre muito risco. Lue não tem experiência de treinador e tem agora a missão de fazer o time jogar melhor do que o que vinha jogando. Ou seja, não basta um recorde tão bom (30-11), mas tem que jogar melhor. Você coloca uma grande responsabilidade sobre o time  e diz a torcida que o time vai crescer, abrindo espaço para que esta torcida seja (ainda mais) exigente. É uma ação muito arriscada. Mas certeza que Griffin não é louco de não ter medido todos os riscos. Mas no fim das contas, "dar certo nos Cavs" significa ser campeão. E talvez ainda não seja nesse ano que os Cavs vençam a liga, porque muitas vezes não depende de você, se houver do outro lado um time num momento especial, independente de quem seja o treinador.

Fernando (@cavs_br)Ainda acho muito precoce para tomar alguma opinião sobre a demissão de Blatt, pois tudo ocorreu de forma muito inusitada e que ninguém esperava. Mas pelo o que vimos, o GM do Cavs, David Griffin, viu que a decisão tomada era a melhor para o Cavs neste momento. Acredito que a demissão de Blatt não passa pelos números, mas sim pela forma de trabalhar dele, com os jogadores e com LeBron James. E torcemos para que, com Tyronn Lue isso mude e que ele dê certo no comando da franquia. 

Magno (@CavsDepre)A demissão não era o esperado, mas também não foi nenhuma loucura, como nosso GM disse, Lue é o melhor para o Cavs HOJE, e eu acho que o novo Head Coach tende a melhorar a equipe.

Alexandre (@KyrieIrvingBR)Não concordei, mas quem tá lá dentro sabe o que está acontecendo. Sim, Lue, assim como Blatt, é um cara inteligente, e os jogadores parece que gostam bastante dele.

Lucas (@LucavsXavier)Creio que a demissão tenha sido precipitada, se esta não tiver sido motivada por problemas entre o treinador e os jogadores. Não vejo Ty Lue promovendo as mudanças que o Cavs precisa, como a maior inclusão de Love no movimento ofensivo e no post game, pois ele já poderia ajudar nisso com sua anterior função de auxiliar técnico. De qualquer maneira, melhor trocar o treinador na metade da temporada do que em seus momentos finais.

Amauri (@amauritadeu)Não achei justa, pois se for comparar com a temporada passada, estamos melhores. Blatt ajustou o time, mas talvez não da forma que os donos queriam. O problema para Lue é ajustar o time durante a temporada, algumas derrotas a mais que o previsto devem acontecer por conta desses ajustes. 

2. Você acha que alguém tomará o 1º lugar da Conferência do Cavs?


@Le_BR_on: Não. Embora o Raptors esteja bem, com uma pegada boa, não acredito que vamos piorar tanto com a troca de comando. Ficaremos com a 1st seed sim.

@CavsbrasilNão. Muito difícil, por mais que Cavs passe agora por um momento de adaptação, o talento da equipe é muito grande.

@CavaliersBrasilDefinitivamente, não. Apesar de Toronto ser uma ameaça real, Cavs deverá vencer o Leste e avançar para os Playoffs em primeiro lugar.

@cavs_brNão, apesar da mudança do Head Coach, acho que o Cavs está muito consolidado e falta apenas alguns ajustes para o time engrenar de vez. E também, não vejo alguma outra franquia com qualidade superior a ponto de tomar a 1st seed do Cavs.

@CavsDepreO leste é nosso!

@KyrieIrvingBR: Nope.

@LucavsXavierNão. Seria necessário uma atuação muito desastrosa de Lue para que isso aconteça.

@amauritadeuAcredito que não, mas Toronto e Bulls vão incomodar bastante.

3. Qual será o recorde do Cavs nos 41 jogos que restam na temporada?


@Le_BR_on: Se repetirmos o recorde da primeira parte da temporada está ótimo, ainda mais com a troca de Head Coach. 

@CavsbrasilMuito difícil dizer, então o que resta é chutar, puro palpite. Cavs fará 31-10 e vai terminar a temporada com 61 vitórias e 21 derrotas.

@CavaliersBrasilCavs vai capengar no início de Lue, mas temos uma agenda boa, que nos permitirá um recorde próximo das 30 vitórias. Vamos chutar um 28-13.

@cavs_brAvaliando os próximos confrontos e como está a condição do Cavs no momento, acredito que o recorde irá ser na margem dos 31-10.

@CavsDepreRapaz, espero que consiga mais 27 vitórias. Por dentro eu quero muito dizer mais 35, mas vou me precaver.

@KyrieIrvingBR: Acredito em um recorde de 35 vitórias e 6 derrotas.

@LucavsXavierÉ sempre difícil esse tipo de palpite, mas creio que nossa equipe repita as 30 vitórias (ou algo próximo disso) nos jogos que virão.

@amauritadeuErrei feio nos palpites do início da temporada... mas acredito em um 30-11.

4. Quais times, ao lado do Cavs, você acha que terá mando de quadra nos playoffs?



@Le_BR_on: Raptors, que está muito bem, Bulls e... uhmm... Hawks!? Gostaria de dizer Pacers, mas não vejo Indiana um time tão constante como Atlanta. Acho que a equipe comandada pelo Bud garante o mando.


@CavsbrasilCavs e Raptors acho que são as duas certezas, Raptors melhorou muito. Depois disso vou apostar no Hawks e no Bulls, apesar de não levar tanta fé nesses dois.

@CavaliersBrasilNo Oeste o mando deve ser do Golden State Warriors, apesar de os Spurs ficarem muito próximo. No Leste, quem vai jogar em casa deverá ser o Toronto, Atlanta e Bulls. Mas eu não ficaria surpreso se os Pacers tirasse essa vaga do Bulls.

@cavs_brA briga está muito boa, então fica meio difícil cravar quais as equipes, mas hoje eu diria que junto com o Cavs, vejo Raptors, Hawks e Bulls conquistando o mando. Acredito que Toronto e Atlanta estão muito a frente das demais equipes do Leste; Vejo o Bulls como uma equipe mais preparada que as demais que vem abaixo, e que só não está em uma posição melhor porque andou deslizando nas últimas partidas no United Center.



@CavsDepreBulls, Heat e Hawks.

@KyrieIrvingBRBulls, Raptors e Pacers

@LucavsXavierToronto e Chicago com certeza. A quarta vaga será mais disputada, mas não acho que haverão grandes mudanças e Atlanta confirmará a posição que ocupa atualmente

@amauritadeuToronto, Bulls e Atlanta.



Vocês podem seguir todo mundo que participou desse post lá no Twitter clicando AQUI.

Comenta aí embaixo se concorda ou discorda com alguém, e o que você acha que vai acontecer com o Cavs no restante da temporada.

Valeu, galera. Abraço! #GoCavs #CavsBrasil



sábado, 2 de janeiro de 2016

Em um lugar melhor


Não deixe as estatísticas te enganarem. LeBron James e o Cleveland Cavaliers estão 'em um lugar melhor'.

O início de 2015 do Cavs não foi feliz. Aliás, pra ser sincero, foi decepcionante. Varejão se machucou dia 23/12/2014, e entramos o ano seguinte com os diagnósticos de Andy fora da temporada e James machucado, fora por 2 semanas.

Além do time estar jogando mal (Cavs perdeu até pro Sixers), ficou provado por A+B que Love não se adaptou bem no Cavs, e que a equipe não jogava pra ele - naquelas duas semanas que LBJ passou "de molho". A gente contava os dias para o Bron voltar. E mesmo quando ele voltou, dia 13 de janeiro de 2015, contra o Suns, o Cavs perdeu a 6ª seguida.

LeBron precisava das duas semanas fora, o corpo dele precisava de um descanso. Costas e joelhos do LBJ estavam no limite.

Depois de 89 jogos, quase 3.300 minutos jogados (contando playoffs), e uma segunda injeção nas costas, LeBron parece estar mais saudável e mais feliz do que há um ano. Podemos dizer o mesmo do Cavs, já que Blatt está com o elenco inteiro disponível - e eu espero que continue assim até o fim da temporada.

"Eu vou jogar hoje, vs Orlando, então claro que eu estou melhor do que estava um ano atrás", disse LeBron. "Eu me sinto bem melhor depois do feriado de fim de ano, do que no ano passado. Minha condição física está tão boa quanto pode ser depois de jogar 13 anos na NBA."

Cleveland lidera o Leste com uma campanha de 21-9, bem diferente do ano passado. Cavs estava 18-14 na temporada, sendo 5º lugar da Conferência. A grande maioria das vitórias, na atual temporada, vieram sem Kyrie e Shump - que voltaram na 3ª semana de dezembro.

Então, se levarmos em consideração, que o nosso melhor jogador está saudável, e o elenco inteiro está disponível, sem nenhuma contusão, o Cavs está MUITO melhor do que estava há um ano. Porém, as stats do LeBron não mudaram.

Nas últimas duas temporadas, LBJ jogou 29 partidas até o dia 1º de janeiro. Ano passado, nesse período, James estava com médias de 25.2 ppg, 5.3 rpg e 7.4 apg, em 37.5 minutos por jogo. Ele estava com 48.8% FG, 37% das bolas de 3, e 74.3% da linha do lance livre.

Nesse ano, depois de 29 jogos, LeBron tem médias de 25.7 ppg, 7.4 rpg e 6 apg, em 36 minutos por jogo. Ele está com os mesmos 48.8% FG, só que caiu muito nas bolas de 3, agora só 25% nas bolas longas. Ah, e os lances livres também caíram, nessa temporada são 72% de aproveitamento.

"Eu sempre joguei melhor depois do All-Star Weekend", disse LBJ. "Eu entendo o quão importante é a primeira metade da temporada, não quero desrespeitar ninguém. Mas, pra mim pessoalmente, eu sempre meio que atinjo meu melhor momento técnico e físico depois do All-Star Break. Meu corpo se acostuma com as repetições, eu consigo entrar em um ritmo bom, meu corpo se acostuma com as viagens e back-to-backs. Eu sempre vi essa parte da temporada como um novo começo, como se a temporada tivesse se iniciando ali."

LBJ perdeu duas semanas de treinos, e 5 dos 7 jogos de pré-temporada, após aquela segunda injeção no início de outubro. James falou que há a possibilidade, caso seja necessário, fazer o procedimento outra vez (o que faria ele perder mais duas semanas). Blatt, contra a vontade do LBJ, planeja descansá-lo algumas vezes durante a temporada, como já aconteceu nessa temporada, no jogo vs Heat. Bron já falou que queria jogar os 82 jogos, mas convenhamos, algo bem difícil de acontecer.

"Eu acho que ele está bem saudável", disse David Blatt. "Ele tinha condições de ter jogado todos os jogos da temporada, inclusive naquele jogo em Miami. Mas eu o tirei da partida. Contra a vontade dele, mas eu não queria que ele jogasse naquele back-to-back horrível que jogamos. Acho que ele está bem, forte e saudável. Quando, e se necessário, diminuiremos a carga de jogos/minutos dele."

Sim, Blatt. Espero que você faça isso mesmo. Quero ver o Cavs chegar inteiro nos playoffs - e que consigamos ficar o máximo possível inteiros. O maior adversário de Cleveland na pós-temporada foi as lesões. Espero que elas fiquem longe da gente nessa temporada.

#GoCavs #StayHealthy #CavsBrasil

Fonte: cleveland.com


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

LeBron e os lances livres



Gira a bola da mão direita pra esquerda, enquanto a perna esquerda dá um passo pra trás. Depois, LeBron segura a bola com as duas mãos, seu pé esquerdo volta pra posição inicial. Ele dobra um pouco os joelhos, faz uma pausa de 1 segundo - as vezes um pouco mais que isso. E, finalmente, LBJ arremessa. 

Essa é a nova forma de bater o lance livre do LeBron James. E, aparentemente, tem dado certo. 

"Eu comecei a assistir clipes da época em que eu arremessava muito bem, quando eu ainda estava em Miami, há 3 anos" - disse LeBron, explicando o porquê da mudança na mecânica do chute, no dia 10 de novembro.

"Eu estava com um aproveitamento de 85% naquele mês. Eu me sentia muito confortável", disse James. "Eu lembrei, assisti o clipe e decidi voltar a arremessar assim".

Na derrota para o Pelicans por 114-108 (OT), no dia 4 de dezembro, jogo que teve transmissão da ESPN, LeBron foi quase perfeito na linha do lance livre. acertou 10 dos 11 que bateu. No início de dezembro LBJ estava arremessando bem, chegando a estar com aproveitamento de 90% nos free throws

Depois de começar a temporada com FT% ridículo, James sentiu que precisava mudar. James, que tem 74% de aproveitamento nos FTs em sua carreira, estava com 59% no começo da temporada, chutando 28-47. (E, pra ser sincero, não era só os lances livres que estavam ruins, o arremesso de 3 também estava ridículo)

*Eu não consegui achar nenhum vídeo/GIF/vine do LBJ fazendo esse passo para trás na época de Heat. E, sinceramente, também não consigo lembrar. Mas se o LeBron disse que fazia, e tem vídeo disso, quem sou eu pra discordar.*

Mas a grande pergunta é, ele melhorou por causa da mecânica ou por outro aspecto? Provavelmente, não. E, se olharmos o que o Bron já fez, é muito provável que ele adicione mais uma "mania" para o seu ritual antes do chute em breve.

Esta pessoa que vos escreve jogou basquete na escola por 6 anos. Tive dois treinadores. E ao longo dos anos, os dois, sério, os dois me diziam: "lance livre é 60% concentração, 20% treino e 20% técnica de arremesso". E eu concordo. Acredito que as vezes LBJ perde lances livres por não se concentrar.

Em entrevista para o site cleveland.com, Ed Palubinskas disse "isso que ele faz com os pés é irrelevante para o arremesso".

Palubinskas, 65 anos, é ex-jogador da NBA que foi draftado pelo Atlanta Hawks (NBA) e pelo New Orleans Jazz (ABA), na década de 1970. Ed tem uma shooting clinic em Los Angeles, e lá ele já ajudou Shaq e Dwight Howard a melhorarem seus arremessos na linha do lance livre.

"Você chuta a bola com os pés? O que os pés têm a ver com o arremesso? Quem ensinou pra ele essa bobagem?", disse Palubinskas.

Durante a entrevista, Ed fez algumas boas observações sobre o ritual/arremesso do LBJ. Ele também levantou a seguinte pergunta: Quem é o atual shooting coach do LeBron? 

A resposta é: ninguém. Como a maioria dos times da NBA, o Cleveland Cavaliers não tem um shooting coach atualmente.

"Temos um ótimo comissão técnica aqui em Cleveland, eles falam no que eu preciso melhorar, e de que forma eles podem me ajudar a melhorar", disse LeBron. "Eu, de fato, já tive um shooting coach, o Chris Jent, Ele me ajudou muito quando ele fazia parte da coaching staff. Depois que ele saiu, eu só continuei a mesma rotina. Mas ele me ajudou muito". 

Entre 2006 e 2011, enquanto esteve no Cavs, Chris Jent levava o título de "Player Development Coordinator" e assistente técnico. Mas, na verdade, ele era um coach (praticamente)exclusivo do Bron. Enquanto esteve sob o comando de Jent, o King conseguiu a melhor temporada na linha do lance livre, em 2008-09, com 78% de aproveitamento. 

Jent, ex-jogador da NBA -e de Ohio State- é o Head Coach do time da D-League do Phoenix Suns. Em entrevista ao NEOMG, Chris comentou que ainda acompanha a carreira (e o arremesso) do King, de longe, claro.

"O que eu estou vendo ultimamente não é o que eu ensinei para ele anos atrás", disse Jent. "O arremesso dele mudou MUITO. Talvez algumas coisas tenham mudado para melhor, eu não sei, mas a mecânica de arremesso está diferente".


Chris Jent disse que esse "passinho safado", como já diria Everaldo Marques, que LeBron incorporou ao seu ritual pré-arremesso de lance livre pode, teoricamente, deixar mais difícil por causa do tamanho do LeBron (2.03 m, 113 kg) e a importância de ter equilíbrio antes do chute. Mas, com toda sua experiência, Jent também disse que algo muito importante na linha do lance livre é "estar se sentindo bem" com o que está sendo feito.

"Confiança te ajuda muito. Se o Bron gosta/se sente confortável com o que ele está fazendo, a chance de sucesso aumenta", disse Jent. "O problema é fazer mudanças o tempo todo".

Nas últimas temporadas, LeBron tem sempre tentado mudar/consertar o seu arremesso. Antes desse passo para trás, LBJ ficou mudando o quanto ele dobrava os joelhos. Veja a diferença entre o primeiro jogo da temporada, e o terceiro. 

Algumas vezes, James demora um pouco para arremessar a bola. 

Existe um clipe no YouTube mostrando a mudança que Bron fez durante os playoffs de 2013. Ele estava dobrando bastante os joelhos na série contra o Bucks, e logo depois, na série contra Chicago, LBJ estava arremessando de uma forma mais "quieta", dobrando pouco os joelhos.

    

Veja no fim do vídeo uma comparação dos arremessos de LeBron e Ray Allen. Bron parece ter seguido o padrão do 7º melhor batedor de lance livre da história, com 89.7% de aproveitamento. Mas, pasmem, mais uma vez LBJ mudou a mecânica do chute.

Brandon Bass, jogador do Lakers, é um dos clientes de Palubinskas. Bass tem o mesmo peso e altura do King James, porém tem aproveitamento de 84% nos free throws.

Para Palubinskas, o "passinho safado" que James está fazendo é desnecessário e contra-produtivo. Ele preferia que LBJ dobrasse menos os joelhos, e que o movimento de pernas tivesse um timing mais próximo do movimento dos braços.

Ed diz que se tornou um "free throw shooter" com aproveitamendo de 99% depois de sofrer um acidente de carro em 1981, que o deixou em uma cadeira de rodas. Obviamente ele não podia mexer as pernas, e é nesse argumento que ele se sustenta para dizer que as pernas não são tão relevantes assim. Palubinskas também disse que a mão do LBJ se mexe muito durante o ritual pré-lance livre. "Os dedos devem terminar o movimento da mesma forma que começaram tocando a bola no início do mecanismo do arremesso", disse Ed.

Chris Jent disse que a melhor coisa de trabalhar com o King James é a disposição para escutar o que você tem a dizer, de trabalhar duro, e de aceitar uma mudança necessária - principalmente durante a offseason.

Jent completou dizendo que Palubinskas tem razão, e ótimos pontos. Mas enfatizou que é difícil fazer mudanças quando os jogos contam, e a pressão aumenta.


Mas é isso que o LBJ fez/faz. Sempre.


Fonte: cleveland.com, NEOMG

domingo, 22 de novembro de 2015

Por que os Cavs mudaram sua rotina pré-jogo?


Nos últimos jogos, os Cavs não participaram das pre-game intros.

Aconteceu de novo ontem, sábado (21), quando Cleveland venceu Atlanta.

Você, com certeza, já deve ter visto alguma intro do Cavs, na Q! Loans Arena ou em alguma Arena adversária. Quando jogamos em casa, sem dúvidas, temos umas das melhores introduções da Liga.
 
Mas caso você ainda não tenha visto, assista aqui:

 

Perceba que, enquanto o narrador está lá gritando "CLEEEEEVELAAAAAAND!!!", os titulares já se preparam pra ir até seus companheiros - dando uns high-fives - fazendo a tradicional rotina pré-jogo.

Mas nas últimas partidas, invés disso, todos os jogadores já estão no huddle com o Coach Blatt, revendo o plano de jogo.

Os jogadores estão ignorando o show que são as pre-game intros. Mas, claro, eles não têm a intenção de menosprezar o adversário, pelo contrário, eles querem se concentrar ainda mais pro jogo. Como o LBJ gosta de dizer, "it's about setting the tone".

Tristan Thompson disse que a ideia foi do LeBron. Segundo TT, o King falou sobre isso no ônibus, durante a ida do time ao BMO Harris Bradley Center, Arena do Milwaukee Bucks.

LeBron sempre tem alguma ideia nova pra fazer o grupo ficar mais unido, focado pra que todos possam alcançar um objetivo em comum. Não é a primeira vez que ele sugere algo que o grupo inteiro apoia, nem vai ser a última.
 
"É sobre estar 100% focado e preparado para o jogo", disse LeBron ao site cleveland.com. "Foi algo que eu, e meus companheiros, fizemos em Miami em alguns momentos. É sobre jogar o jogo da forma certa".

É estranho de ver os jogadores não participarem, mas é impactante.

É uma forma de mostrar que a NBA não é só sobre a fama, o glamour, os efeitos especiais quando os jogadores são apresentados e etc. A NBA é composta por 30 times, com 15 jogadores por elenco. Tudo que acontece em cada franquia é planejado para que todos os atletas possam, de alguma forma, ajudar a sua equipe a derrotar o adversário.

"Além de ser uma boa forma de pensar/agir pra nós, mostra pro adversário que estamos prontos", disse Tristan Thompson. "Estamos na quadra primeiro, prontos pro pula-dois, e quando eles saem do huddle e olham pra nós, eles já percebem que têm que estar preparados".

LeBron e Tristan disseram ao cleveland.com que não sabem por quanto tempo continuarão fazendo essa "rotina diferente".

Mas se essa mudança ajudou os Cavs a começarem as últimas duas partidas mais ligados, com certeza veremos o novo ritual pré-jogo mais vezes.


Fonte: cleveland.com

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Quantos jogadores LeBron passará na lista dos maiores pontuadores da história?


Mais uma vez, LeBron enfrenta a pressão de iniciar uma temporada em que as expectativas sobre ele, e sobre seu time, são altíssimas. "Championship or bust", como dizem os americanos.

Sem Kyrie, as coisas devem ser um pouquinho mais dificeis. A volta do K-Love, a contratação do Mo Williams, a contratação do Richard Jefferson e etc. já mostrou que é uma ajuda enorme pro King. Mesmo LBJ dizendo que Love vai ser "o foco principal" do ataque, ele (James) deve ser o cestinha da equipe.
Atualmente, LeBron é o 20° maior pontuador da história da NBA com 25.001 pontos, e deve passar Jerry West até o fim do mês de novembro. Apenas 5 jogadores ativos estão à frente do King na lista.

Na temporada passada, após aquelas duas semanas de descanso, LBJ voltou a jogar muito bem, e estava anotando 25 pts por noite. Então, vamos lá fazer a conta...

Se LBJ manter esses números (25 PPG), e novamente perder algumas partidas durante a temporada regular, seja por contusão ou descanso (10 jogos). Então, 25 pontos por noite, durante 72 partidas, dá 1.800 pontos ao fim da temporada. Adicionando aos 24.913 em que ele iniciou a temporada '15-16, ele teria 26.713 pontos ao fim da regular season.


Depois desse raciocínio, chego a conclusão que, sendo realista, ao fim da atual temporada da NBA, LeBron James pode se tornar o 15° maior pontuador da história.

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Na última temporada, LBJ passou lendas como Charles Barkley, Ray Allen, Patrick Ewing.
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LBJ pode/deve passar lendas como Jerry West, Reggie Miller e Alex English.
Nada mal para um jogador que ainda tem, pelo menos, mais dois anos como o melhor jogador da Liga, e mais uns quatro no Top 5.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

LeBron não é um 'scorer'


Não, LeBron não é um scorer.

Essa frase ficou na minha cabeça o dia inteiro hoje. Depois de debater com um amigo (fã do Wade, não do Kobe) sobre LeBron ser ou não um scorer melhor que o Kobe, fiquei pensando "Como alguém diz que um jogador que se tornou o mais jovem a anotar 25 mil pontos não é um scorer?" Claro, LeBron não é um Kobe Bryant/Kevin Durant, são estilos de jogo um pouco diferentes, mas mesmo assim sabe colocar a bola na cesta - com muita facilidade em algumas ocasiões.

E, no fim do dia, a resposta apareceu pra mim. Não, ele não é só um scorer; e tudo bem, porque "reduzir" LeBron James apenas a esta palavra é quase um crime.

Chegar aos 25 mil pontos é sensacional, mas essa estatística limita seu estilo de jogo e o jogador que ele é. Acho que, pra expressar o que LBJ e o seu jogo representam, a melhor stat é: LeBron é o jogador mais jovem a chegar aos 25.000 pontos/6.000 rebotes/6.000 assistências. Agora sim a estatística está mais a cara do King James.

Na última segunda-feira, quando chegou a esta marca, LeBron foi aplaudido de pé pelos torcedores que estavam no Wells Fargo Center. Todos os fãs que estiveram na Arena puderam ver o all-around game do LBJ. Foram 9 rebotes, 11 assistências, 4 roubadas de bola e 2 tocos. Ah, e os pontos? 22.

"Isso só mostra o quão único LeBron James é", disse David Blatt. "Ele quase conseguiu um TD na mesma noite em que entrou no 'clube dos 25 mil'".

James se juntaria a Wilt Chamberlain, como os únicos jogadores que conseguiram um TD no mesmo jogo em que chegaram aos 25.000 pontos.

Durante o jogo, quando LBJ estava arremessando 3-11 FG, James Jones - sim, "o amigo do homem" - falou pro King se concentrar, e acertar os arremessos. LeBron respondeu dizendo: "Não existe um arremesso que a humanidade já criou que eu não consiga fazer". E, de fato, LeBron melhorou. Depois disso, acertou 6 de 8 chutes tentados. Not bad, huh!?

"Eu não ligo muito para pontuar", disse LeBron após a partida. E, realmente, James não liga tanto pra pontuação. Após passar Scottie Pippen e se tornar o ala que mais deu assistências na história da NBA, LeBron disse que estava muito feliz. Feliz como se tivesse conquistado um título da NBA.

Quando perguntado se o 'quase triplo-duplo' significava alguma coisa pra ele, LeBron respondeu: "Sim, e estou chateado por não ter conseguido o décimo rebote".

Ele também foi perguntado como tinha chegado à marca de 25.000 pontos, LBJ respondeu: "Eu joguei com companheiros de equipe sensacionais, e Coaching Staffs que me permitiram ser o melhor que eu podia ser toda noite".

Nenhum desses técnicos ou companheiros de equipe fizeram as cestas pelo LeBron, porque é responsabilidade dele (LBJ) fazer isso. Mas ele tem muitas responsabilidades desde o primeiro dia de NBA, e aprendeu a lidar com isso durante a carreira. Pegar rebotes e conseguir colocar seus companheiros na melhor posição pra fazer as cestas, pro bem da equipe. Além de, claro, pontuar.

Então, se alguém disser que o King não é um scorer, balance a cabeça e concorde. Ele é bem mais que isso.


Fonte: ESPN.com, NEOMG, cleveland.com.